O grande Charlie Kaufman (Eternal Sunshine of a Spotless Mind; Adatpation...) descreve-nos as suas ideias sobre a escrita e a vida... Refere o cinema como um "media morto": se as nuances e inflexões são a quintessencia do teatro, já ao cinema, enquanto objecto estático, é-lhe exigida a introdução de camadas de informação que ofereçam diferentes experiências a cada visionamento. É essa a sua batalha e a sua singularidade. introduz-nos ao seu mais recente trabalho, Synecdoche, agora como escritor/realizador, e fala das dificuldades que este novo estatuto lhe apresentou: lutando para que o pragmatismo do realizador não espartilhasse o fluxo criativo e imaginação do escritor. Kaufman é dos mais intelectualmente desafiadores guionistas americanos. Em diversas entrevistas, como a que acabamos de ver, refere a dificuldade cultural do escritor em derrubar convenções narrativas e uma determinada e monolítica estrutura do "filme americano". Em Adaptation (um dos meus filmes p...
Blog de Cinema do Realizador João Gomes