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Mensagens

Blogoesfera Cinéfila nº 4 - Café 1935

Deixo-vos mais uma sugestão de blog. Este um mixed media de tributo a diversas fontes de inspiração, sobretudo filmes, publicidade e música de outros tempos. De realçar um carinho especial dedicado ao filme noir. É um blog muito bem pensado e cheio de substância e apelo visual. http://cafe1935.wordpress.com/

Cenas das Nossas Vidas no CinAlfama

O cineclube CinAlfama tem o prazer de convidar todos os que queiram para no dia 4 de Dezembro pelas 21:30 aparecerem na Adicense para mais uma memorável noite! Desta vez a ideia é que todos apresentem a cena das vossas vidas (enviem-me o link do youtube) e um comentário pessoal sobre a importância e significado pessoal e emocional da vossa escolha. Está associada a algum período ou episódio das vossas vidas? A alguma história curiosa? - enviem estes elementos para almeidagomes@netcabo.pt - garanto-vos a máxima discrição;)) As cenas irão ser projectadas e os comentários lidos por um leitor aleatório, preservando-se o anonimato das contribuições. A ideia é partilhar imaginários! Perceber territórios comuns mas também singularidades e, ao mesmo tempo, o que o cinema tem de revelador e auto-reflexivo. Depois disso a festa continua com comida, bebida e música, com especial destaque para temas de filmes e bandas sonoras!! Para info sobre o cineclube e sua localização ir, por favor, a http://...

As 20 coisas que mais gosto no Cinema

. a androgenia de Marlene Dietrich . o final de "The Conversation" do Copolla . a fotogenia desarmante da Juliette Binoche . os olhos da Cate Blanchet . o negrume da Jennifer Jason Leigh . Brando . a câmara e sua dança nos filmes do Scorsese . fotografia nos filmes do Wong Kar Wai . Os zig zag's consequentes de Charlie Kaufman . a perfeição feita filme no The Godfather . tensão de James Dean . coragem e independência do The Wrestler . a velhice como idade da descoberta em Clint Eastwood . inquietude sem compromissos de Orson Welles . eco eterno de um diálogo do Tarantino . o espanto e mistério de um filme de Kubrick . a beleza na simplicidade em filmes como Lost in Translation . auto-ironia em geral, a exposta e sofrida de Woody Allen em particular . galã que distila com subtileza seu magnetismo e sex apeal. Exemplo supremo:Paul Newman! . filmes que atacam o vazio como Mystic River

CinAlfama - Novo Cineclube

Tenho um novo projecto que arrancou há um par de semanas que aproveito para divulgar! É o CinAlfama (http://cinalfama.blogspot.com)! É um Cineclube que criei na zona de Alfama. Vou tentar que ele se distinga pela sua originalidade temática e interactividade! Toda a gente pode sugerir ciclos e filmes! Vale tudo: “insanidade no cinema”; “esqueletos no armário”, tudo o que seja pessoal e original pode ser o fio condutor das nossas escolhas fílmicas. O arranque foi no dia 25 de Setembro com o tema "Viagens". Uma sessão em que foi projectada, ao ar livre, a intemporal curta de Georges Méliès "Viagem à Lua" acompanhada em sincronia por um guitarrista profissional da Hungria (www.sandormester.com) e completada com o excelente filme de Martin Macdonagh "In Bruges"! Na próxima 4ªfeira dia 14, nova sessão e com dose dupla! Desta vez o tema é "Heróis Caídos em Desgraça"! "Rocky Balboa" e o "The Wrestler" são os filmes escolhidos. Vejam t...

Convidado de Honra nº 5 - Jorge Vaz Nande e "As Portas"

Jorge Vaz Nande é colaborador das Produções Fictícias, onde, entre outras funções, gere os conteúdos do blog da empresa. É argumentista da empresa de conteúdos "Bode Expiatório". Fala-nos de várias questões relacionadas com o cinema e guionismo e, em particular, do seu último e original projecto "As Portas". Na tua colaboração com o Bode Expiatório: o trabalho que fazes tem sido feito sobretudo em equipa? Sim, num processo de colaboração e discussão que muitas vezes se estende da equipa criativa até às de produção e artística. Quando trabalhas em equipa, como se gerem diferentes sensibilidades? Quando várias ideias estão na mesa qual costuma ser o processo de decisão? É primordial que os participantes num brainstorm se dêem bem e tenham respeito mútuo pelas ideias de todos. A partir daí, a discussão das soluções criativas faz-se de comum acordo, tendo em conta a sua exequibilidade e eficácia. Existe alguma hierarquia criativa ou todas as vozes são iguais? Todas as i...

O Dia da Saia e os Chicos-Espertos

O “Dia da Saia” é um autêntico tratado de inconsequência e desonestidade intelectuais. Padece de quase todo o tipo defeito. É antónimo de subtileza e uma compilação de parvoices. Um filme do Adam Sandler, por exemplo, cumpre o seu propósito. É, invariavelmente, mauzinho (excepção ao Punch Drunk Love em que o seu typecasting de retardado serve bem o filme) sem jamais se arrogar de ser bom. Mas depois há estes chicos-espertos que pensam poder agarrar em temas desta complexidade com o simplismo de um episódio da Rua Sésamo. Uma professora, de uma problemática escola suburbana de Paris, numa tentativa tresloucada de restaurar a sua autoridade e amor próprio apodera-se de uma arma que um aluno trazia na mochila. Recusando-se a devolvê-la impõe a sua lei e as suas, sempre desprezadas, regras pedagógicas. Os media extrapolam sobre a génese sócio-política deste tipo de episódio, os políticos perseguem as suas agendas pessoais, toda a gente diverge sobre o que se passa naquela sala sitiada, po...

A Música dos Diálogos no Mundo de Quentin

David Lynch diz que cada papel terá 5 ou 6 actores que o podem fazer igualmente bem, mas que há sempre um ideal. Ou seja, que poderão existir 5 ou 6 excelentes potenciais performances mas que todas serão diferentes. Diz que, um pouco como na música, a mesma peça tocada com uma flauta ou com um trompete pode sempre oferecer algo de maravilhoso mas completamente distinto, duas direcções diferentes. Compete ao realizador escolher a sua via. Lembrei-me desta opinião quando ouvi Quentin Tarantino a falar do seu excelente filme Inglorious Basterds. O processo de casting, dizia ele, foi um desafio de muitos meses pois procurava não só a necessária fluência multilingue nos seus actores mas também a necessária poesia nessa fluência: a tal música que Lynch falava e que só um escritor de diálogos prodígio como Tarantino consegue antecipar aquando da escrita. O seu fetiche "dialoguista" enfatiza a tal musicalidade que se completa, porém, na vida própria que um determinado actor lhe empre...