Sábado, 24 de Março de 2012

Cenas da Minha Vida nº 4 - Cena final de "The Unforgiven", de Clint Eastwood

É um final de cortar à faca! Clint olhava para todo o seu historial de leviana representação de violência e desconstruia qualquer noção de moralidade com um dos mais marcantes anti-heróis da história do cinema. Não é qualquer setentão que consegue ter a frescura de se re-equacionar desta forma!

Nesta cena é a força do mito que "desvia" as balas e tolhe a reacção dos pistoleiros. É o mundo místico do Far-West que é posto em jogo e que abriu caminho ao revisionismo do género que nos deu muitos outros filmes de qualidade desigual (destacava o grande "Assassínio de Jesse James pelo Cobarde Robert Ford").
Este filme lançou-me numa admiração quase idólatra do realizador que só viria a terminar em anos recentes quando o filão temático da auto-crítica se esgotou irreversivelmente.

Uma das cenas e um dos filmes da minha vida.

Domingo, 15 de Janeiro de 2012

Notas Soltas

Passarei a compilar nesta página pequenas mas (espero) significativas notas sobre os filmes que vou vendo.

Janeiro de 2012

Martha Marcy May Marlene (Sean Durkin, 2011)
Excelente a forma como os flashbacks se diluem e presentificam com raccords simples e bonitos. É super bem sucedida a intenção de criar um todo orgânico tecido no passado e no presente.
Evita a tentação virtuosa (artificiosa) das convenções do indie.
A frieza analítica combina-se na perfeição com um outro tom mais quente e melodramático.
Fotografia coerente e rigorosa, sem exageros.


Uma Separação (Asghar Farhadi, 2011)
Os ciclos de atenção de um filme no cinema decrescem ano após ano. É a era dos teasers, da câmara nervosa e da pós-produção vibrante. Este ritmo publicitário que luta sem tréguas para captar a atenção do espectador choca-me. Mas enquanto existirem filmes como este, está tudo bem:). É a sua coerência, humanidade e integridade que nos conquista e fazem deste um grande filme! Não há truques que substituam essa mágica trilogia e assim...posso dormir descansado!
Neste filme ninguém é verdadeiramente inocente nem verdadeiramente culpado. O título (que o plano inicial parece reforçar) ganha, com a progressão perfeita do filme, um sentido muito mais lato (o título de um filme pode, de facto, construir e até acrescentar sentido).
São os nossos constrangimentos pessoais e morais profundos que fracturam as nossas relações com o próximo. Mas, muitas vezes, para que passem da latência à superfície precisam de uma ingnição. Isto é explorado com enorme sensibilidade, sem sensacionalizar nem resolver o que é irresolúvel.
Excelente filme!

Take the Money and Run (Woody Allen, 1967)
É preciso recuar na carreira do senhor para percebermos o que teve de inaugural o seu humor. Woody trouxe auto-consciência, masoquismo e unidade narrativa à escrita de humor.
É curioso encontrar numa série de cómicos o humor como capa (para além de espada). Grandes cómicos exploraram a comicidade das suas próprias insuficiências. Vasco Santana ridicularizava a sua obesidade, hoje Ricky Gervais goza amiúde também com o seu peso assim como Woody Allen goza (e fazia-o o já na década de 60) com a sua fraqueza física e personalidade bamboleante. É uma defesa, uma espécie de descompressão prévia que os protege das suas próprias inseguranças antes que se lancem a explorar as dos outros. É curioso!
Hilariante filme!

AfterSchool (António Campos, 2008)
Não cheguei a digerir bem o filme. Mas a combinação pesada de experimentalismo e dureza dramática captaram sem dúvida a minha atenção.

Habemos Papam (Nanni Moreti, 2011)
Os filmes de Moreti são geralmente dominados por ele. O ritmo e a própria estrutura dos seus filmes derivam da sua persona espirituosamente sofrida. Parece neste filme querer libertar a narrativa deste Moreticentrismo mas de alguma forma...não completa a sua tarefa e desiquilibra completamente o filme. Balanceamos inconsequentemente entre o dilema de empossado Papa e o muito livre e pessoal comentário autoral sobre a religião. Mil vezes a auto-exposição assumida de "Abril" ou "Meu Querido Diário".

The Limey (Steve Soderbergh, 1999)
É interessante a utilização de imagens de um filme antigo de Terence Stamp nos flashbacks. Mas fico sempre com a sensação de uma estilização inócua com este realizador. Quando ele ganhou muito jovem Cannes com o excelente "Sexo, Mentiras e Vídeo" já afirmava profeticamente, ao receber o prémio, que a partir daí era "sempre a descer"...
Gostei deste filme mas elevar o homem a uma voz de incomparável singularidade como alguns críticos tentam é, parece-me, um exagero.
É difícil que um filme se aguente inteligível com a confusão cronológica que a montagem irreverente cria e este filme fá-lo e bem. O overlap e dessicronias som/imagem são coerentes com o tema dos fantasmas passados dos quais se tece o filme. Já toda uma profusão de jump cuts, para citar um exemplo, é um pouco over the top - à Soderbergh.

Drive (Refn, 2011)
quando se martela a forma e esta esmaga o conteúdo...o resultado só podem ser desastres como o filme "Drive". De fugir!! Perdoem-me os fãs.

Contos da Lua Vaga (Kenji Mizoguchi, 1953)
É hipnotizante no que tem de místico e culturalista.

Out of the Blue (Dennis Hopper, 1980)
Hopper a fazer de Hopper, como sempre. O rapaz deve ter tido uma infância bem problemática! Ao ponto de não ter grande pachorra para ele.
Gostei da pertinência da música de Neil Young e da forma como desiquilibra o filme para o final psicadélico e, sobretudo, da jovem actriz Linda Manz.

Cul de Sac (Roman Polanski, 1966)
Já lá está o humor negro, o buraco negro familiar e a encenação irrisória do quotidiano e das relações formais entre as pessoas. Mas falta acutilância narrativa. O filme arrasta-se. As personagens são caricaturais (mesmo atendendo ao humor pretendido com elas) e algumas (sobretudo as secundárias) algo desnecessárias.

O Triunfo da Vontade (Leni Riefenstahl, 1934)
É desconcertante ver de onde bebem contextos audiovisuais actuais tão diversos como a cobertura de uma partida de futebol à encenação mediática de um comício político, passando pelos videoclips. É enorme o peso histórico deste filme e percebi claramente porquê: pela percepção de movimento; pela manipulação do "espaço imaginado"; pelo extrema precisão rítmica dos raccords; pela liberdade autoral que conferiu pela primeira vez ao género documental...

The Wonderful, Horrible Life of Leni Riefenstahl (Ray Muller, 1993)
Impressionou-me ver a senhora em permanente e colérica negação perante o (ainda assim demasiado suave) entrevistador. Diz apenas que procurou dar uma outra dinâmica e apelo ao género documental e esvaziou-os de qualquer intenção ideológica na altura da filmagem. Tudo isto confrontado com os planos ultra contra-picados e o agigantamento mitológico em que todo o seu desenho da produção se traduzia. Os planos iniciais de Hitler a chegar a Nuremberga vindo do céu, por exemplo, são gritantemente contrários a essa negação. E assim segue o filme, entre a narração orgulhosa e na primeira pessoa e as fortíssimas (ainda hoje) imagens da sua filmografia.
Foi dos "filmes de montanha", uma espécie de Western de alguns países da Europa Central (ainda hoje bem vivo), que Hitler recrutou esta senhora. Queria que os filmes ganhasse uma aura mística que os realizadores do seu partido não poderiam dar. É impressionante ver o quão aguda era a percepção estratégica do ditador maligno.
Um documentário absolutamente obrigatório!

Os Homens que Odeiam as Mulheres (David Fincher, 2011)
Desiquilibrada relação entre as duas linhas de plot:a da acção/intriga e a do lado emocional das personagens. A primeira promete muito e desilude e a segunda permanece crua e por explorar.
Fincher adora sensações fortes e se a sua veia videoclipesca resulta em Seven neste espeta-se ao comprido (de resto, por não se diferenciar minimamente desse filme, não percebo sequer porque foi feito).
Era suposto eu ser conquistado para dureza negra da personagem Lisbeth?!

Morrer como um homem (João Pedro Rodrigues)

El Sur (Victor Erice)

American Master - Documentário sobre Woody Allen (Robert Weide)
Ele faz castings de 5 minutos e pouco dirige os actores. Casting é que resolve. Não há ensaios, apenas sugestões específicas na rodagem que nunca contrariam o instinto do actor no qual baseou a sua decisão de casting - rumo ao naturalismo contido que é o registo de muito dos papéis que cria - (das melancolias à mais broad comedies). Mas os actores fazem o seu tpc por trabalharem para Woody Allen. A rédea longa não funcionaria tão infalivelmente se não conhecessem tão profunda e antecipadamente o seu trabalho e sua importância

Mia Farrow é referida como musa na medida em que a conseguiu conhecer na sua multiplicade, de facetas e personagens, como mulher de quem pode extrair várias coisas.

Filmes não parecem terapêuticos mas paliativos. Digo isto porque as suas questões não se alteraram ao longo das décadas da sua carreira. Faz filmes porque precisa de os fazer para o seu próprio e precário equilíbrio mental falando sobre o seu tema central: a neurose nas suas mais variadas formas.

Ele é de facto imune à fúria autoral de auto-superação. Sempre foi o que foi e nunca quis fazer mais dos seus filmes do que são. Mesmo que nos anos 90 a sua pulsão para a realização tenha deixado de ser produtiva, não deixou de fazer o que lhe apeteceu. Ultimamente, está lá o estilo mas sem substância - grande e única excepção foi o grande Match Point. E isso não o chateia.

Há algo de auto-irónico no pretensiosismo nas suas personagens mas no set e na sala de montagem é completamente terra-a-terra, um exemplo de simplicidade. O manto de grandeza que traz à sua volta parece-lhe de facto não o excitar nem convencer por ser virtual. A mim, parece-me histeria subserviente o estatuto que os anos lhe atribuiram e isso vê-se na sua relação com os festivais e o novoriquismo intelectual dos seus públicos aos próprios actores que o veneram. Por mais que aprecie o seu trabalho.

Dazed and Confused (Richard Linklater, 1993)
Por algum motivo está na lista de filmes preferidos do Tarantino. Algo menos lírico que American Graffiti, o expoente máximo dos coming of age movies. É algo estranha e perturbadora a mistura da comédia com a dureza do que o filme mostra.

Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2012

As Barricadas do Cinema em Portugal

"Num Mundo Melhor", da dinamarquesa Susanne Bier


No cinema portuguÊs criaram-se barricadas.

O texto publicado no Y esta semana, sobre a política de cinema na Dinamarca, poderia ajudar a descompartimentar opiniões.
Deixo a minha opinião, relativizando as tais duas barricadas:

1)Cinema sem financiamento público (chamem-lhe subsídios ou o que quiserem) seria uma catástrofe cultural. Não é apenas por conformismo que se subsidia o cinema. É por ser uma actividade de investimento intensivo e cuja escala do nosso mercado torna potencialmente deficitária. Apelar ao amor à arte e amadorismo diletante da malta do cinema não é solução! É uma actividade muito complexa e cujas qualidades são apuradas durante um longo percurso que tem que ser profissional para ser consequente. Ter apenas cinema dito comercial não é também suportável porque anularia seguramente a pluralidade criativa e o papel que as diferentes e emergentes vozes e linguagens devem preservar.

2)mas o cinema portuguÊs não pode ter uma relação tão inexistente com o público e alegar que isso se deve ao subdesenvolvimento cultural das plateias. Há muito comodismo, e opacidade nos filmes que se apoiam, o ensino é mau e faltam, em termos globais, competências no sector em Portugal. É um cenário que a actual falta de exigências no financimento público patrocinou ao longo de décadas. Chega de conversas como "há muita qualidade, tem é que haver mais apoios" - não há assim tanta qualidade por cá;). Para haver teria que existir um percurso coerente como este que existiu na Dinamarca.

Domingo, 18 de Dezembro de 2011

O que tem o The Godfather de tão intemporal?!





A saga cinematográfica “O Padrinho” (falo apenas das Partes I e II) possui uma qualidade indizível. Tem propriedades que lhe conferem uma intemporalidade invulgar na história do cinema. É para mim, pessoalmente, um filme de fascínio que consigo reviver a cada visionamento caseiro. Perceber este apelo perdurante é algo que sempre tentei fazer, mas de forma intuitiva e desorganizada. Vou tentar pôr alguma ordem nesses misteriosos estímulos enumerando alguns deles :

identificação/repulsa
Somos tão fortemente atraídos para o mundo das personagens que mal reparamos que nós/eles passaram determinada fronteira de comportamento socialmente aceitável. Estamos sempre perante a ambivalência de ver acções que parecem justificadas pelo contexto social em que acontecem mas que, de alguma forma, sancionamos moralmente, com maior ou menor grau de consciencialização. Ambos os filmes permitem às plateias participarem em acções proibidas e tirar daí fruição mas sempre na instável e perturbante fronteira da normalidade e da legitimidade dessa mesma fruição e do entretenimento que oferecem.

mais do que etnia vemos a universalidade da família
Um dos seus factores de sucesso dos filmes é que apesar de enquadrados claramente na identidade étnica italo-americana, eles transcendem-na para uma universalidade assente nos conceitos de família. Assim, pode-se afirmar que a motivação primordial do clã Corleone não é a ganância ou o desejo de aceitação e integração na américa WASP. É sim a preservação dos valores familiares que, num cenário criminoso, rege as acções e que nos identifica. É o afastamento desse core value que representará o declínio do protagonista Michael e, consequentemente, de toda a família.

superação do género "gangster movie"
Enquanto o tradicional filme de gangsters apresentava uma punição final do da amoralidade criminosa, O Padrinho apresenta um gangster que enriquece e se consegue integrar numa identidade americana mas com o custo trágico da sua própria etnicidade e identidade familiar. Nós somos levados a admirar a devoção de Michael e seu pai Vito à família e também a lógica de protecção do fraco que a fundou mas somos também confrontados com a perdição do desejo insaciável de sucesso do primeiro.

O Padrinho é muito mais do que uma história de perdição capitalista. É um autêntico tratado sobre as complexidades de negociação de identidade: seja assente na família e etnia, seja como cidadão dos EUA e participante ávido do sonho americano. Percebemos que qualquer processo de assimiliação envolve ganhos e perdas. É um dilema moral que está na génese do país e que os diversos grupos étnicos tiveram que enfrentar.

ambiguidade moral
Não existe uma moral óbvia neste conto épico. Moralizar a análise deste filme seria simplificá-lo ao limite da esterilidade. É a coexistência complexa de uma componente evocativa e de uma outra provocatória que estabelece a resistência destes filmes ao tempo e à datação. É esta a força do mito: fornecer um recurso de interrogação sobre as questões culturais mais complexas e primordiais que regem a nossa existência pessoal e sócio-cultural.

intimidade/distância
Os Padrinho parecem cultivar uma enorme intimidade com o univeso das personagens mas há uma certa propriedade em ambos os filmes que, ao mesmo tempo, nos distancia. Parecem ter ambos um look frio e uma ausência de vida que nos mantém à distância. Até as emoções mais privadas são tratadas com enorme cerimónia estilística. São-nos quase apresentadas na forma de abstracções num continuum de solenidade e formalismo dramático. O passado é projectado não como uma realidade verosímil mas como um tableau, uma projecção artificial ou como uma tácita textura arqueológica. São, em muitos aspectos, dois filmes emininentemente barrocos. Também a produção elaborada e a duração dos filmes lhes confere uma anestesiante grandeza e glamour que funciona como agente de ironia e distanciamento do efeito potencialmente corrosivo da ligação implícita dos costumes da Mafia e de uma certa ideologia burguesa.

conclusão
Sempre percebi nos dois filmes uma qualidade mitológica que foi matéria prima para a forte catarse que o cinema clássico “capitalizou”. Mas percebo para minha surpresa, depois desta análise, que é sobretudo na violação de certas expectativas mitológicas e de uma monolítica estrutura da narrativa cinematográfica americana que o filme ganha o desafio com o tempo e se “enterra” definitivamente no meu imaginário (e de milhões de outros espectadores, sejam cinéfilos ou pipoqueiros).

Domingo, 27 de Novembro de 2011

Estreia de "Natália, a Diva Tragicómica" - (2011, RTP/Real Ficção)

Estreou este sábado dia 26 o meu filme "Natália, a Diva Tragicómica" na RTP2. Deixo-vos a sinopse e o trailer:

Sinopse
Uma cantora lírica canta, num registo indisciplinado, em diversas aparições televisivas. É Natália de Andrade. Natália sente-se incompreendida na sua grandeza porque ela é, afinal, maior do que Maria Callas! Há mais divas iludidas pelo mundo fora mas nenhuma é como ela. Mas quem foi esta mulher? No seu diário confessa que teve uma infância infeliz: as zangas entre o pai e a mãe eram constantes e a música tornou-se desde pequena o seu refúgio da tristeza...À sua volta criou-se um culto, com variações: o público conhece-a como eco de uma imitação humorística, músicos eruditos como um objecto de fascínio. Mas esse culto assenta na personagem Natália, conhecer a pessoa nunca foi prioridade.

Trailer

NATÁLIA, A DIVA TRAGICÓMICA from Real Ficção on Vimeo.




O filme será projectado no Museu do Fado no dia 6 de Dezembro pelas 21:30 e será seguido de um debate, às 22:30, moderado pelo jornalista Manuel Halpern.

Os convidados serão o crítico de música do Diário de Notícias Nuno Galopim, o humorista João Quadros e o crítico e jornalista do jornal Público João Bonifácio.

A entrada é livre mediante marcação.
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Para mais informações contactar:
Real Ficção - 21 324 0061

Segunda-feira, 21 de Novembro de 2011

Cronenberg e Elenco de "Cosmopolis" - Master Class Estoril Filme Festival 2011

Deixo-vos com o Master Class de David Cronenberg e parte do elenco do filme a estrear em 2012 "Cosmopolis". O realizador e o trabalho do actor, preferências cinéfilas e métodos de trabalho foram alguns dos temas num amena mas animada cavaqueira.


Quinta-feira, 10 de Novembro de 2011

Cenas da Minha Vida nº 3 - Robert Shaw e o monólogo USS Indianapolis de Jaws

É controversa a autoria deste monólogo: entre John Milius, o argumentista, e o grande Robert Shaw, o actor que lhe dá vida. É um momento de descompressão pleno de calor, revelação e profundidade. A intimidade de Shaw com o texto é tal que se tivesse de arriscar atribuia-lhe o mérito.
Uma grande cena! Um grande filme que inaugurou os blockbusters mudando a face da indústria e respectivas estrategias de marketing e distribuição.
Atribulações com o pouco convincente tubarão pneumático empurraram Spielberg para a poderosa simplicidade da sugestão. Desde então não há muitos filmes que tenham chegado ao seu nível, por mais regados de dólares e pirotecnia. Momentos como esta cena ajudam a explicá-o.