<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151</id><updated>2012-01-31T12:32:06.074-08:00</updated><category term='Cronenberg'/><category term='Conferência de Imprensa'/><category term='Estoril Film Festival'/><category term='Fama'/><title type='text'>Gimmicky</title><subtitle type='html'>Blog de Alunos dos Cursos de Escrita para Cinema e Televisão das Produções Fictícias. Para debater cinema, televisão e guionismo.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>103</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-2450291462079438779</id><published>2012-01-15T15:07:00.000-08:00</published><updated>2012-01-28T10:56:27.717-08:00</updated><title type='text'>Notas Soltas</title><content type='html'>Passarei a compilar nesta página pequenas mas (espero) significativas notas sobre os filmes que vou vendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Janeiro de 2012&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Martha Marcy May Marlene (Sean Durkin, 2011)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Excelente a forma como os flashbacks se diluem e presentificam com raccords simples e bonitos. É super bem sucedida a intenção de criar um todo orgânico tecido no passado e no presente.&lt;br /&gt;Evita a tentação virtuosa (artificiosa) das convenções do indie.&lt;br /&gt;A frieza analítica combina-se na perfeição com um outro tom mais quente e melodramático.&lt;br /&gt;Fotografia coerente e rigorosa, sem exageros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Uma Separação (Asghar Farhadi, 2011)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os ciclos de atenção de um filme no cinema decrescem ano após ano. É a era dos teasers, da câmara nervosa e da pós-produção vibrante. Este ritmo publicitário que luta sem tréguas para captar a atenção do espectador choca-me. Mas enquanto existirem filmes como este, está tudo bem:). É a sua coerência, humanidade e integridade que nos conquista e fazem deste um grande filme! Não há truques que substituam essa mágica trilogia e assim...posso dormir descansado!&lt;br /&gt;Neste filme ninguém é verdadeiramente inocente nem verdadeiramente culpado. O título (que o plano inicial parece reforçar) ganha, com a progressão perfeita do filme, um sentido muito mais lato (o título de um filme pode, de facto, construir e até acrescentar sentido).&lt;br /&gt;São os nossos constrangimentos pessoais e morais profundos que fracturam as nossas relações com o próximo. Mas, muitas vezes, para que passem da latência à superfície precisam de uma ingnição. Isto é explorado com enorme sensibilidade, sem sensacionalizar nem resolver o que é irresolúvel.&lt;br /&gt;Excelente filme!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Take the Money and Run (Woody Allen, 1967)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É preciso recuar na carreira do senhor para percebermos o que teve de inaugural o seu humor. Woody trouxe auto-consciência, masoquismo e unidade narrativa à escrita de humor.&lt;br /&gt;É curioso encontrar numa série de cómicos o humor como capa (para além de espada). Grandes cómicos exploraram a comicidade das suas próprias insuficiências. Vasco Santana ridicularizava a sua obesidade, hoje Ricky Gervais goza amiúde também com o seu peso assim como Woody Allen goza (e fazia-o o já na década de 60) com a sua fraqueza física e personalidade bamboleante. É uma defesa, uma espécie de descompressão prévia que os protege das suas próprias inseguranças antes que se lancem a explorar as dos outros. É curioso!&lt;br /&gt;Hilariante filme!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;AfterSchool (António Campos, 2008)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não cheguei a digerir bem o filme. Mas a combinação pesada de experimentalismo e dureza dramática captaram sem dúvida a minha atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Habemos Papam (Nanni Moreti, 2011)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os filmes de Moreti são geralmente dominados por ele. O ritmo e a própria estrutura dos seus filmes derivam da sua persona espirituosamente sofrida. Parece neste filme querer libertar a narrativa deste Moreticentrismo mas de alguma forma...não completa a sua tarefa e desiquilibra completamente o filme. Balanceamos inconsequentemente entre o dilema de empossado Papa e o muito livre e pessoal comentário autoral sobre a religião. Mil vezes a auto-exposição assumida de "Abril" ou "Meu Querido Diário".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;The Limey (Steve Soderbergh, 1999)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É interessante a utilização de imagens de um filme antigo de Terence Stamp nos flashbacks. Mas fico sempre com a sensação de uma estilização inócua com este realizador. Quando ele ganhou muito jovem Cannes com o excelente "Sexo, Mentiras e Vídeo" já afirmava profeticamente, ao receber o prémio, que a partir daí era "sempre a descer"...&lt;br /&gt;Gostei deste filme mas elevar o homem a uma voz de incomparável singularidade como alguns críticos tentam é, parece-me, um exagero.&lt;br /&gt;É difícil que um filme se aguente inteligível com a confusão cronológica que a montagem irreverente cria e este filme fá-lo e bem. O overlap e dessicronias som/imagem são coerentes com o tema dos fantasmas passados dos quais se tece o filme. Já toda uma profusão de jump cuts, para citar um exemplo, é um pouco over the top - à Soderbergh.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Drive (Refn, 2011)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;quando se martela a forma e esta esmaga o conteúdo...o resultado só podem ser desastres como o filme "Drive". De fugir!! Perdoem-me os fãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Contos da Lua Vaga (Kenji Mizoguchi, 1953)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É hipnotizante no que tem de místico e culturalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Out of the Blue (Dennis Hopper, 1980)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Hopper a fazer de Hopper, como sempre. O rapaz deve ter tido uma infância bem problemática! Ao ponto de não ter grande pachorra para ele.&lt;br /&gt;Gostei da pertinência da música de Neil Young e da forma como desiquilibra o filme para o final psicadélico e, sobretudo, da jovem actriz Linda Manz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Cul de Sac (Roman Polanski, 1966)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Já lá está o humor negro, o buraco negro familiar e a encenação irrisória do quotidiano e das relações formais entre as pessoas. Mas falta acutilância narrativa. O filme arrasta-se. As personagens são caricaturais (mesmo atendendo ao humor pretendido com elas) e algumas (sobretudo as secundárias) algo desnecessárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Triunfo da Vontade (Leni Riefenstahl, 1934)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É desconcertante ver de onde bebem contextos audiovisuais actuais tão diversos como a cobertura de uma partida de futebol à encenação mediática de um comício político, passando pelos videoclips. É enorme o peso histórico deste filme e percebi claramente porquê: pela percepção de movimento; pela manipulação do "espaço imaginado"; pelo extrema precisão rítmica dos raccords; pela liberdade autoral que conferiu pela primeira vez ao género documental...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;The Wonderful, Horrible Life of Leni Riefenstahl (Ray Muller, 1993)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Impressionou-me ver a senhora em permanente e colérica negação perante o (ainda assim demasiado suave) entrevistador. Diz apenas que procurou dar uma outra dinâmica e apelo ao género documental e esvaziou-os de qualquer intenção ideológica na altura da filmagem. Tudo isto confrontado com os planos ultra contra-picados e o agigantamento mitológico em que todo o seu desenho da produção se traduzia. Os planos iniciais de Hitler a chegar a Nuremberga vindo do céu, por exemplo, são gritantemente contrários a essa negação. E assim segue o filme, entre a narração orgulhosa e na primeira pessoa e as fortíssimas (ainda hoje) imagens da sua filmografia.&lt;br /&gt;Foi dos "filmes de montanha", uma espécie de Western de alguns países da Europa Central (ainda hoje bem vivo), que Hitler recrutou esta senhora. Queria que os filmes ganhasse uma aura mística que os realizadores do seu partido não poderiam dar. É impressionante ver o quão aguda era a percepção estratégica do ditador maligno.&lt;br /&gt;Um documentário absolutamente obrigatório!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Os Homens que Odeiam as Mulheres (David Fincher, 2011)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Desiquilibrada relação entre as duas linhas de plot:a da acção/intriga e a do lado emocional das personagens. A primeira promete muito e desilude e a segunda permanece crua e por explorar.&lt;br /&gt;Fincher adora sensações fortes e se a sua veia videoclipesca resulta em Seven neste espeta-se ao comprido (de resto, por não se diferenciar minimamente desse filme, não percebo sequer porque foi feito).&lt;br /&gt;Era suposto eu ser conquistado para dureza negra da personagem Lisbeth?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Morrer como um homem (João Pedro Rodrigues)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;El Sur (Victor Erice)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;American Master - Documentário sobre Woody Allen (Robert Weide)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ele faz castings de 5 minutos e pouco dirige os actores. Casting é que resolve. Não há ensaios, apenas sugestões específicas na rodagem que nunca contrariam o instinto do actor no qual baseou a sua decisão de casting - rumo ao naturalismo contido que é o registo de muito dos papéis que cria - (das melancolias à mais broad comedies). Mas os actores fazem o seu tpc por trabalharem para Woody Allen. A rédea longa não funcionaria tão infalivelmente se não conhecessem tão profunda e antecipadamente o seu trabalho e sua importância&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mia Farrow é referida como musa na medida em que a conseguiu conhecer na sua multiplicade, de facetas e personagens, como mulher de quem pode extrair várias coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filmes não parecem terapêuticos mas paliativos. Digo isto porque as suas questões não se alteraram ao longo das décadas da sua carreira. Faz filmes porque precisa de os fazer para o seu próprio e precário equilíbrio mental falando sobre o seu tema central: a neurose nas suas mais variadas formas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele é de facto imune à fúria autoral de auto-superação. Sempre foi o que foi e nunca quis fazer mais dos seus filmes do que são. Mesmo que nos anos 90 a sua pulsão para a realização tenha deixado de ser produtiva, não deixou de fazer o que lhe apeteceu. Ultimamente, está lá o estilo mas sem substância - grande e única excepção foi o grande Match Point. E isso não o chateia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há algo de auto-irónico no pretensiosismo nas suas personagens mas no set e na sala de montagem é completamente terra-a-terra, um exemplo de simplicidade. O manto de grandeza que traz à sua volta parece-lhe de facto não o excitar nem convencer por ser virtual. A mim, parece-me histeria subserviente o estatuto que os anos lhe atribuiram e isso vê-se na sua relação com os festivais e o novoriquismo intelectual dos seus públicos aos próprios actores que o veneram. Por mais que aprecie o seu trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dazed and Confused (Richard Linklater, 1993)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Por algum motivo está na lista de filmes preferidos do Tarantino. Algo menos lírico que American Graffiti, o expoente máximo dos &lt;em&gt;coming of age movies&lt;/em&gt;. É algo estranha e perturbadora a mistura da comédia com a dureza do que o filme mostra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-2450291462079438779?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/2450291462079438779/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=2450291462079438779' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/2450291462079438779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/2450291462079438779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2012/01/notas-soltas.html' title='Notas Soltas'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-538336982586212792</id><published>2012-01-11T04:05:00.000-08:00</published><updated>2012-01-11T04:40:37.680-08:00</updated><title type='text'>As Barricadas do Cinema em Portugal</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-N19fqIv2fgM/Tw2BA_wsiAI/AAAAAAAABIU/C8C-bCvtmhU/s1600/403850.jpg"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 298px; height: 199px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696350957809207298" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-N19fqIv2fgM/Tw2BA_wsiAI/AAAAAAAABIU/C8C-bCvtmhU/s400/403850.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;                                                  &lt;em&gt;"Num Mundo Melhor", da dinamarquesa Susanne Bier&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;No cinema portuguÊs criaram-se barricadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto publicado no Y esta semana, sobre a política de cinema na Dinamarca, poderia ajudar a descompartimentar opiniões.  &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://ipsilon.publico.pt/cinema/texto.aspx?id=298997"&gt;http://ipsilon.publico.pt/cinema/texto.aspx?id=298997&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deixo a minha opinião, relativizando as tais duas barricadas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 1)Cinema sem financiamento público (chamem-lhe subsídios ou o que quiserem) seria uma catástrofe cultural. Não é apenas por conformismo que se subsidia o cinema. É por ser uma actividade de investimento intensivo e cuja escala do nosso mercado torna potencialmente deficitária. Apelar ao amor à arte e amadorismo diletante da malta do cinema não é solução! É uma actividade muito complexa e cujas qualidades são apuradas durante um longo percurso que tem que ser profissional para ser consequente. Ter apenas cinema dito comercial não é também suportável porque anularia seguramente a pluralidade criativa e o papel que as diferentes e emergentes vozes e linguagens devem preservar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 2)mas o cinema portuguÊs não pode ter uma relação tão inexistente com o público e alegar que isso se deve ao subdesenvolvimento cultural das plateias. Há muito comodismo, e opacidade nos filmes que se apoiam, o ensino é mau e faltam, em termos globais, competências no sector em Portugal. É um cenário que a actual falta de exigências no financimento público patrocinou ao longo de décadas. Chega de conversas como "há muita qualidade, tem é que haver mais apoios" - não há assim tanta qualidade por cá;). Para haver teria que existir um percurso coerente como este que existiu na Dinamarca.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-538336982586212792?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/538336982586212792/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=538336982586212792' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/538336982586212792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/538336982586212792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2012/01/as-barricadas-do-cinema-em-portugal.html' title='As Barricadas do Cinema em Portugal'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-N19fqIv2fgM/Tw2BA_wsiAI/AAAAAAAABIU/C8C-bCvtmhU/s72-c/403850.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-7258629345786816590</id><published>2011-12-18T03:22:00.000-08:00</published><updated>2011-12-18T03:39:22.772-08:00</updated><title type='text'>O que tem o The Godfather de tão intemporal?!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-joha-fPh_Rg/Tu3QC7NOtUI/AAAAAAAABII/JSFh9TUVGb4/s1600/the-godfather-mafia-movie.png"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 250px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5687430653110302018" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-joha-fPh_Rg/Tu3QC7NOtUI/AAAAAAAABII/JSFh9TUVGb4/s400/the-godfather-mafia-movie.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A saga cinematográfica “O Padrinho” (falo apenas das Partes I e II) possui uma qualidade indizível. Tem propriedades que lhe conferem uma intemporalidade invulgar na história do cinema. É para mim, pessoalmente, um filme de fascínio que consigo reviver a cada visionamento caseiro. Perceber este apelo perdurante é algo que sempre tentei fazer, mas de forma intuitiva e desorganizada. Vou tentar pôr alguma ordem nesses misteriosos estímulos enumerando alguns deles :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;identificação/repulsa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Somos tão fortemente atraídos para o mundo das personagens que mal reparamos que nós/eles passaram determinada fronteira de comportamento socialmente aceitável. Estamos sempre perante a ambivalência de ver acções que parecem justificadas pelo contexto social em que acontecem mas que, de alguma forma, sancionamos moralmente, com maior ou menor grau de consciencialização. Ambos os filmes permitem às plateias participarem em acções proibidas e tirar daí fruição mas sempre na instável e perturbante fronteira da normalidade e da legitimidade dessa mesma fruição e do entretenimento que oferecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;mais do que etnia vemos a universalidade da família&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Um dos seus factores de sucesso dos filmes é que apesar de enquadrados claramente na identidade étnica italo-americana, eles transcendem-na para uma universalidade assente nos conceitos de família. Assim, pode-se afirmar que a motivação primordial do clã Corleone não é a ganância ou o desejo de aceitação e integração na américa WASP. É sim a preservação dos valores familiares que, num cenário criminoso, rege as acções e que nos identifica. É o afastamento desse core value que representará o declínio do protagonista Michael e, consequentemente, de toda a família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;superação do género "gangster movie"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o tradicional filme de gangsters apresentava uma punição final do da amoralidade criminosa, O Padrinho apresenta um gangster que enriquece e se consegue integrar numa identidade americana mas com o custo trágico da sua própria etnicidade e identidade familiar. Nós somos levados a admirar a devoção de Michael e seu pai Vito à família e também a lógica de protecção do fraco que a fundou mas somos também confrontados com a perdição do desejo insaciável de sucesso do primeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Padrinho é muito mais do que uma história de perdição capitalista. É um autêntico tratado sobre as complexidades de negociação de identidade: seja assente na família e etnia, seja como cidadão dos EUA e participante ávido do sonho americano. Percebemos que qualquer processo de assimiliação envolve ganhos e perdas. É um dilema moral que está na génese do país e que os diversos grupos étnicos tiveram que enfrentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ambiguidade moral&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não existe uma moral óbvia neste conto épico. Moralizar a análise deste filme seria simplificá-lo ao limite da esterilidade. É a coexistência complexa de uma componente evocativa e de uma outra provocatória que estabelece a resistência destes filmes ao tempo e à datação. É esta a força do mito: fornecer um recurso de interrogação sobre as questões culturais mais complexas e primordiais que regem a nossa existência pessoal e sócio-cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;intimidade/distância&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Os Padrinho parecem cultivar uma enorme intimidade com o univeso das personagens mas há uma certa propriedade em ambos os filmes que, ao mesmo tempo, nos distancia. Parecem ter ambos um look frio e uma ausência de vida que nos mantém à distância. Até as emoções mais privadas são tratadas com enorme cerimónia estilística. São-nos quase apresentadas na forma de abstracções num continuum de solenidade e formalismo dramático. O passado é projectado não como uma realidade verosímil mas como um tableau, uma projecção artificial ou como uma tácita textura arqueológica. São, em muitos aspectos, dois filmes emininentemente barrocos. Também a produção elaborada e a duração dos filmes lhes confere uma anestesiante grandeza e glamour que funciona como agente de ironia e distanciamento do efeito potencialmente corrosivo da ligação implícita dos costumes da Mafia e de uma certa ideologia burguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;conclusão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sempre percebi nos dois filmes uma qualidade mitológica que foi matéria prima para a forte catarse que o cinema clássico “capitalizou”. Mas percebo para minha surpresa, depois desta análise, que é sobretudo na violação de certas expectativas mitológicas e de uma monolítica estrutura da narrativa cinematográfica americana que o filme ganha o desafio com o tempo e se “enterra” definitivamente no meu imaginário (e de milhões de outros espectadores, sejam cinéfilos ou pipoqueiros). &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-7258629345786816590?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/7258629345786816590/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=7258629345786816590' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/7258629345786816590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/7258629345786816590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2011/12/o-que-tem-o-godfather-de-tao-intemporal.html' title='O que tem o The Godfather de tão intemporal?!'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-joha-fPh_Rg/Tu3QC7NOtUI/AAAAAAAABII/JSFh9TUVGb4/s72-c/the-godfather-mafia-movie.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-2488840812070238018</id><published>2011-11-27T16:36:00.000-08:00</published><updated>2011-11-27T16:40:00.744-08:00</updated><title type='text'>Estreia de "Natália, a Diva Tragicómica" - (2011, RTP/Real Ficção)</title><content type='html'>Estreou este sábado dia 26 o meu filme "Natália, a Diva Tragicómica" na RTP2. Deixo-vos a sinopse e o trailer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sinopse&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Uma cantora lírica canta, num registo indisciplinado, em diversas aparições televisivas. É Natália de Andrade. Natália sente-se incompreendida na sua grandeza porque ela é, afinal, maior do que Maria Callas! Há mais divas iludidas pelo mundo fora mas nenhuma é como ela. Mas quem foi esta mulher? No seu diário confessa que teve uma infância infeliz: as zangas entre o pai e a mãe eram constantes e a música tornou-se desde pequena o seu refúgio da tristeza...À sua volta criou-se um culto, com variações: o público conhece-a como eco de uma imitação humorística, músicos eruditos como um objecto de fascínio. Mas esse culto assenta na personagem Natália, conhecer a pessoa nunca foi prioridade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Trailer&lt;/strong&gt;&lt;iframe src="http://player.vimeo.com/video/32197198?title=0&amp;amp;byline=0&amp;amp;portrait=0" width="400" height="225" frameborder="0" webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/32197198"&gt;NATÁLIA, A DIVA TRAGICÓMICA&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://vimeo.com/user4837240"&gt;Real Ficção&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://vimeo.com"&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme será projectado no Museu do Fado no dia 6 de Dezembro pelas 21:30 e será seguido de um debate, às 22:30, moderado pelo jornalista Manuel Halpern.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os convidados serão o crítico de música do Diário de Notícias Nuno Galopim, o humorista João Quadros e o crítico e jornalista do jornal Público João Bonifácio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entrada é livre mediante marcação.&lt;br /&gt;... &lt;br /&gt;Para mais informações contactar:&lt;br /&gt;Real Ficção - 21 324 0061&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-2488840812070238018?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/2488840812070238018/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=2488840812070238018' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/2488840812070238018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/2488840812070238018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2011/11/estreou-este-sabado-dia-26-o-meu-filme.html' title='Estreia de &quot;Natália, a Diva Tragicómica&quot; - (2011, RTP/Real Ficção)'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-3046075395747351548</id><published>2011-11-21T00:49:00.000-08:00</published><updated>2011-11-21T00:56:36.040-08:00</updated><title type='text'>Cronenberg e Elenco de "Cosmopolis" - Master Class Estoril Filme Festival 2011</title><content type='html'>Deixo-vos com o Master Class de David Cronenberg e parte do elenco do filme a estrear em 2012 "Cosmopolis". O realizador e o trabalho do actor, preferências cinéfilas e métodos de trabalho foram alguns dos temas num amena mas animada cavaqueira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/HMN7hq_5XqE" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-3046075395747351548?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/3046075395747351548/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=3046075395747351548' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/3046075395747351548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/3046075395747351548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2011/11/cronenberg-e-elenco-de-cosmopolis.html' title='Cronenberg e Elenco de &quot;Cosmopolis&quot; - Master Class Estoril Filme Festival 2011'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/HMN7hq_5XqE/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-6249679204792062126</id><published>2011-11-10T13:04:00.000-08:00</published><updated>2011-11-10T13:26:57.876-08:00</updated><title type='text'>Cenas da Minha Vida nº 3 - Robert Shaw e o monólogo USS Indianapolis de Jaws</title><content type='html'>É controversa a autoria deste monólogo: entre John Milius, o argumentista, e o grande Robert Shaw, o actor que lhe dá vida. É um momento de descompressão pleno de calor, revelação e profundidade. A intimidade de Shaw com o texto é tal que se tivesse de arriscar atribuia-lhe o mérito.&lt;br /&gt;Uma grande cena! Um grande filme que inaugurou os blockbusters mudando a face da indústria e respectivas estrategias de marketing e distribuição.&lt;br /&gt;Atribulações com o pouco convincente tubarão pneumático empurraram Spielberg para a poderosa simplicidade da sugestão. Desde então não há muitos filmes que tenham chegado ao seu nível, por mais regados de dólares e pirotecnia. Momentos como esta cena ajudam a explicá-o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/u9S41Kplsbs" frameborder="0" width="560" height="315"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-6249679204792062126?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/6249679204792062126/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=6249679204792062126' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/6249679204792062126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/6249679204792062126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2011/11/cenas-da-minha-vida-n-3-robert-shaw-e-o.html' title='Cenas da Minha Vida nº 3 - Robert Shaw e o monólogo USS Indianapolis de Jaws'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/u9S41Kplsbs/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-2339149438740659340</id><published>2011-11-04T07:58:00.000-07:00</published><updated>2011-11-06T13:18:50.156-08:00</updated><title type='text'>Cenas da Minha Vida nº 2 - Woman Under Influence</title><content type='html'>John Cassavettes tinha um pacto com a sua parceira criativa e mulher Gena Rowlands: que, nos filmes, ambos se empurrassem ao limite e ao esgotamento.&lt;br /&gt;Poucas vezes o cinema mostrou, como em "A Woman under influence", a sua face mais intrinsecamente humana. Era o seu amor aos actores que o inspirava. Conhecia-os profundamente e com eles partilhava angústias, esperanças, decisões. O conteúdo sobre a forma! Algo com que me identifico profundamente.&lt;br /&gt;Massificaram-se os fazedores de filmes com a democratização do HD e as DSLR's e com a edição não linear para todos. Mas sob a sofisticação e os quadros lindíssimos cada vez mais à mão de semear constato que realizadores...continua a haver pouquíssimos. É uma forma de vida, não uma jeito particular.&lt;br /&gt;Nesta cena Gena Rowlands acorda para nos impressionar com a profunda humanidade da personagem e, para mim, nunca mais o cinema foi o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe height="315" src="http://www.youtube.com/embed/6ZvekFAlGrM" frameborder="0" width="420" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-2339149438740659340?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/2339149438740659340/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=2339149438740659340' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/2339149438740659340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/2339149438740659340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2011/11/cenas-da-minha-vida-n-2-woman-under.html' title='Cenas da Minha Vida nº 2 - Woman Under Influence'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/6ZvekFAlGrM/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-7488052589920625028</id><published>2011-10-06T10:56:00.000-07:00</published><updated>2011-10-06T11:54:15.067-07:00</updated><title type='text'>Convidado de Honra nº 8 - David Chan Cordeiro da Mad Stunts</title><content type='html'>David Chan Cordeiro é o líder de uma das principais empresas às quais se recorre quando se quer, no cinema português, coreografar cenas de luta e de uma fisicalidade mais complexa: a Mad Stunts. Fala-nos nesta entrevista sobre a sua actividade e o impacto da mesma no contexto cinematográfico português. É uma área mitológica feita de heróis...profissionais de que pouco conhecemos no nosso cinema. É uma oportunidade para aprender. E com o melhor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5660441679176292274" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 198px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-JNmFOJjHyYY/To3tt4ceV7I/AAAAAAAABHs/wqDszSmJl3I/s400/mad.bmp" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Qual a importância da vossa actividade no contexto do cinema português?Como tem evoluído?&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A importância dos duplos no Cinema Português ainda é pequena, pela simples razão de que se faz pouca acção na nossa ficção. Conta-se pelos dedos de uma mão os filmes Portugueses que, num ano, requerem o nosso trabalho. A verdade é de que ainda somos considerados um luxo dispensável e uma vez que os orçamentos são limitados, evita-se escrever cenas com acção para manter os orçamentos baixos. Por isso é justo dizer de que a evolução tem sido lenta. De tal maneira que na Televisão e na Publicidade já se produz mais acção do que no Cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Somos uma cinematografia frágil no que à parte física diz respeito? Os actores portugueses, em particular, estão mal preparados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Eu não usaria a palavra frágil, mas diria que ainda somos um pouco "verdes" no que diz respeito à parte física. Ainda não saímos da nossa zona de conforto. Principalmente porque não temos uma cultura de acção na nossa ficção como noutros países. E essa lacuna reflecte-se em todos os campos, desde a realização, produção, guionismo e também no percurso dos actores. Exactamente por não existir uma procura de performers que saibam executar cenas com acção, as escolas também não sentem necessidade em incluir essa formação nos seus alunos. Por isso é comum eu deparar-me com imensos actores que têm fracas bases no desempenho de acção. E para piorar temos muito o hábito de se inventar quando não se sabe tendo quase sempre como resultado a lesão dos actores. São inúmeras as histórias de horror que oiço de actores que se lesionam por tentarem fazer os seus próprios "stunts".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Descreve-me alguns dos teus serviços mais comuns. E o mais ambicioso e ousado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Os nossos serviços mais comuns, e sendo também a nossa especilidade, são as coreografias de luta e reacções/quedas/impactos. Esse contínua a ser hoje, e sempre foi, o "stunt" mais requisitado em Televisão e Cinema. E não acontece por acaso, pois é o "stunt" mais barato se formos comparar com cenas que envolvam carros, explosões, wire work. Dada a realidade da nossa indústria cinematográfica, que é quase sempre low buget, este é o "stunt" que mais se encaixa nos nossos orçamentos. É também o tipo de acção mais transversal em todos os géneros de cinema, pois em quase todos os filme hoje em dia se vê uma coreografia de luta, por mais pequena que seja.&lt;br /&gt;Eu diria que dos stunts mais ousados que fizemos até hoje foi sem dúvida o atropelamento do primeiro episódio da telenovela "Perfeito Coração". Posso-me gabar de que naquela noite o meu duplo/colega Edgar Palhinha, esteve ao mais alto nível. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/woTdCbCR1qc" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;(link: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=woTdCbCR1qc"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=woTdCbCR1qc&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uma opinião sobre o cinema português...sobre a sua qualidade, a sua relação com o público...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Sinto que no Cinema Português esqueceu-se qual o principal objectivo de se fazer filmes. E esse objectivo é de entreter as pessoas. As pessoas dirigem-se às sala de cinema para se entreterem e buscarem emoções que não têm possibilidade de encontrar nas suas vidas. Mas no que toca à ficção nacional parece que o público criou "anti-corpos" e se sente indiferente. Basta vermos os números de espectadores que os filmes Portugueses atraem às salas de cinemas e podemos concluir que o público português se identifica pouco com o nosso cinema. A questão agora é quem é que está errado? São os realizadores Portugueses que não conseguem captar a atenção dos Portugueses, ou será que o público está de tal maneira formatado para o mainstream que não se sente atraido pela ficção nacional? Em termos de qualidade acredito que estamos ao nível dos melhores, pois já trabalhei em Portugal com inúmeros profissionais que nada devem aos americanos, ou franceses. O que eu acho é de que ainda não estamos a trabalhar em equipa e sinto que cada departamento trabalha com objectivos diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E qual o filme da tua vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Eu tenho vários filmes que influenciaram a minha vida, mas eu diria que o filme que despoletou tudo foi o Esquadrão Ninja (Ninja Squad), pois foi o meu primeiro contacto com um filme de artes marciais e que ainda por cima tinha como protagonista os Ninjas. Ora aquilo para uma criança de 5 anos que já era fascinada por ginástica e lutas, foi uma experiência do outro mundo. Eu soube exactamente naquele momento que iria fazer disto profissão quando fosse mais velho. E como se costuma dizer, o resto é história! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/ZP1IAdD26v8" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-7488052589920625028?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/7488052589920625028/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=7488052589920625028' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/7488052589920625028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/7488052589920625028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2011/10/convidado-de-honra-n-8-david-chan.html' title='Convidado de Honra nº 8 - David Chan Cordeiro da Mad Stunts'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-JNmFOJjHyYY/To3tt4ceV7I/AAAAAAAABHs/wqDszSmJl3I/s72-c/mad.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-8624105855309057556</id><published>2011-09-14T03:47:00.000-07:00</published><updated>2011-09-24T05:58:43.942-07:00</updated><title type='text'>Cenas da Minha Vida Nº1 - The Wrestler (cena final)</title><content type='html'>Darren Aronofsky reservou para a cena final o pico dramático de um filme íntegro que acompanha o irredentível Randy (ou o próprio Mickey Rourke) na sua vã tentativa de estabilização afectiva. &lt;br /&gt;É uma composição fortíssima a desta cena. Exemplar como a utilização das escalas e dos planos e ângulos de câmara aproveita até ao tutano o seu enorme potencial emocional. &lt;br /&gt;Minutos depois saía da sala de cinema (lembro-me como se fosse hoje) profundamente abananado, no melhor sentido da palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/EGRJccENfxk?fs=1" frameborder="0" width="425" height="344" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.imdb.com/title/tt1125849/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-8624105855309057556?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/8624105855309057556/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=8624105855309057556' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/8624105855309057556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/8624105855309057556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2011/09/cenas-da-minha-vida-n1-wrestler-cena.html' title='Cenas da Minha Vida Nº1 - The Wrestler (cena final)'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/EGRJccENfxk/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-9086895096254889406</id><published>2011-08-24T11:13:00.000-07:00</published><updated>2011-08-24T13:05:54.310-07:00</updated><title type='text'>Traição do Legado</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5644510046659038658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 94px; CURSOR: hand; HEIGHT: 140px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-XGpNE5B7sWo/TlVT-0Y8TcI/AAAAAAAABHg/tlvXX-UW4LI/s400/MV5BMTU5MDEzMzYwMF5BMl5BanBnXkFtZTcwNTcwMjUxMw%2540%2540__V1__SX95_SY140_.jpg" border="0" /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-iX8-NUu9780/TlVT42ApQQI/AAAAAAAABHY/VBJMFK5dzNk/s1600/MV5BMTI1NzczMTUxNV5BMl5BanBnXkFtZTcwODMzMjc1MQ%2540%2540__V1__SY317_CR9%252C0%252C214%252C317_.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5644509944014782722" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 214px; CURSOR: hand; HEIGHT: 317px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-iX8-NUu9780/TlVT42ApQQI/AAAAAAAABHY/VBJMFK5dzNk/s400/MV5BMTI1NzczMTUxNV5BMl5BanBnXkFtZTcwODMzMjc1MQ%2540%2540__V1__SY317_CR9%252C0%252C214%252C317_.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Resisti a vê-lo enquanto nos cinemas para não estragar a minha relação estreita com o seu antecessor mas acabei por vê-lo ontem num voo longo que carecia de estímulo. A continuação de "Wall Street" com este "O Dinheiro Nunca Dorme" é a idiotice que esperava.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Foi claramente o pretexto político-económico que precipitou Oliver Stone neste projecto e não, de todo, uma noção amadurecida de história e evolução das personagens. Recuperou Wall Street para denunciar os Hedge Funds, não voltou de forma pensada e coerente ao projecto. A este respeito há diálogos que são monólogos e voice overs ultra-explicativos. Stone não quis deixar pitada de fora: que toda a gente perceba o que se passa! É grosseira esta tentação de compêndio!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A recuperação desleixada de uma série de elementos do filme de 87 é evidência deste facto. A fotografia, a repetição do datado split screen... A OST de Wall Street era muito 80's e David Byrne (com Brian Eno) já cantava o lar e identidade fugidias com "This must be the place". A recuperação desta colaboração é também ela e forçada e até a temática do "home" é reciclado sem ponta de imaginação. Para além disto também o casting está cheio de soluções fáceis (quantas vezes teremos que ver Eli Wallach no papel de decano reverenciado).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A ideia base é frágil demais para algo de consequente se conseguisse. Recuperamos Gekko depois de cumprir a sua pena de prisão e no final é uma ecografia obstétrica do neto que agita finalmente a ortodoxia empedernida do mítico Gordon Gekko - só para terem uma ideia;)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Um filme é propriedade colectiva intemporal. O seu lugar no imaginário é, contudo, dinâmico. Os filmes de Roger Corman, por exemplo, foram de lixo a culto. Já Pulp Fiction foi de culto a pop. Wall Street era um filme que resistia bem ao teste do tempo e que foi assim amesquinhado e estará para sempre amarrado a esta pseudo-sequela. Há mais filmes que trairam assim o seu legado. Lembro-me do infame "Padrinho, Parte III" e dos "Tubarões II" ao IV, de "Chinatown" e a sua sequela "Two Jakes". Mas constato, felizmente, serem exemplos que contrariam o meu pessimismo e que não perderam o seu estatuto de excelência com as respectivas infelizes ideias de continuação.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-9086895096254889406?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/9086895096254889406/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=9086895096254889406' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/9086895096254889406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/9086895096254889406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2011/08/traic.html' title='Traição do Legado'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-XGpNE5B7sWo/TlVT-0Y8TcI/AAAAAAAABHg/tlvXX-UW4LI/s72-c/MV5BMTU5MDEzMzYwMF5BMl5BanBnXkFtZTcwNTcwMjUxMw%2540%2540__V1__SX95_SY140_.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-6362933934888926096</id><published>2011-05-30T05:03:00.000-07:00</published><updated>2011-05-30T09:50:49.645-07:00</updated><title type='text'>Alguns dos Filmes da Minha Vida nº 5 - Um Homem Singular</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-plpa1V6P17Y/TeOJiody0LI/AAAAAAAABHM/4Bw1CRHIszE/s1600/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5612480788704710834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 259px; CURSOR: hand; HEIGHT: 194px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-plpa1V6P17Y/TeOJiody0LI/AAAAAAAABHM/4Bw1CRHIszE/s400/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Neste soberbo filme um requintado formalismo, próprio de um fotógrafo/estilista, encontra-se com uma rara humanidade e profundidade da história e das personagens.&lt;br /&gt;Há "quadros" absolutamente maravilhosos, um festim sensorial, mas também momentos de pura intuição e sensibilidade. É essa sensibilidade que faz que o exercício estilístico não se sobreponha à pungente magia do seu drama. A subtileza que nos enleia com perfeição (na música e na fotografia, por exemplo) num dia de terminal angústia...a mesma subtileza que eleva Colin Firth a uma interpretação histórica, perfeita! Subtileza que Hollywood detesta: um ano depois premiaram-no pelos seus maneirismos, sempre ao gosto do tio Óscar, no anódino "Discurso do Rei"...&lt;br /&gt;É um filme extraordinário ao qual voltarei muitas vezes no futuro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/aypyJtHzC70" frameborder="0" width="560" height="349"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-6362933934888926096?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/6362933934888926096/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=6362933934888926096' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/6362933934888926096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/6362933934888926096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2011/05/alguns-dos-filmes-da-minha-vida-n-5-um.html' title='Alguns dos Filmes da Minha Vida nº 5 - Um Homem Singular'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-plpa1V6P17Y/TeOJiody0LI/AAAAAAAABHM/4Bw1CRHIszE/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-912904166271611155</id><published>2011-05-14T07:44:00.001-07:00</published><updated>2011-05-14T08:43:09.593-07:00</updated><title type='text'>Documentário Português enquanto PTA não chega!!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-0GRvA5v5f6k/Tc6i1UGU-MI/AAAAAAAABG8/xQySaVPbKw0/s1600/48.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5606597622934862018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 220px; CURSOR: hand; HEIGHT: 319px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-0GRvA5v5f6k/Tc6i1UGU-MI/AAAAAAAABG8/xQySaVPbKw0/s400/48.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;De português fui ver nos últimos anos pouca coisa nas nossas salas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retrospectivando, vejo, sem surpresa, que os filmes que mais me tocaram foram documentários. Vi na mostra "Panorama" de 2010 o arrepiante potencial dramático do som combinado com a imagem estática no maravilhoso "48" ; o histórico testamento vital super sensível do filme "José e Pilar"; recentemente marcaram-me o politicamente incorrecto "Linha Vermelha" de Pedro Filipe Costa e "Quem Vai à Guerra" de Marta Pessoa, um daqueles documentos que ficará bem vivo no nosso imaginário colectivo e respectiva &lt;em&gt;Torre do Tombo&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O registo documental tem à partida um evidente compromisso com a realidade. É a sua vocação histórica por mais híbrido e fluida a sua fronteira com a ficção, por mais pós-moderna a sua abordagem. Obviamente que esse compromisso é sempre parcial e subjectivo. Mas a sua ressonância colectiva é potencialmente mais fina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas para que se ancore igualmente na nossa inter-subjectividade também a ficção deve, por mais fiel que seja a convenções universais, afirmar-se na nossa realidade. Mas o que vemos frequentemente é que essas pinceladas de portugalidade mais não são que meros artifícios de argumento raramente explorados e que visam sobretudo estimular primariamente sensações mais do que convocar sentimento ou reflexão. &lt;strong&gt;A nossa ficção, dita para o grande público, &lt;/strong&gt;não é, por esse motivo, auto-reflexiva - condição essencial na minha definição pessoal de arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É esta noção de grande público que emperra e nos tolda e que mete o nosso cinema numa crise de identidade. Deixando de fora o também ele polémico e por vezes autista cinema de autor, é na tentativa de viabilizar comercialmente que se produz esta esquizofrenia criativa das americanadas travestidas de portuguesas. A este respeito tem sido absolutamente imperialista o conservadorismo quadrado (também ele mascarado de irreverência) que o financiamento televisivo impõe ao cinema português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me de coisas deprimentes como o &lt;em&gt;Amigos de Alex&lt;/em&gt; à portuguesa em "Funeral à Chuva"; o noir pseudo-tuga "Call Girl"; também "A Bela e o Paparazo" é uma comédia romântica e de costumes que se arroga de recuperar o espírito das velha comédia portuguesa dos anos 30, etc. Poderia citar muitos outros...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas são biopics como "Amália" e "Salazar" e o melodrama "Fátima" o exemplo perfeito de como se tenta, na nossa cinematografia, empacotar com um laçarote icónicas figuras e aspectos complexos da nossa cultura num registo do mais plano simplismo e pronto a consumir. De português não têm absolutamente nada os filmes que citei! Não problematizam, não interrogam ou interpelam minimamente a nossa inteligência ou consciência cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valha-nos portanto a produção documental portuguesa para nos aproximar um pouco de nós próprios enquanto esperamos por um cinema comercial inspirado a la Paul Thomas Anderson!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-912904166271611155?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/912904166271611155/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=912904166271611155' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/912904166271611155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/912904166271611155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2011/05/documentario-portugues-enquanto-pta-nao.html' title='Documentário Português enquanto PTA não chega!!!'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-0GRvA5v5f6k/Tc6i1UGU-MI/AAAAAAAABG8/xQySaVPbKw0/s72-c/48.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-3901511652894397339</id><published>2011-04-13T02:58:00.000-07:00</published><updated>2011-05-28T06:17:39.715-07:00</updated><title type='text'>O Tio Boonmee que se lembra das suas vidas anteriores</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-yNS8u8KO9E4/TatZ0cKYLiI/AAAAAAAABG0/9fE-8m2PqFw/s1600/MV5BMTc2MjAxMzI3NV5BMl5BanBnXkFtZTcwMDE3MDU0NA%2540%2540__V1__SY317_CR0%252C0%252C214%252C317_.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5596665719385763362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 214px; CURSOR: hand; HEIGHT: 317px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-yNS8u8KO9E4/TatZ0cKYLiI/AAAAAAAABG0/9fE-8m2PqFw/s400/MV5BMTc2MjAxMzI3NV5BMl5BanBnXkFtZTcwMDE3MDU0NA%2540%2540__V1__SY317_CR0%252C0%252C214%252C317_.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem, doente em estado terminal, está focado nas suas ligações humanas primárias em fusão completa com a natureza. O espírito da sua mulher volta para cuidar dele e o seu filho, desaparecido há muito, retornando sob a estranha forma de macaco negro de olhos brilhantes. Em busca de explicações para a sua longa vida, Boonmee deambula com a família pela floresta até encontrar uma gruta onde ocorreu o seu nascimento na sua primeira vida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tio Bonme encara a sua recta final com uma evidente serenidade. A sequência da sua morte é o momento mais forte e impressivo. A câmara está muitas vezes na subjectividade dos espíritos (ou do espectador). Vemos esta "viagem" com tempo, com a solenidade de uma recepção de estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cosmovisão do realizador está entre o ingénuo e o perturbador e nessa ambiguidade reside o principal interesse do filme. O trabalho do som e as sombras na escuridão na floresta é uma referência sinistra, já o conforto quase maternal que Bonmee encontra no espírito da sua mulher é puro e ternurento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É num plano conjunto, à mesa de jantar, que a primeira aparição se dá. A partir daí os espíritos tornam-se parte natural do cenário e o real e a fantasia diluem-se irremediavelmente. Torna-se, por vezes, difícil ver para além da estereotipada "floresta assombrada" e do lirismo estilizado de que se tece o filme. Mas parece ser essa a sua intenção. Representar a pureza no seu estado extremo. O filme paira. O seu ritmo é irredutivelmente fiel a isso: planos impiedosamente longos e descritivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a primeira longa-metragem do tailandês Apichatpong Weerasethakul a chegar a Portugal, apesar de já ser a sua quinta obra. Chega com um ano de atraso depois de ter ganho a Palma de Ouro no Festival de Cannes 2010. Premiar filmes de digestão difícil como este suscita sempre acusações: "Cannes já foi um prestigiado concurso mas hoje é pouco mais do que uma snob reacção ao absolutismo comercial americano" dizem logo alguns. O prémio foi polémico pelo seu formalismo duro. Conta quem esteve na sua exibição no certame que algumas pessoas sairam da sala desagradados com a falta de identificação que o filme gera. Isto porque a sua intelectualidade reside na reflexão da imagem - um exercício desconstrutivo a quem nem todos aderem. Assim, por mais evidente algum do seu apelo primordial, é difícil ver para lá da sua subversão.&lt;br /&gt;Tem também uma forte e críptica (para muitos de nós) dimensão cuturalista que, contudo, não fecha o filme a uma leitura clara. Há tanto de tailandês como de universal por mais difícil que seja a descodificação das suas leituras mitológicas. É este ingrediente desestabilizador de uma narrativa que se aparenta inteligível mas não é bem que desconcerta e move a nossa atenção (ou provoca a repulsa de outros).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sempre fascinante neste jogo global de cotações artísticas ver como um pouco conhecido Weerasethakul se converteu numa referência com um filme tão pessoal e como as barricadas se erguem, nestes casos, entre os "cinéfilos" e os "outros".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-3901511652894397339?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/3901511652894397339/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=3901511652894397339' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/3901511652894397339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/3901511652894397339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2011/04/o-tio-boonmee-que-se-lembra-das-suas.html' title='O Tio Boonmee que se lembra das suas vidas anteriores'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-yNS8u8KO9E4/TatZ0cKYLiI/AAAAAAAABG0/9fE-8m2PqFw/s72-c/MV5BMTc2MjAxMzI3NV5BMl5BanBnXkFtZTcwMDE3MDU0NA%2540%2540__V1__SY317_CR0%252C0%252C214%252C317_.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-7362510626369148718</id><published>2011-03-18T06:36:00.000-07:00</published><updated>2011-03-29T05:06:39.008-07:00</updated><title type='text'>O ensino público de cinema em Portugal - relatório pessoal</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-iMYPix-KI3g/TZHKeSSvM4I/AAAAAAAABGs/e2YlGI1V9x0/s1600/escola.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 191px; DISPLAY: block; HEIGHT: 214px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5589471234198811522" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-iMYPix-KI3g/TZHKeSSvM4I/AAAAAAAABGs/e2YlGI1V9x0/s400/escola.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidido a apostar definitavamente no cinema aos 30 anos, estou numa fase em que rentabilizar o tempo é essencial. Para além dos projectos em que estou envolvido ingressei na Escola Superior de Teatro e Cinema para dar mais um passo neste percurso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oitos meses volvidos posso dizer que o que encontrei não defrauda nem supera as minhas expectativas nem, de resto, contraria a minha experiência pessoal. A lógica tutorial e responsabilizante de Bolonha colide ainda com a cultura paternalista de que padece o nosso ensino universitário. Na ESTC temos como expoente desse espírito umas burocráticas folhas de presença controlam a assiduidade dos "meninos". Temos testes atrás de testes (teóricos): a antítese da criatividade. As próprias tutorias são muitas vezes meras imposições "despachadas" logo a seguir à aula sobretudo para suprir temas que não são "dados" no comprimido período lectivo normal. Numa inenarrável cadeira chamada "Estética" recuamos ao Kant sobre o qual temos que preencher fichas de leitura...etc, etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliamos isto ao habitual conforto e imunidade do pedagogo universitário que pouco se chateia com este cenário de pobreza temos um ensino de muito fraca qualidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrei também um cenário de carência de meios brutal. A turma (de 40 alunos - penúria oblige)dividida em dois grupos observa, à vez e por breves segundos, aquilo que é uma câmara, um nagra, uma perche... O material utilizado é obsoleto. Por exemplo, durante a edição tivemos como software de edição um AVID com mais de 8 anos em que nem o privilégio um full screen temos. Também as câmaras usadas tinham mais de 11 anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste cenário há sempre exemplos de qualidade. Sobretudo 3 ou 4 professores altamente zelosos e inconformados com quem aprendi imenso! Nem tudo é mau. As componentes de história e de compreensão estética do cinema são fortes e muito úteis. Mas para aprofundar a técnica terei porfiar fora da ESTC. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compete-me ir aproveitando como posso o que as minhas propinas possibilitam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-7362510626369148718?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/7362510626369148718/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=7362510626369148718' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/7362510626369148718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/7362510626369148718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2011/03/o-ensino-p.html' title='O ensino público de cinema em Portugal - relatório pessoal'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-iMYPix-KI3g/TZHKeSSvM4I/AAAAAAAABGs/e2YlGI1V9x0/s72-c/escola.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-2138434745942692923</id><published>2011-02-17T06:38:00.001-08:00</published><updated>2011-02-17T06:40:27.573-08:00</updated><title type='text'>"O Concerto" e o poder aglutinador da música!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-F9KusP26EM8/TV0y5htWFdI/AAAAAAAABGk/YRAVixku3VM/s1600/concc.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 214px; height: 317px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-F9KusP26EM8/TV0y5htWFdI/AAAAAAAABGk/YRAVixku3VM/s400/concc.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5574667877637035474" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andreï Filipov (Aleksei Guskov), um maestro outrora aclamado cuja carreira havia sido destruída 30 anos antes na era soviética de Brezhnev é agora um contínuo. Surge-lhe contudo a oportunidade única de conduzir novamente uma orquestra com os seus “desconcertados” ex-parceiros musiciais. No teatro Chatelet em Paris fazer-se-á passar por responsável pela célebre companhia Bolshoi e assim conseguir aproximar-se da sua filha  violinista Anne-Marie Jacquet (Mélanie Laurent de Inglourious Basterds) de quem a vida se encarregou de separar.&lt;br /&gt;O chico-espertismo troglodita dos russos e a sofisticação franciu são explorados um pouco até ao limite da inconsequência numa componente burlesca muito Kusturica, talvez demasiado Kusturica. Nesta parte do filme arrancam-se risotas. Mas é na relação entre Anne-Marie e Andrei que o filme nos ganha. A melancolia de Melanie Laurent é uma boa escolha para uma personagem de olhos doces mas tristes e incompletos.&lt;br /&gt;Um dos aspectos interessantes do filme é a forma como a distância pode ser modulada pelo mito. Assim como Anne Marie tem no grande Filipov uma referência musical suprema também ele tem da solista uma clara noção de grandeza artística, uma afinidade artística que esconde uma laço profundo e que será a chave para a revelação musical do parentesco. Esta troca de piropos e percepções tem correspondência na forma como os franceses veneram a Bolshoi e os russos sempre sonharam com Chatelet.&lt;br /&gt;A cena climática do concerto está muito bem encenada e é muito interessante a noção do reencontro pela música, como uma força gravitacional que traduz afectos e afinidades. Acaba o filme onde deve sem cenas de descompressão moralmente conclusivas: a música reuniu-os, o resto é conversa! Os exageros estereotipados ficaram para trás e ficamos com um doce travo a puro sentimento com a exuberância deste final e a tão almejada “suprema harmonia”. Não são todos os filmes que cumprem no 3º acto as expectativas construídas, este é um deles.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-2138434745942692923?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/2138434745942692923/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=2138434745942692923' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/2138434745942692923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/2138434745942692923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2011/02/o-concerto-e-o-poder-aglutinador-da.html' title='&quot;O Concerto&quot; e o poder aglutinador da música!'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-F9KusP26EM8/TV0y5htWFdI/AAAAAAAABGk/YRAVixku3VM/s72-c/concc.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-8106267970873021265</id><published>2011-02-09T05:18:00.001-08:00</published><updated>2011-02-21T04:07:32.770-08:00</updated><title type='text'>Música Narrativa - n.º6 - Sweet Hereafter de Atom Egoyan - música de Mychel Danna</title><content type='html'>Em 1997 o prolífico canadense compositor Mychael Danna fez a música para este maravilhoso filme sobre o poder transformador da perda. É numa pequena e pacata cidade gelada que a tragédia central deste filme se passa, e o tema profundo e misterioso , como uma linda componente celta, concorre para essa ideia de micro-cosmos, uma comunidade de afectos que a dor fez diferente de todas as outras. Um filme maravilhoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;banda sonora do filme&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/EBhDz-VxNr8" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;trailer do filme&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="640" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/F7w-dPZI_LY" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-8106267970873021265?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/8106267970873021265/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=8106267970873021265' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/8106267970873021265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/8106267970873021265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2011/02/musica-narrativa-sweet-hereafter-de.html' title='Música Narrativa - n.º6 - Sweet Hereafter de Atom Egoyan - música de Mychel Danna'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/EBhDz-VxNr8/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-3002957084149774913</id><published>2010-11-30T07:11:00.000-08:00</published><updated>2011-02-21T04:05:23.238-08:00</updated><title type='text'>Tudo Começa na Escola</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/TPUaNuqX2NI/AAAAAAAABGU/I5uPYYn31hI/s1600/pt.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5545367339343010002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 205px; CURSOR: hand; HEIGHT: 227px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/TPUaNuqX2NI/AAAAAAAABGU/I5uPYYn31hI/s400/pt.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fui ao Estoril Film Festival ao encontro de Escolas de Cinema europeias. Estavam naquela manhã representadas Escuela de Cinematografía y del Audiovisual de Madrid (Espanha), a INSA (Bélgica) e a Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Os filmes belgas e espanhois, heterogeneidades à parte, apresentavam, sem excessão, histórias e uma acção bem vincada, com momentos fortes e premissas dramáticas assumidas e "explicadas". O filme português era contemplativo. Um adolescente num suburbio lisboeta fundia-se na sua paisagem quotidiana de modorra e dormência. Limpa a piscina, percorre a Ponte Vasco da Gama, vai a uma discoteca, enterra um animal de estimação, bicicleta a baixo bicicleta a cima...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Vejo com preocupação que tudo começa na escola. Em França alguns autores falam da herança da Nouvelle Vague no persistente preconceito simplista Autoral vs. Comercial. Mas até o contexto francês já é de permanente mudança em que as responsabilidades criativas são repartidas entre produtor, argumentista e realizador numa lógica de conjugação de talentos ao serviço do filme na suas indissociáveis &lt;strong&gt;viabilidades artística e comercial&lt;/strong&gt;. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Portugal parece que ficou lá atrás. O anti-plot de filmes escolares como este mostram o autismo que caracteriza o nosso cinema dito de autor. Tratava-se, neste caso, de um projecto de 3º ano que foi seleccionado, pelos professores para produção, entre outros. O mesmo aconteceu, de resto, em encontros de edições anteriores do Festival do Estoril. &lt;br /&gt;É o quadro em que nos movemos e que faz com que o nosso cinema tenha umas das mais indiferentes relações com o público em toda a Europa. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;ps: importa, claro, referir que para o estreitar da tal relação com o público nada contribuem a maior parte das tentativas do cinema dito comercial, que por cá costumamos ver.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-3002957084149774913?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/3002957084149774913/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=3002957084149774913' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/3002957084149774913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/3002957084149774913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2010/11/tudo-comeca-na-escola.html' title='Tudo Começa na Escola'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/TPUaNuqX2NI/AAAAAAAABGU/I5uPYYn31hI/s72-c/pt.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-3522107346270086829</id><published>2010-11-07T16:44:00.000-08:00</published><updated>2010-11-08T00:36:08.328-08:00</updated><title type='text'>Master Class de Kiarostami no Estoril Festival</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/TNdOiAowwXI/AAAAAAAABFs/6zrkgR3FUpI/s1600/imm.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 214px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/TNdOiAowwXI/AAAAAAAABFs/6zrkgR3FUpI/s400/imm.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5536980613068800370" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficam aqui uma breve descrição das considerações que gerou o Master Class de Abbas Kiarostami na apresentação do seu filme "Cópia Conforme"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O realizador iraniano admitiu que não consegue ajuizar sobre continuidades na sua obra. Quanto ao filme em si sofre da miopia própria de quem vê o fruto de um trabalho recente: "ainda não sinto o sabor do meu próprio cozinhado, que ainda está fresco, para já olho para ele com um olhar meramente técnico".&lt;br /&gt;Admite "Viagem a Itália" de Rosselini com um dos filmes que mais o influenciou no princípio da sua cinefilia mas nem por isso vê uma ligação clara a "Cópia Conforme". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seu espírito de constante experimentalismo teve numa produção internacional com actores estrangeiros um aditivo importante e que sublinha a universalidade das questões humanas levantadas. Não existem, segundo ele, traços de culturalidade no seu filme. &lt;br /&gt;Num cenário de proscrição permanente na sua terra natal percebe-se esta tónica culturalmente relativista (este filme, como os restantes, foram banidos no Irão). O mercado negro, disse,  tem sido o seu melhor amigo na divulgação da sua visão no país de origem. Geriu o trilinguismo do seu filme (não domina nem francês, nem italiano e apenas arranha o inglês) com um ultra cuidadoso casting e com uma noção instintiva das reacções e expressões dos actores que têm, no seu método, total liberdade para viverem as personagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O realizador produz geralmente os seus próprios filmes e permite-se certas indulgências e improviso no quotidiano de rodagem. Este filme era uma produção internacional e profissionalizada o que se traduz nalguma rigidez, no que se refere apenas à pequena diferença entre o guião original e o resultado final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kiarostami diz que é a sua vasta experiência que lhe permite abordar questões de complexidade de forma simples - ambição concretizável por poucos. Este extraordinário filme é um sublime exemplo desta capacidade. Não tem inspiração literária, ancora-se na experiência concreta do genial guionista que é Abbas. A este respeito diz que ao cinema é pedido que testemunhe e não apenas que crie. Esse testemunho é factor de comunhão entre todos nós. O que distingue o artista é a preservação e síntese dos detalhes na memória para utilização criativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma delícia o filme e o Master Class que se seguiu. O grande realizador deixou-nos ainda com uma visão de profundo optimismo quanto ao futuro, democratizado e liberto das restrições práticas, com a generalização do digital. Uma nova era que nos traz já um novo olhar cineasta por todo o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei sensibilizado com a ambição e irreverência enorme do seu olhar mas também pela sua singular humildade. O filme, esse, é uma obra prima absoluta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-3522107346270086829?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/3522107346270086829/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=3522107346270086829' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/3522107346270086829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/3522107346270086829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2010/11/master-classe-de-kiarostami-no-estoril.html' title='Master Class de Kiarostami no Estoril Festival'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/TNdOiAowwXI/AAAAAAAABFs/6zrkgR3FUpI/s72-c/imm.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-8359434806180779423</id><published>2010-10-29T05:43:00.000-07:00</published><updated>2010-10-29T05:48:53.220-07:00</updated><title type='text'>Um Olhar Muito Meu III</title><content type='html'>Deixo-vos um exercício que fiz para a Escola Superior de Teatro e Cinema. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tarefa: num único plano, com duração máxima de 1,5 minutos, criar um olhar pessoal. Mostar com uma câmera uma marca de vida que dê forma a um visão cinemática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independentemente da qualidade, sei que fiz, seguramente, o que me foi pedido - algo direitinho do coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/eXBB3GHutvY?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/eXBB3GHutvY?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-8359434806180779423?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/8359434806180779423/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=8359434806180779423' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/8359434806180779423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/8359434806180779423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2010/10/um-olhar-muito-meu-iii.html' title='Um Olhar Muito Meu III'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-2661875272265944238</id><published>2010-10-07T13:45:00.000-07:00</published><updated>2010-10-09T07:52:47.213-07:00</updated><title type='text'>Kitsch - um olhar muito meu II</title><content type='html'>Vi-me, por motivo de férias, num resort na ilha da Boa Vista emCabo Verde.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não quis deixar de captar as perplexidades do surreal e disforme ambiente a que com o passar dos dias me acabei por acomodar: uma inédita e saborosa (semi)dormência dos sentidos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/iM83Mnr6WPg?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/iM83Mnr6WPg?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-2661875272265944238?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/2661875272265944238/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=2661875272265944238' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/2661875272265944238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/2661875272265944238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2010/10/kitsch-um-olhar-muito-meu.html' title='Kitsch - um olhar muito meu II'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-8791654618671919150</id><published>2010-09-24T06:52:00.000-07:00</published><updated>2010-10-03T07:07:16.146-07:00</updated><title type='text'>Arrivals - um olhar muito meu</title><content type='html'>Andei a recolher imagens de uma paisagem emocional que sempre me prendeu o olhar. Apeteceu-me mostrar-vos o resultado.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aqui fica um primeiro esboço...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  white-space: pre-wrap; font-family:monospace, Helvetica, sans-serif;font-size:12px;"&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/5KCDRWb2yyI?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/5KCDRWb2yyI?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;João Gomes&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-8791654618671919150?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/8791654618671919150/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=8791654618671919150' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/8791654618671919150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/8791654618671919150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2010/09/arrivals-um-olhar-muito-meu.html' title='Arrivals - um olhar muito meu'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-6765020275417387166</id><published>2010-09-13T16:38:00.000-07:00</published><updated>2010-09-14T03:13:35.930-07:00</updated><title type='text'>"The Expendables" - O Gozo dos Canastrões</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/TI627G40III/AAAAAAAABEk/SmRHJUWFmJc/s1600/mickey-rourke-20070909-309216.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 308px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5516547720152883330" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/TI627G40III/AAAAAAAABEk/SmRHJUWFmJc/s400/mickey-rourke-20070909-309216.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/TI6260cCi3I/AAAAAAAABEc/HCm5l-Y59y8/s1600/sylvester-stallone.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5516547715200355186" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/TI6260cCi3I/AAAAAAAABEc/HCm5l-Y59y8/s400/sylvester-stallone.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0px; MIN-HEIGHT: 15px; FONT: 12px 'Times New Roman'"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial, serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:12;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0px; MIN-HEIGHT: 15px; FONT: 12px 'Times New Roman'"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;The Expendables traz-nos um grupo de amigos canastrões dispostos a gozar consigo próprios. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Dois deles recentemente renascidos. Stallone tomou a seu cargo a revisitação conclusiva da personagen Rocky Balboa. Fê-lo com uma sensibilidade supreendente, respeitando a personagem que o próprio criou, e que John G.Avildsen deu vida, mas também pondo algo do seu próprio percurso reflexivo enquanto estrela caída. Mickey Rourke por sua vez, pôs nas mãos de Darren Aronofsky todas as suas próprias cicatrizes emocionais que a sua diletância de décadas deixou. Foi um enorme acto de fé e coragem que resultou num dos mais emocionantes filmes dos últimos anos (“The Wrestler”).&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Toda uma série de canastrões se juntam a esta parada de auto-ironia cumprindo os respectivos &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;type castings&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt; para lá da da caricatura: o Eric Roberts vilão empedernido de filmes como “The Specialist” (onde contracena com Stallone), Dolph Lundgreen o brutamontes automato de Rocky 4, Bruce Willis e seu tradicional charme e ironia...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;Uma primeira palavra pois para a honestidade de quem não se tenta regenerar ou reinventar à força. Voltam para fazer a única coisa que sabem fazer: cumprir todos os clichés testosterona que este jogo de consola feito filme oferece. Hora e quarenta minutos da mais pura, acéfala e ostensiva (e aborrecida) porrada. Parecem dizer: somos “expendables” (a tradução mutila sem tréguas a ironia do título original) em muita coisa mas para isto ainda por cá andamos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;O ponto alto deste gozo é a condescendência com que Arnold Schwarzeneger abdica para Stallone um aliciante trabalho mercenário com um “deixo isso para ti, és tu que gostas dessas coisas na selva”. Stallone remata o diálogo com um “o problema de atitude dele?!...ele quer ser presidente”. Brincam ambos com o mito da rivalidade que nos tempos áureos sobres eles se alimentava&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;Stallone diz, durante o filme, frases como “i got my ass kicked” e “life gets to us all”. Parece ser o mote deste reencontro série B. Um filme e sua honestidade não justifica porém (de todo) o seu visionamento. Depois do auto-consciente regresso ao passado que filmes como “Rocky Balboa” e “John Rambo” constituiram, já não era preciso este. A revisitação reflexiva do seu percuso tem um prazo de relevância limitada. Já se percebeu que se sente fora de época e nos quer falar dos sentimentos que isso desperta”. Que isso se torne num filão de legitimação actual...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;Este quer ser um filme bronco feito por broncos. Mas da carreira de Stallone fazem parte algumas participações icónicas e muitos dos filmes em que participa estão no panteão de culto que tecem o imaginário pop americano e global. A sua &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;persona&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt; de herói omnipotente tão depressa lhe rendeu uma nomeação para o Razzie de pior actor da década em 1990 como uma homenagem honorária nos respeitáveis e elitistas Césares de 1992. É a ironia mediática própria de ícone a que “The Expendables”, risívelmente vazio, e acaba por não render a justiça, própria de um pedaço humano de história de cinema. Cinema enquanto negócio e criador/reprodutor de conceitos e preconceitos culturais e políticos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;ul style="LIST-STYLE-TYPE: disc"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/ul&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Filmes como Rocky (1976), “Fuga para a Vitória” (1979), Rambo (1982), Cobra (1986) foram marcos culturais e políticos no seu tempo. Mas o seu declínio (como em tantos casos) veio por não conseguir interpretar as alterações e a voracidade do gosto público. Filmes como “Oscar” (1991), “Judge Dredd” (1995) significam o fim do seu valor de mercado. Não deixamos de ter a sensação que mesmo que tivesse um tacto mais refinado seria sempre limitado o seu arsenal de adaptação e sobrevivência. Da problemática infância novaiorquina, à estreia na representação enquanto garanhão no softporn “Party at Kitty's and Stud” (1970) até a “The Expendables” não se conseguiam adivinhar grandes inflexões enriquecedoras. Gabe-se-lhe a humildade para o perceber. &lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Mas algo mais se lhe pede doravante para justificar a sua relevância. Tivemos o Stallone que olha melancolicamente e conclui as premissas morais das suas personagens de sempre. Neste, um outro que parece querer lutar, para seu gozo, pelo direito de fazer filmes em 2010 como os fazia nos anos 80. É que até a violência mostrada, algo &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;gore&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt; e exageradamente frívola, parece anacrónica e pouco ajustada às exigências e sofisticação das plateias actuais. Em que ficamos?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;ul style="LIST-STYLE-TYPE: disc"&gt;&lt;/ul&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Clint Eastwood criou quase um subgénero e, de certa forma, criou a forja da redenção do brutamontes. Mas fê-lo com uma profundidade que ultrapassa largamente o seu universo pessoal. Introduz no seu percurso de interrogação questões morais complexas que justificam essa luta pela ressureição e que, de resto, gerou obras primas como “Unforgiven” ou “Million Dollar Baby”. “The Expendables” nada disso faz. No meio de toda a pirotecnia fica, curiosamente, como única personagem emocionalmente exposta a desempenhada por Mickey Rourke. É como se Stallone lhe reconhecesse, destacando-o dos gorilas, muito mais que o estatuto de herói de acção caído em desgraça. Um homem que como ele se afundou mas cujas possibilidades da tal reinvenção são reais. Se foi ou não essa a intenção...não deixa de ser uma possibilidade bonita e humilde: o já referido mérito de Stallone.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;ul style="LIST-STYLE-TYPE: disc"&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p style="MARGIN: 0px; MIN-HEIGHT: 15px; FONT: 12px 'Times New Roman'"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-6765020275417387166?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/6765020275417387166/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=6765020275417387166' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/6765020275417387166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/6765020275417387166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2010/09/o-gozo-dos-canastroes.html' title='&quot;The Expendables&quot; - O Gozo dos Canastrões'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/TI627G40III/AAAAAAAABEk/SmRHJUWFmJc/s72-c/mickey-rourke-20070909-309216.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-2537279357789114811</id><published>2010-09-08T10:12:00.000-07:00</published><updated>2010-09-08T10:39:00.010-07:00</updated><title type='text'>Vida e Dramaturgia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/TIfJy8lZrbI/AAAAAAAABEU/wi7ovzxx3Og/s1600/de-niro.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/TIfJy8lZrbI/AAAAAAAABEU/wi7ovzxx3Og/s400/de-niro.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5514598145832103346" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Alguns (a maior parte) dos biopics não me preenchem minimamente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pecam (a maior parte) por simplificar, balizando vidas em &lt;i&gt;plot points&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;defining moment&lt;/i&gt;s claros. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A vida de um ser humano e a dramaturgia terão sempre este óbice. A primeira é demasiado complexa e incoerente para encaixar convenientemente na inteligibilidade da segunda. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas alguns filmes são particularmente desonestos neste particular. Entram numa diegese enciclopédica que apenas raspa a superfície. Na maior parte dos casos o que este género produz são elegias pouco críticas e poucos conseguem fugir a um manipulador tom épico. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lembro de "La Vie en Rose" o filme biográfico de Piaf. O guionista parece ter adaptado o seu texto do correspondente artigo wikipedia, de tal maneira confirma tudo o que (pouco) sabemos sobre a sua torturada existência.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas alguns tomam a honesto rumo da selectividade. Preferem mostrar um segmento de vida que seja a quintessência da personagem, no que ela representou e no que ela foi como no intemporal "The Passion of Joan of Arc": mostra-la no seu mais singularmente odioso como em "Raging Bull": dar dela uma representação livre e pessoal como no extraordinário "American Splendour":  ou poética e formalmente multifacetada como no libertário "I'm Not There"... &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estes são exemplos máximos da humanidade na criação cinematográfica. Pessoas que não sacrificam a "carne e osso" dos seus retratados ao síndroma de heroísmo a que tantos sucumbem. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-2537279357789114811?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/2537279357789114811/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=2537279357789114811' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/2537279357789114811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/2537279357789114811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2010/09/vida-e-dramaturgia.html' title='Vida e Dramaturgia'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/TIfJy8lZrbI/AAAAAAAABEU/wi7ovzxx3Og/s72-c/de-niro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-6619985835182532875</id><published>2010-08-26T09:06:00.000-07:00</published><updated>2010-08-26T12:52:15.979-07:00</updated><title type='text'>Convidado de Honra nº 7 - José Farinha e "O Inimigo sem Rosto"</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/THbFzbeH3sI/AAAAAAAABDw/yEqr0jEzXiU/s1600/far.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 349px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/THbFzbeH3sI/AAAAAAAABDw/yEqr0jEzXiU/s400/far.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5509808681472483010" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#0000EE;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: -webkit-xxx-large; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Georgia, fantasy;font-size:6;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 20px; font-weight: normal; white-space: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, fantasy; "&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="white-space: pre-wrap; font-size:13px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;&lt;b&gt;Entrevistei para o Gimmicky José Farinha sobre a sua primeira longa metragem "O Inimigo sem Rosto". Fala-nos, sem reservas, dos sucessos e obstáculos que enfrentou no projecto e no panorama do cinema português em geral.  &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="white-space: pre-wrap; font-size:-webkit-xxx-large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="white-space: pre-wrap; font-size:13px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;&lt;b&gt;Porquê o atraso na estreia do filme? A este respeito, que obstáculos se levantam, na tua opinião, à estreia de mais filmes portugueses na nossas salas? &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="white-space: pre-wrap; font-size:-webkit-xxx-large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="white-space: pre-wrap; font-size:13px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;É uma questão pertinente que me transcende mas que tem a ver com a burocracia institucional. Esta pergunta deveria ser colocada ao ICA (Instituto do Cinema e Audiovisual) e à produtora TAKE 2000. Um realizador sente-se de mãos e pés atados quando estes atrasos surgem. O que se torna desmotivador... mas o filme não perde força graças à temática - poder, fraude e corrupção em Portugal - 5 anos para trás ou 5 anos para a frente não conseguem desgastar o filme. Aposto que daqui a 5 anos continuará actual porque demoramos muito tempo a modificar a sociedade e a Justiça é muito lenta. Foi rodado entre Novembro e Dezembro de 2005, muito antes de "Corrupção" do João Botelho e de "Call Girl" do António Pedro Vasconcelos, que também abordam estes temas. Há ainda a considerar o facto das distribuidoras em Portugal não quererem apostar no cinema português. Preferem os blockbusters americanos que são muito mais atraentes em termos de bilheteira. O que até é uma ideia errada porque se existir uma boa promoção e divulgação aos filmes nacionais com uma forte distribuição nas grandes superfícies comerciais, onde estão a maior parte das salas de cinema - o sucesso é garantido! À semelhança da Lei da Rádio, deveria de haver uma lei que obrigasse as distribuidoras a passar uma percentagem significativa de filmes portugueses. De igual modo deveria de haver uma politica de patrocínios imposta às 1000 maiores empresas através de uma taxa justa e transparente que revertesse para um Fundo do Cinema. Todos nós sabemos que os subsídios do Estado escasseiam e as empresas não gostam de ouvir falar em patrocínios. Está na hora de o Ministério da Cultura, através do ICA (Instituto do Cinema e Audiovisual), das televisões generalistas (RTP, SIC e TVI), das associações de Produtores e de Realizadores e de outras entidades interessadas no sector se sentarem a uma mesa para debaterem o futuro de uma Indústria Cinematográfica e Audiovisual forte. É preciso ter ideias novas e pô-las em prática. Senão nunca mais vamos sair da cepa torta!!! &lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="white-space: pre-wrap; font-size:-webkit-xxx-large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="white-space: pre-wrap; font-size:13px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;&lt;b&gt;Descreve-nos um pouco a tua colaboração com o argumentista Vicente Alves do Ó? Escrita, reescritas...&lt;/b&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="white-space: pre-wrap; font-size:-webkit-xxx-large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="white-space: pre-wrap; font-size:13px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;Desde sempre foi uma colaboração excelente. No início do projecto fui eu que fiz a primeira versão do argumento que tinha muita voz off. Numa reunião com o produtor José Mazeda chegámos à conclusão que as personagens deveriam ter mais emoção e sentimento. É nesta altura que entra a colaboração do Vicente Alves do Ó que em tempo record (cerca de 3 meses) consegue fazer um lifting e dar a volta ao texto. Já na fase de rodagem, e em cima do plateau, deu-se lugar a alguns ajustes entre actores e personagens. Um guião nunca está terminado, só quando se dá a ordem de: acção!  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="white-space: pre-wrap; font-size:-webkit-xxx-large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="white-space: pre-wrap; font-size:13px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;&lt;b&gt;Que prisma se privilegiou na adaptação do livro homónimo de Maria José Morgado?&lt;/b&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="white-space: pre-wrap; font-size:-webkit-xxx-large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="white-space: pre-wrap; font-size:13px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;O livro e o filme giram à volta da história de três indivíduos – o ‘Feiticeiro’ (José Wallenstein), o ‘Albatroz’ (António Melo) e o ‘Turbo’ (Paulo Nery) – que têm como negócio-base o contrabando de tabaco. A partir daí lavam dinheiro em offshores e transformam-no em outros negócios legais. Existe um lado sentimental porque são seres solitários e gostam sempre de ter alguém a quem contar os seus feitos e, muitas vezes, são as prostitutas que lhes servem de porto de abrigo em vez da família. Tanto o livro como o filme mostram de uma forma abrangente os crimes económico-financeiros como corrupção e fraude. Estes por si só conseguem causar grandes danos ao Estado e aos seus cidadãos. Geram pobreza, provocam injustiça social e são responsáveis pela degradação do sistema político e das instituições públicas.  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="white-space: pre-wrap; font-size:-webkit-xxx-large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="white-space: pre-wrap; font-size:13px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;&lt;b&gt;Sendo a tua primeira longa metragem, que expectativas tens em relação à recepção da crítica? Que importância tem ela para ti?&lt;/b&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="white-space: pre-wrap; font-size:-webkit-xxx-large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="white-space: pre-wrap; font-size:13px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;Esta minha primeira longa metragem foi muito bem defendida tanto por mim como pelo produtor José Mazeda que teve a preocupação de me dar duas grandes equipas: uma equipa técnica de excelentes profissionais e uma equipa artística única, um elenco de luxo. Funcionaram sem atritos e na perfeição. Tive o privilégio, a honra e um enorme orgulho de trabalhar com todos eles. Adoro temas transversais à sociedade portuguesa e gosto de ser provocador. Respeito todas as criticas, é claro!... mas dou-lhes uma importância relativa. Cada crítico tem a sua opinião, muito subjectiva por sinal. Mas lamentavelmente não faço filmes para a critica. Faço filmes para as pessoas que vão ver os meus filmes. E só os espectadores têm verdadeiramente o direito de dizer se um filme é bom ou mau.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="white-space: pre-wrap; font-size:-webkit-xxx-large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="white-space: pre-wrap; font-size:13px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;&lt;b&gt;Como definirias a relação do público português com o cinema por cá feito?&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="white-space: pre-wrap; font-size:-webkit-xxx-large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="white-space: pre-wrap; font-size:13px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;A relação é a mesma que têm com o teatro, a dança, a música e todas as outras expressões artísticas. Precisamos de nos defendermos mais e de gostar mais de nós. Basta olhar aqui para o lado e verificar que Espanha tem uma das melhores cinematografias da Europa, acarinham os seus actores, bailarinos, músicos e cantores que protegem e não têm vergonha de cantar na sua língua. Nós precisamos de uma injecção com mais auto-estima. Neste aspecto ainda somos muito provincianos porque admiramos mais as coisas que vêm de fora, do exterior. Achamos que o que fazemos por cá é piroso. Mas isso também está a mudar aos poucos através da malta nova. Há uma nova geração que está a ir ao cinema, ao teatro, aos concertos... enfim a dar uma nova dinâmica à cultura portuguesa. &lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="white-space: pre-wrap; font-size:-webkit-xxx-large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="white-space: pre-wrap; font-size:13px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;&lt;b&gt;E planos para o futuro?&lt;/b&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="white-space: pre-wrap; font-size:-webkit-xxx-large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="white-space: pre-wrap; font-size:13px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;Estão no segredo dos deuses... Mas posso adiantar que estou a trabalhar numa adaptação para Cinema e Televisão da CRÓNICA DOS BONS MALANDROS, do Mário Zambujal. Será a realização de um remake com alguma acção, sobre personagens tipicamente alfacinhas bem ao jeito da comédia à portuguesa. Trata-se de uma história dos anos 80 que quero puxar para os nossos dias por estar actual e retratar na perfeição o quotidiano lisboeta. Renato, o Pacífico, Marlene, Flávio (o doutor), Arnaldo Figurante, Pedro Justiceiro, Adelaide Magrinha, Silvino Bitoque... Só o nome destes cromos são bem sugestivos. Num futuro próximo penso, também, dedicar-me a um projecto internacional. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: -webkit-xxx-large; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-6619985835182532875?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/6619985835182532875/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=6619985835182532875' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/6619985835182532875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/6619985835182532875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2010/08/convidado-de-honra-n-7-jose-farinha-e-o.html' title='Convidado de Honra nº 7 - José Farinha e &quot;O Inimigo sem Rosto&quot;'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/THbFzbeH3sI/AAAAAAAABDw/yEqr0jEzXiU/s72-c/far.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-5631736170259513191</id><published>2010-08-20T03:43:00.000-07:00</published><updated>2010-08-20T04:02:09.351-07:00</updated><title type='text'>Convidado de Honra nº 6 - Fernando Galrito, programador do "Monstra"</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/TG5fL2zYHfI/AAAAAAAABDQ/DJz1Fs9SS3U/s1600/gal.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 199px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/TG5fL2zYHfI/AAAAAAAABDQ/DJz1Fs9SS3U/s400/gal.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5507444051614899698" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  border-collapse: collapse; font-family:arial, sans-serif;font-size:16px;"&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Calibri, sans-serif; font-size: medium; font-weight: bold; "&gt;Entrevistei para a revista "&lt;a href="http://www.take.com.pt/"&gt;Take&lt;/a&gt;" Fernado Galrito, programador do festival de cinema de animação "&lt;a href="http://www.monstrafestival.com/"&gt;Monstra 2010&lt;/a&gt;", sobre o evento deste ano, que se passou de 11 a 21 de Março. Aprendi imenso sobre uma efervescente área do cinema para a qual não estou propriamente vocacionado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Calibri, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Começava por lhe pedir um enquadramento desta edição do Monstra.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:100%;"&gt;Dois ou três aspectos marcam esta edição. O Monstra faz 10 anos de idade. Foi o primeiro festival da cidade. Todos os anos pomos enfoque numa cinematografia convidada. Quando nascemos invocamos os 500 anos do “achamento” do Brasil focando a cinematografia brasileira. Aproveitando o ensejo da celebração dos 100 anos da República este ano voltamos à língua portuguesa tendo como “país convidado” Portugal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:100%;"&gt;Fazemos, para celebrar os 10 anos, o festival em 10 dias recordando cada um dos países já homenageados, ao contrário dos habituais 8 dias de duração.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:100%;"&gt;Num primeiro bloco, de 11 a 14 de Março, faremos retrospectiva do cinema de animação português. Olhando os incontornáveis e homenageando intervenientes de referência como Vasco Granja e o &lt;span&gt; &lt;/span&gt;António Gaia do Festival Cinanima, ambos pelo papel de relevo na divulgação da animação portuguesa. As homenagens irão além da óptica de realização: uma homenagem às mulheres na animação lusitana, aos músicos, aos argumentistas…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:100%;"&gt;Este Monstra terá, depois, em competição filmes de 36 nacionalidades e será pontuado por vários convidados de excelência com destaque para Norman Roger o mais oscarizado músico da história que fará master class e Wilson Nazareti fundador do mais antigo núcleo de animação do mundo cuja actividade está virada para as crianças em Campinas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Fale-me um pouco das origens deste festival. Que motivações e circunstâncias o fundaram?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:100%;"&gt;Tem história &lt;i&gt;sui generis&lt;/i&gt;. Nasce do encontro de 3 pessoas: o Rui Viana, pintor e escultor; O Paulo, antropólogo e eu um cineasta com tendência para o cinema de animação. Encontramo-nos em 1998 e montámos uma peça para uma bienal de Silveira que congregasse estes 3 diferentes olhares. Determinados a não ficar por ali na nossa colaboração criamos a Fundação &lt;i&gt;Expresso Oriente&lt;/i&gt;. Já existia o &lt;i&gt;Cinanima&lt;/i&gt; mas faltava em Lisboa um núcleo forte de divulgação de cinema de animação. Na altura conhecemos a Mónica Almeida que era a directora do Teatro Taborda e juntou-se a nós para no ano 2000, integrado nas Festas de Lisboa, fazermos a primeira edição do festival. Desde a sua origem pugnamos por ser um evento de ideias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Nestes 10 anos descreva a evolução. Dificuldades e Sucessos:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:100%;"&gt;Dificuldades…10 anos volvidos ainda somos um festival de franjas e somos algo incompreendidos. Temos pela primeira vez um apoio do ICA de 15.000€…mas, apesar disto, nunca fomos um evento de salas que pudesse corresponder aos critérios quantitativos inerentes a esses apoios. Temos todo um trabalho didáctico e de acção nas escolas que não é quantificável e, logo, nem sempre valorizado publicamente. Este apoio é cerca de um décimo do que a generalidade dos festivais lisboetas beneficia. Também com EGEAC, nosso parceiro de sempre, se pode falar de alguma incompreensão que aumentando apoios à generalidade dos festivais manteve inalterado o nosso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:100%;"&gt;Do ponto de vista positivo…acho que há mais pessoas a ver animação em Portugal (não só mas) também por causa do &lt;i&gt;Monstra&lt;/i&gt;. No primeiro ano tivemos a assistir cerca de 1500 espectadores, no ano passado já tivemos 15.000. O crescimento tem sido contínuo e sustentado. Acho que trouxemos novos cruzamentos e olhares como a relação da animação com a dança, teatro, arquitectura…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;E como vê a evolução do Monstra na progressão geral dos festivais de cinema em Lisboa?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:100%;"&gt;Somos do 8 e do 80, antes tínhamos pouco e se calhar já temos demais. Mas temos de facto um panorama muito interessante. Há inclusive&lt;i&gt;case studies&lt;/i&gt; como o &lt;i&gt;Indie&lt;/i&gt; que abarcando aspectos cinematográficos mais experimentais consegue ter o enorme público que tem. Se, na realidade, a criação do Monstra poderá ter puxado pela criação de mais eventos também é verdade que terá tido como alavanca casos de sucesso como o Doc Lisboa mais do que, na verdade, terá o próprio Monstra contribuído para os mesmos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:100%;"&gt;Bebemos sem complexos ideias de outros festivais como penso que o Monstra terá igualmente influenciado com ideias e diferentes abordagens.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Perspectivas futuras? Para onde vai o Monstra?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:100%;"&gt;Vai sobretudo centrar-se na disseminação do cinema de animação junto dos públicos infanto-juvenis tanto pela projecção de filmes como pela formação e envolvimento dos jovens no próprio festival.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Qual é o perfil do vosso público?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:100%;"&gt;O nosso público é altamente heterogéneo embora essencialmente juvenil e ligado sobretudo ao mundo artístico e às escolas de arte. De resto é o público no qual apostaremos no futuro para ajudar a aguçar um certo olhar sobre o mundo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:100%;"&gt;Ganhar pessoas de outras linguagens artísticas é objectivo omnipresente e que está ligado à própria raiz multidisciplinar do festival.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Qual é a raiz do fascínio da animação em públicos de todas as idades e proveniências? Qual a razão do seu apelo universal?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; "&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:100%;"&gt;A capacidade de transformar espaço e tempo e aproximar o cinema da nossa própria capacidade interactiva de o recriar. Por alguma razão cada vez mais os objectos cinematográficos &lt;span&gt; &lt;/span&gt;de massas são cada vez mais filmes de animação com actores reais a contracenar com espaços cénicos que não existem. A magia inerente do cinema de animação é essa capacidade de recriar algo mais próximo do nosso potencial imaginativo. Uma ligação directa do olhar para o coração…quase sem passar pela razão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Calibri, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-5631736170259513191?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/5631736170259513191/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=5631736170259513191' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/5631736170259513191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/5631736170259513191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2010/08/convidado-de-honra-n-6-fernando-galrito.html' title='Convidado de Honra nº 6 - Fernando Galrito, programador do &quot;Monstra&quot;'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/TG5fL2zYHfI/AAAAAAAABDQ/DJz1Fs9SS3U/s72-c/gal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-8265250501208111266</id><published>2010-07-19T13:16:00.000-07:00</published><updated>2010-07-21T07:26:07.289-07:00</updated><title type='text'>Alguns dos Filmes da Minha Vida nº 4 - A Última Hora de Spike Lee</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/TEWsObr097I/AAAAAAAABCo/XpVyZuL622o/s1600/25th-hour-poster-0.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 247px; DISPLAY: block; HEIGHT: 350px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495988284225288114" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/TEWsObr097I/AAAAAAAABCo/XpVyZuL622o/s400/25th-hour-poster-0.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É um dos filmes que mais me marcou! Pela consistência do seu tom: intenso e pungente. Imerge-nos totalmente na amargura de "Monty Brogan" (Edward Norton) nas 24 horas que precedem a sua ida para prisão.  &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vários elementos concorrem para esse efeito.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A espectacular banda sonora do multi premiado Terence Blanchard contribui para essa carga não dando, desde o genérico inicial, qualquer trégua a quem a ouve.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O casting, que Spike Lee assume vital no seu método, é, neste filme, mais um elemento enorme de credibilidade.  A sexy e terna Rosario Dawson; o grande Brian Cox como pesaroso pai irlandês; o inadaptado e adolescente Seymour Hoffman; Barry Peppar como yuppie calejado e impermeável e o sempre magnético Edward Norton no papel principal, são escolhas perfeitas! &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Todas as personagens secundárias parecem partilhar alguma da desorientação do seu protagonista e acentuam, nos seus trémulos percursos, a precariedade emocional da situação...de não ir a lado nenhum. O tempo que se esgota paira como factor de tensão e culmina da mesma forma que se instalou: fortíssima! (uma raridade!).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O argumento genial de David Benioff colou este conto de desespero sem redenção ao pós 11 Setembro. A colagem é pouco clara mas sintoma da liberdade e engajamento que Spike Lee, geralmente, assume na abordagem de temas complexos. O histórico Fuck You Monologue (ver em baixo) em que Norton espingarda catarticamente para todas direcções confirma que os EUA são também anexados a este percurso de raiva, lamento e contradição amargurada. Como se mais uma personagem cega pela raiva e com rumo incerto se tratasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/5Za2k5wA3sk&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/5Za2k5wA3sk&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A história e as sub-histórias são desenvolvidas sem preocupação de rigor e encaixe e, no entanto, tudo parece resultar e somos sorvidos sem apelo pelas suas questões dramáticas. De tal forma assim é que vi o filme inúmeras vez com a mesma renovada sensação de consternação. Uma obra prima e juntamente com "Verão Escaldante" o melhor filme de Spike Lee! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-8265250501208111266?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/8265250501208111266/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=8265250501208111266' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/8265250501208111266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/8265250501208111266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2010/07/alguns-dos-filmes-da-minha-vida-n-4.html' title='Alguns dos Filmes da Minha Vida nº 4 - A Última Hora de Spike Lee'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/TEWsObr097I/AAAAAAAABCo/XpVyZuL622o/s72-c/25th-hour-poster-0.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-7278609206007183961</id><published>2010-06-17T02:59:00.000-07:00</published><updated>2010-08-20T04:18:18.827-07:00</updated><title type='text'>"Bobby Cassidy" de Bruno Almeida. He could have been a contender!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/TBnyo15cZmI/AAAAAAAABB4/nBHEn1NFBSg/s1600/Bobby%2520Cassidy%25204.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 302px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5483680804776994402" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/TBnyo15cZmI/AAAAAAAABB4/nBHEn1NFBSg/s400/Bobby%2520Cassidy%25204.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Bobby Cassidy é uma personagem de enorme mística que praticamente "faz o filme" tal a vivacidade das suas histórias. É um excelente e auto-reflexivo contador de histórias que remete a realizador para um papel de mero observador.&lt;br /&gt;A clareza da sua auto narrativa atinge o seu pico emocional numa sofrida e sincera imitação de Brando no célebre “i could have been a contender” de “Há Lodo no Cais”. É o ponto mais alto da sua lucidez, tal é a sua clareza auto-biográfica e a assunção da sua maior mágoa: nunca ter tido uma oportunidade de competir pelo título mundial de pesos médios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme deixa a sua personagem mostrar-se sem artifícios- o grande mérito de Bruno Almeida. O tema do “beast in me” tão presente em filmes de pugilistmo como “Raging Bull” e “Million Dollar Baby” é sempre o apelo destas personagens trágicas que lutam contra o demónio interior que infâncias e histórias de vida disfuncionais trazem. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: monospace, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; white-space: pre-wrap; "&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/WAIiU3e9feg?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/WAIiU3e9feg?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:monospace, Helvetica, sans-serif;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12px; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É um documentário que funciona bem dentro das suas limitadas ambições.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Porque é Bobby, esta "personagem documental", que faz o filme! É um protagonista disponível que desenha o seu drama com todos os ingredientes de uma clássica ficção da Nova Iorque dos anos 70.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-7278609206007183961?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/7278609206007183961/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=7278609206007183961' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/7278609206007183961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/7278609206007183961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2010/06/bobby-cassidy-e-uma-personagem-de.html' title='&quot;Bobby Cassidy&quot; de Bruno Almeida. He could have been a contender!'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/TBnyo15cZmI/AAAAAAAABB4/nBHEn1NFBSg/s72-c/Bobby%2520Cassidy%25204.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-4164843121685527629</id><published>2010-06-17T02:26:00.000-07:00</published><updated>2010-06-23T06:51:16.561-07:00</updated><title type='text'>Somos o que Gostamos</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/TBnrUzYEvkI/AAAAAAAABBw/ex5sJJ_Vi8s/s1600/tilda-swinton-io-sono-l-amore.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 152px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5483672763921382978" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/TBnrUzYEvkI/AAAAAAAABBw/ex5sJJ_Vi8s/s400/tilda-swinton-io-sono-l-amore.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;"Eu Sou o Amor" é pura sedução! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Poucos filmes combinam uma análise formalmente perfeita das personagens e suas relações (de poder e conformidade) e o universo de emoções e sensações do seu protagonista. Tilda Swinton é incrível como nos convence da sua conformidade aristocrática num primeiro momento mas também como nos mostra em doses ideiais a tensão que os eventos desencadeiam:&lt;br /&gt;algo de primário abala o universo e a rigidez do seu papel matriarcal. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma série associações espontâneas tornam difusa a linha entre a realidade e a projecção mental e fazem-nos mergulhar nos recantos mais obscuros da identidade mas apenas nos sugestionando, não elucidando.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É a contenção de costumes tão primorosamente mostrada no primeiro terço do filme que faz voar a libertação e exaltação dos sentidos que a chegada de um novo elemento (um cozinheiro) despoleta. Da comida, à religião, às cores e odores rurais, ao apelo cru e sem artifícios de um homem...somos levados magicamente à encruzilhada existencial e identitária da protagonista.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;É um tema recorrente à DH Lawrence dos afectos primários e sua repressão cultural.&lt;br /&gt;Somos o que gostamos. Somos os nossos afectos. Somos o amor. A incrível sequência final e a urgência que transmite é isso mesmo...é de puro instinto de sobrevivência. Verdades primárias que uma vez desenterradas já não são ignoráveis&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-4164843121685527629?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/4164843121685527629/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=4164843121685527629' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/4164843121685527629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/4164843121685527629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2010/06/somos-o-que-gostamos.html' title='Somos o que Gostamos'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/TBnrUzYEvkI/AAAAAAAABBw/ex5sJJ_Vi8s/s72-c/tilda-swinton-io-sono-l-amore.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-3007813873563579140</id><published>2010-06-17T02:19:00.000-07:00</published><updated>2010-06-23T06:59:08.888-07:00</updated><title type='text'>O Paradoxo HBO</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/TBnpnwAh8AI/AAAAAAAABBo/cmq0MKqnZbc/s1600/sex.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 270px; DISPLAY: block; HEIGHT: 198px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5483670890411585538" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/TBnpnwAh8AI/AAAAAAAABBo/cmq0MKqnZbc/s400/sex.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A série "Sexo e a Cidade" já tinha algumas das pirosices que os filmes exacerbaram como o culto do status e ostentação e uma noção parola de requinte (o namorado francês de Carrie interpretado por Barishnikov é o cúmulo). Mas tinha o mérito de legitimar a sexualidade feminina descomplexada e até feroz com Samanta Jones. Quatro amigas que se juntam a falar de sexo pelo sexo, fosse romance ou chavascal...tal qual um homem! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Quanto aos filmes se o primeiro era mau, este segundo é pouco demais. É um TVShop com um arremedo de enredo. A emancipação sexual é tratada de forma estúpida e desonesta e até o sexo foi suavizado para ampliar públicos-alvo com traços de "filme da família".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Curioso o paradoxo que a HBO nos apresenta e que trai o seu legado: foi incubadora, na televisão, da libertação formal e uma linguagem sem compromisso - marcadamente cinematográfica - e agora dá-nos, na sua transposição para o cinema, um produto estéril e formatado - tipicamente televisivo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-3007813873563579140?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/3007813873563579140/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=3007813873563579140' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/3007813873563579140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/3007813873563579140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2010/06/o-paradoxo-hbo.html' title='O Paradoxo HBO'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/TBnpnwAh8AI/AAAAAAAABBo/cmq0MKqnZbc/s72-c/sex.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-5045980623910019012</id><published>2010-06-09T08:30:00.000-07:00</published><updated>2010-06-10T07:48:28.844-07:00</updated><title type='text'>Crise de Identidade</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/TA_GWX8SO-I/AAAAAAAABBg/nWeJpPDJM5U/s1600/fu"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5480817359219473378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 216px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/TA_GWX8SO-I/AAAAAAAABBg/nWeJpPDJM5U/s400/fu" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;De vez em quando vou ver cinema português. Neste caso fi-lo por diversas razões: por ser o primeiro filme estreado nas salas totalmente financiado por privados e por ter tido eu próprio uma ideia de curta metragem igualzinha a este "Funeral à Chuva" - reencontro de amizades desavindas num cenário de perda e suas inerentes e espontâneas revelações/tensões.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas...mais uma desilusão. As personagens são banalíssimas. O gay, a actriz frustrada que se dedica a concursos televisivos, o bronco, o viajante diletante, o austero professor universitário (é mesmo esta inconsequente e exagerada personagem do mórbido bimbo da Covilhã e seu absurdo arco de libertação que mais ferem de morte este filme)...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quer ser um "Amigos de Alex" à portuguesa mas o resultado é (como sempre) bem à americana. Na realidade, as convenções de género parecem-me mal assimiladas no cinema em Portugal. Obedece-lhes mas nem as consegue concretizar. Como a maior parte do que cá se faz este filme tem a singularidade de fazer rir nos momentos dramáticos e engolir em seco nas partes cómicas tal é a ineficácia dos seus diálogos e encenação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A magreza de recursos e a natureza &lt;em&gt;pro bono&lt;/em&gt; das suas contribuições (totalmente remuneradas com % e futuros royaltees - interessante) deverá ter acelerado para lá do desejável a rodagem do filme. Isso nota-se na ausência de clima e no pouco convincente de tom de comédia negra que gostaria de gerar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A cena final do funeral (por exemplo) foi, magreza de recursos&lt;em&gt; oblige&lt;/em&gt;, quase totalmente filmada em plano sequência num take quando estavam previstos 40 planos. O arrojo de tal espontaneidade poderia ter gerado magia mas está longe de ser isso o que acontece porque toda a cena é manipuladoramente lamechas e risível do princípio ao fim. Teria para isso que ter uma ideia forte sem o folclore fúnebre e os momentos de libertação absurdos que produz nalgumas personagens: a actriz frustrada reconhecida na elegia liga ao seu produtor e despede-se, o professor teso que nem um carapau assume a alegria de viver a que a morte dá sentido...dá para ficar com uma ideia?;) &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Filmar com parcos recursos e sem apoios públicos é, num mercado acanhado como o nosso, sempre, de louvar. Mas este apenas será um frutífero caminho se à independência de dinheiros públicos corresponder alguma independência criativa. É a força e coerente defesa de uma ideia que pode suportar o compromisso prático diário de um orçamento limitado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Disse Luis Campos (guionista do filme), a este propósito, que nos primeiros drafts a ideia original era de maior tensão e sobretudo focada no jantar que reune os amigos. Mas para que a aposta fosse comercialmente viável outras opções foram tomadas mantendo (desejavelmente) a integridade da sua inspiração pessoal. Queria-se ter um objecto indie imerso nas malhas do gosto público...velha quimera. Nada disso aconteceu mas sim mais um objecto com clara crise de identidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esta leitura simplista das expectativas do público pode ser tão ou mais coerciva que a  ditadura do "autor" do ICA que tantos se querem libertar. Pensa-se pequeno reproduzindo e perpetuando as fragilidades do nosso mercado. "Dar ao público o que ele quer" não é seguramente isto. Estão aí as ridículas estatísticas do cinema português a prová-lo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-5045980623910019012?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/5045980623910019012/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=5045980623910019012' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/5045980623910019012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/5045980623910019012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2010/06/3-via-para-quando.html' title='Crise de Identidade'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/TA_GWX8SO-I/AAAAAAAABBg/nWeJpPDJM5U/s72-c/fu' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-8613023261535559321</id><published>2010-05-25T09:27:00.000-07:00</published><updated>2010-05-26T08:56:39.108-07:00</updated><title type='text'>O Tenente sem Lei em New Orleans - para quê?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/S_1ETiU8L-I/AAAAAAAABBQ/RaUFPiv-Aw4/s1600/bad-lieutenant-port-of-call-new-orleans-16.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 271px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5475607824375230434" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/S_1ETiU8L-I/AAAAAAAABBQ/RaUFPiv-Aw4/s400/bad-lieutenant-port-of-call-new-orleans-16.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fui ver o "Bad Lieutenant - Port of Call: New Orleans" do Werner Herzog. Grande desilusão!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O filme original de Abel Ferrara, no qual este se baseou, mostrava os últimos dias de um Harvey Keitel consumido de culpa e irreversivelmente afastado de si mesmo, em espiral imparável. Já Herzog mostra um Nicolas Cage entregue à droga como fuga às suas dores de costas. A ferida de Keitel é na alma...um desassossego indizível e muito mais poderoso assim como a abordagem frenética e maneirista do primeiro fica a anos luz da negra asfixia existencial do segundo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A sucessão improvável de eventos e coincidências catastróficas parecem conduzi-lo para um fim previsível, mas uma cascata de felizes incidências o redimem para o que se percebe ser um universo narrativo alternativo. Mas nem o tom de fantasia nem o de realidade convencem neste filme. Também uma série de personagens secundárias mal exploradas como o pai e sua companheira, a sua convencional relação de identificação e perdição com uma prostituta (Eva Mendes) retiram qualquer oportunidade de grandeza ao filme.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Num remake ou numa qualquer história &lt;em&gt;recontada&lt;/em&gt;, os ajustes e nuances introduzidos deveriam, supostamente, trazer um novo prisma, novas interrogações morais e variáveis dramáticas. As mais valias desta versão passaram-me ao lado. A crua (e por isso poderosa) história de auto-destruição de Ferrara foi aqui substituida por complicações que nada acrescentam. O filme tem trama a mais! Mas o que, de facto, mais permanceu injustificado foi a relevância dramática do cenário New Orleans Pós-Kathrina.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;(já agora, para quê tão enorme actor como Michael Shannon para o tão irrelevante papel de Mundt)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-8613023261535559321?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/8613023261535559321/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=8613023261535559321' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/8613023261535559321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/8613023261535559321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2010/05/o-tenente-sem-lei-em-new-orleans-para.html' title='O Tenente sem Lei em New Orleans - para quê?'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/S_1ETiU8L-I/AAAAAAAABBQ/RaUFPiv-Aw4/s72-c/bad-lieutenant-port-of-call-new-orleans-16.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-7818373240470962744</id><published>2010-05-12T06:45:00.000-07:00</published><updated>2010-05-12T06:55:19.961-07:00</updated><title type='text'>Fantasia Lusitana</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/S-qxi9fQjzI/AAAAAAAABAI/1TNUUJTL7Z0/s1600/Fantasia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5470379911574228786" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 136px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/S-qxi9fQjzI/AAAAAAAABAI/1TNUUJTL7Z0/s400/Fantasia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Fantasia Lusitana&lt;/em&gt; traz-nos o choque entre dois elementos: a solenidade condescendente e eucarística da propaganda fascista e os relatos contrastantes de olhares exteriores. A alegria excepcional da Lisboa neutral da II Guerra que o regime vende e sensação de falsificação que transmitia a alguns dos seus visitantes.&lt;br /&gt;Esses olhares, as únicas vozes dissonantes do tom geral de elogio, são especialmente pertinentes pela mentes intelectualmente despertas e críticas que os escreveram: Erika Mann, filha de Thomas Mann; o expressionista Alfred Doblin (com locução bem significativa de Hanna Schygulla – actriz de “Berlin Alexanderplatz”, adaptação televisiva de Fassbinder do romance do escritor); e Saint Exupery.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O efeito humorístico de &lt;em&gt;Fantasia Lusitana&lt;/em&gt; começa logo no genérico “visado” de João Canijo. Mas o seu tom caricatural não é manipulado. Brota directamente da tal máquina laudatória sem limites à desonestidade intelectual que moldava opiniões naquele período.&lt;br /&gt;Para este efeito concorre muito a sua sistematização documental coerente . A recolha de arquivo é altamente ambiciosa, patente na vasta lista de fontes no genérico final. Trabalhar com material tão imenso foi, seguramente uma árdua tarefa de articulação de peças. Bem sucedido sem dúvida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Visto com um prisma quase à “Attenborough”...parece dizer “vejam o que isto era..pensem no que ainda ficou”. A escolha do período em análise (II Guerra Mundial) não é, de resto, acidental. Existe uma ligação óbvia ao idílio do Portugal neutral ao país actual que, atarantado, percebe o quão aberto (e logo exposto) está ao mundo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-7818373240470962744?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/7818373240470962744/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=7818373240470962744' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/7818373240470962744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/7818373240470962744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2010/05/fantasia-lusitana.html' title='Fantasia Lusitana'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/S-qxi9fQjzI/AAAAAAAABAI/1TNUUJTL7Z0/s72-c/Fantasia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-3521339257233259790</id><published>2010-04-26T13:35:00.001-07:00</published><updated>2010-04-30T06:34:10.811-07:00</updated><title type='text'>A Nuvem de Interações</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/S9nFmL81ugI/AAAAAAAAA_o/TNuF9ZiAo8w/s1600/tara.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 90px; DISPLAY: block; HEIGHT: 135px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465616882624477698" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/S9nFmL81ugI/AAAAAAAAA_o/TNuF9ZiAo8w/s400/tara.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fui, para conhecer um pouco este lado do cinema, ao Lisbon Talks do Indie Lisboa. O tema: produção e comercialização de filmes independentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sempre bom, para alguma &lt;strong&gt;perda de inocência&lt;/strong&gt;, saber como o percurso artístico de um filme se faz de uma nuvem densíssima de interacções comerciais.&lt;br /&gt;Percebi que artistas como Johnnie To ("Eleição") e Pablo Trapero ("Leonera") garantiram a universalidade do seu trabalho, escapando à sentença de provincianismo, pelo recurso a agentes de representação comerciais (os mais capazes, procurados como pérolas, que deixarão na parteleira treslidos milhares de guiões e apresentações). Como a vocação de um filme pode casar ou não, para seu benefício ou fracasso comercial, com a produtora ideal e que esta terá um papel vital no itinerário festivaleiro da obra e relação com os respectivos comissários de programação. A comissária do Festival de Lugano assumiu que tão importante como ver filmes (vinha de 52 visionamentos na Turquia!) era conhecer seus criadores e ter deles um feeling (um "feeling" vejam bem;). Que nos festivais também os agentes de imprensa têm papel de relevo. Que neles todo um circo de interacções ditará uma parte do seu box office. Que chegado ao distribuidores internacionais também a química certa será essencial para o sucesso do filme. Que até ao nível das salas a viabilidade de um filme se faz: a produtora de Pedro Costa fez chegar uma cópia de "Ne Change Rien" aos Estados Unidos que numa sala apenas chegou ao top 3 nacional na relação sala/espectadores, aumentando a sua visibilidade. Há, não esquecer, que também os críticos podem mudar a história. O agente comercial que por lá passou referiu a importância da opinião das revistas "Screen" e "Variety" para as perspectivas comerciais de um filme independente e que, conhecendo os seus cronistas, tem um especial cuidado nos convites de visionamento que faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconcertante não é? Saber que alguns filmes povoarão para sempre o nosso imaginário e que obras de igual potencial mítico nunca sairão do casulo por questões desta natureza...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sociólogo francês Pierre Bordieu no livro "As Regras da Arte" relativizou, na análise do sector cultural, a ideia do indivíduo isolado, do génio singular e de uma universalidade das categorias que espontaneamente se utilizam para pensar, discutir e qualificar as obras intelectuais ou estéticas.&lt;br /&gt;A subjectividade e a o jogo de legitimidades que difine a cotação de um artista está bem patente no campo de forças que descrevi antes: uma nebulosa teia, onde o talento e génio têm certamente lugar, mas cujo ao &lt;em&gt;rótulo prévio &lt;/em&gt;somos vulneráveis por mais que o tentemos desconstuir: "este é bom, ganhou Cannes!"; "teve boas críticas"; "direitinho de Sundance, deve ser bem original"; "vejam a visibilidade internacional do novo cinema romeno, é lá que encontramos bom cinema" - simplismos que todos partilhamos e partilharemos por necessidades de arrumação intelectual do aletório - no cinema como na vida;)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-3521339257233259790?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/3521339257233259790/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=3521339257233259790' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/3521339257233259790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/3521339257233259790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2010/04/nuvem-de-interacoes.html' title='A Nuvem de Interações'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/S9nFmL81ugI/AAAAAAAAA_o/TNuF9ZiAo8w/s72-c/tara.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-92668483975040616</id><published>2010-04-26T13:34:00.000-07:00</published><updated>2010-04-29T03:58:15.249-07:00</updated><title type='text'>Indie - Impressões Pessoais</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/S9lmPxRRz5I/AAAAAAAAA_I/X0klrIGQIDg/s1600/indie.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 136px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/S9lmPxRRz5I/AAAAAAAAA_I/X0klrIGQIDg/s400/indie.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465512043900686226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Greenberg de Noah Waumbach&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É a normalidade gritante das suas personagens que o &lt;em&gt;indiefica&lt;/em&gt;. Dilemas existenciais, bloqueios emocionais...tudo variáveis dramáticas mais que vistas. São  questões que, por serem batidas e tratadas sem brilho ou artifício, dão ao filme o seu tom melancolicamente cómico. &lt;br /&gt;Mas algo lhe falta para que ultrapasse um mero exercício activista de um estilo alternativo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Masterclass com Heddy Honningman&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Senhora super humana e emocional que retrata o amor em todas as suas formas. É uma obra de fidelidades a sua: entre seres humanos; e ao cinema. Chegou mesmo a ganhar um "persistence of vision award" lembrou. Ela fala de um amor ao cinema e à obra que se sente, na sua presença ou ausência, até num filme violento de Scorsese. Adorei conhecer a senhora e fico ansioso por ver o seu "Undergroung Orchestra", um documentário sobre os artistas de rua no metro de Paris &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eamon &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O meu filme preferido do Festival atá agora. O dano colateral de frustrações pessoais e conjugais acumuladas é Eamon - um simples e normal miúdo. É uma comédia negra que deixa forte impressão falando, com uma singela história, de um profundo assunto - o lado lunar da vida famíliar. Vale mesmo a pena ver!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-92668483975040616?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/92668483975040616/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=92668483975040616' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/92668483975040616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/92668483975040616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2010/04/indie-impressoes-pessoais.html' title='Indie - Impressões Pessoais'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/S9lmPxRRz5I/AAAAAAAAA_I/X0klrIGQIDg/s72-c/indie.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-6515836855586440919</id><published>2010-04-21T04:50:00.000-07:00</published><updated>2010-04-21T04:53:56.052-07:00</updated><title type='text'>Apresentei o CinAlfama na "Rede" com Nuno Markl</title><content type='html'>Fui apresentar o CinAlfama no programa "A Rede" no canal "Q" do MEO. Falamos das nossas activdades, em particular os filmes suecados dos quais falei em http://gimmicky.blogspot.com/2010/03/suecamos-titanic-no-cinalfama.html . Assim vai o nosso cineclube ganhando peso e participação;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1WwKy9etTuM&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/1WwKy9etTuM&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-6515836855586440919?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/6515836855586440919/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=6515836855586440919' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/6515836855586440919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/6515836855586440919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2010/04/apresentei-o-cinalfama-na-rede-com-nuno.html' title='Apresentei o CinAlfama na &quot;Rede&quot; com Nuno Markl'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-3691226110648016403</id><published>2010-04-12T04:41:00.000-07:00</published><updated>2010-04-13T07:16:49.442-07:00</updated><title type='text'>A Hipnose do Cinema</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/S8MxGYkA2_I/AAAAAAAAA78/VKB8VPsy1hg/s1600/apresenta48%2520cartaz.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 330px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5459261159045651442" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/S8MxGYkA2_I/AAAAAAAAA78/VKB8VPsy1hg/s400/apresenta48%2520cartaz.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fui à mostra de cinema documental de Lisboa "Panorama" este sábado!&lt;br /&gt;Vi dois filmes seguidos, ambos com a temática do ultramar. O alcance, esse, altamente desigual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro, &lt;strong&gt;"Apoteose"&lt;/strong&gt; de António Borges Correia, acompanha o reencontro de veteranos de guerra com seu peso e fantasmas. Mune-se de todo o tipo de artifícios: desde vozes sobrepostas que sugerem a paranóia e stress pós-guerra à absurda encenação final de guerra, os &lt;em&gt;freezes&lt;/em&gt; da imagem sem critério nem impacto, enfim...formas desgarradas de espremer ao limite a sua envolvência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo, "&lt;strong&gt;48&lt;/strong&gt;" de Susana de Sousa Dias (vencedor do "Cinéma du Réel" este ano), reune um conjunto de fotografias de cadastro de prisioneiros políticos e das suas vozes,traçando um fortíssimo retrato dos 48 anos de ditadura em Portugal. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tem um raríssimo ingrediente de duplo vanguardismo: faz-nos enfrentar a realidade da tortura e do tabu fascista num país que muito pouco se massa em repisar tão negro episódio colectivo; e é um tratado fascinante da hipnose do cinema e das possibilidades psicológicas mais primárias da percepção som/imagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fotografias de arquivo sucedem-se, manipuladas com critério e parcimónia. São acompanhadas de relatos. Todos eles lancinantes, super reveladores mas também autênticas pérolas de musicalidade. Mas daquelas frases que um guionista apenas pode invejar tal a sua realidade e idiossincracia. Alguns descrevem sensações, outros, auto-reflexivos, fazem a síntese crítica da suas próprias biografias e narrativas pessoais.&lt;br /&gt;A gestão dos silêncios, murmúrios, suspiros é brilhante e potencia o nosso mergulho emocional nos sofridos momentos retratados. Com o efeito produzido pelo filme, algumas pessoas mais sensíveis sairam mesmo da sala antes do seu fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um filme far-se-á sempre das possibilidades dramáticas e técnicas do seu &lt;em&gt;media&lt;/em&gt;. Mas só um olhar fecundo lhe pode emprestar grandeza e "tridimensionalidade". Foi que o meu sábado me fez perceber com uma nitidez inédita - é uma questão de unhas de facto;)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-3691226110648016403?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/3691226110648016403/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=3691226110648016403' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/3691226110648016403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/3691226110648016403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2010/04/hipnose-do-cinema.html' title='A Hipnose do Cinema'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/S8MxGYkA2_I/AAAAAAAAA78/VKB8VPsy1hg/s72-c/apresenta48%2520cartaz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-7995753374873816611</id><published>2010-04-03T07:57:00.000-07:00</published><updated>2010-04-03T08:03:28.845-07:00</updated><title type='text'>Consultórios de Deus</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/S7dYtUiCw2I/AAAAAAAAA7w/LmJSbqNvZEk/s1600/cataz_consultorios%2520deus.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 375px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/S7dYtUiCw2I/AAAAAAAAA7w/LmJSbqNvZEk/s400/cataz_consultorios%2520deus.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5455927009211499362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;“Consultórios de Deus” é uma visita quase documental a um gabinete de planeamento familiar com inerentes dramas e dificuldades. A realizadora Claire Simon assume com clareza a sua dimensão realista mas, nem por isso, neutra. É documental no sentido em que a câmara assume a observação passiva e sem artifícios. Mas é uma visão engajada na medida em que mostra sem cedências a mulher como o elo mais fraco de uma cadeia de vastos problemas: disfunção familiar; constrangimentos étnicos; desequilíbrio entre géneros; preconceitos culturais… Casos e “pessoas reais” convivem neste filme com a participação de actrizes profissionais e reputadas como Anne Alvaro (vimo-la em “O Gosto dos Outros” de Agnes Jaoui). O filme ganha assim maior peso e inteligibilidade. É filmada friamente a rotina do consultório mas abordados de forma sistemática e abrangente seus temas para aumentar o seu alcance pedagógico.&lt;br /&gt;É importante mostrar as histórias pessoais e emocionais por trás das estatísticas. É particularmente útil para elucidar as frágeis mentes que negam a despenalização da prática abortiva com ignóbeis argumentos de facilitismo e decadência moral. Desconstruir (de si tão frágeis) argumentos é o indesmentível mérito deste filme.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-7995753374873816611?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/7995753374873816611/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=7995753374873816611' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/7995753374873816611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/7995753374873816611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2010/04/consultorios-de-deus.html' title='Consultórios de Deus'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/S7dYtUiCw2I/AAAAAAAAA7w/LmJSbqNvZEk/s72-c/cataz_consultorios%2520deus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-1232241661862918195</id><published>2010-03-16T08:52:00.000-07:00</published><updated>2010-04-03T07:48:24.405-07:00</updated><title type='text'>Suecamos Titanic no CinAlfama!!!</title><content type='html'>Participei, no CinAlfama, na "suecagem" do Titanic. E foi o regabofe. Perguntam vocês: "suecagem?!"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começou com o delicioso filme  de Michel Gondry "Be Kind and Rewind". Recomendo vivamente que o vejam. É simples, hilariante e comovente. &lt;br /&gt;Dois jovens que desmagnetizam todas as cassetes de um video clube do qual ficaram temporariamente encarregue de cuidar decidem, aflitos, não desiludir os clientes fazendo versões artesanais dos filmes requeridos que supostamente por virem da Suécia seriam mais caros - são filmes Suecados. Resultado: a criação de um culto local em que as ditas fitas "sweded" voam como nunca. &lt;br /&gt;Tudo isto num cenário de declínio de um verdadeiro espírito comunitário em torno do cinema. O que estes dois conseguem é, na pequena localidade de "Passaic - New Jersey", abanar o pessimismo e criar sinergias nunca vistas desde que a lenda de Jazz "Fats Waller" por ali fazia história!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme casa na perfeição com o espírito de um cineclube! Foi por esse motivo que com todo o contentamento suecamos (eu e mais 20 &lt;em&gt;criativos&lt;/em&gt;:)) o clássico de James Cameron! Foi uma experiência inocente e pura que nos remeteu deliciosamente para a infância e toda a energia e liberdade que então sentiamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/VYOKFV0XNZA&amp;hl=pt_PT&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/VYOKFV0XNZA&amp;hl=pt_PT&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinema como vida, como comunhão, como criancice! Tudo isto numa noite memorável. Veja agora o fruto do nosso labor! Foi feito com alma e coração, sweded style;)Encontrará no youtube inúmeros exemplos deste culto de improviso cinemático que o filme iniciou (basta pesquisar pela palavra "sweded"). O nosso não lhes fica nada atrás!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/sXIkg1rYdjc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/sXIkg1rYdjc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-1232241661862918195?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/1232241661862918195/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=1232241661862918195' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/1232241661862918195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/1232241661862918195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2010/03/suecamos-titanic-no-cinalfama.html' title='Suecamos Titanic no CinAlfama!!!'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-289676304595370698</id><published>2010-03-02T08:17:00.000-08:00</published><updated>2010-03-08T09:28:22.279-08:00</updated><title type='text'>Cinema Português Entricheirado</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/S41BlSXfgSI/AAAAAAAAA5o/kuFZxxbmzeY/s1600-h/ap.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444079633402134818" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 101px; CURSOR: hand; HEIGHT: 112px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/S41BlSXfgSI/AAAAAAAAA5o/kuFZxxbmzeY/s400/ap.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Li com interesse a recente polémica António Pedro Vasconcelos (APV)/Vasco Câmara (VC). O Primeiro luta contra o imperialismo do cinema de autor no financiamento da produção nacional e uma crítica autista e pretensiosa. O segundo respondeu arrasando qualquer mérito ao pretenso filme comercial de qualidade "A Bela e o Paparazzo".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De &lt;strong&gt;um lado&lt;/strong&gt; temos a apologia feroz de um espírito comercial descomplexado no cinema português. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Levar o cinema para além da subsídio-dependência é sem dúvida um imperativo quando as taxas de consumo de produto nacional são quase recorde negativo absoluto na Europa. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas APV, como outros, entrincheira-se no na defesa absolutista da inteligibilidade e linearidade narrativa: filmes para o público (diz, a este propósito, ele que adorava Godard até ao momento em que se assumiu em todo o seu insuportável experimentalismo). &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há em Portugal gente ávida de chegar finalmente às massas com mensagem e conteúdo. Mas os resultados traduzem ainda uma clara crise de identidade, própria de um novo filão (o do grande público apoiado pelas televisões) que ainda adolesce. Querem seguir fórmulas e géneros falando da realidade portuguesa mas não é isso que conseguem: "Corrupção", "Amália", "Kiss me" e tantos outros...são anódinos, insossos e completamente desprovidos de conteúdo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Filmes como "A Bela e o Paparazzo" parecem-me dar mostras, contudo, de algum avanço na técnica. Uma espécie de proto-entretenimento de qualidade que aguarda ainda a irreverência e independência de espírito que lhe dê alma (necessária no cinema de autor como no comercial). De resto críticos como Jorge Mourinha admitem abertamente a baixa bitola portuguesa para justificar a crítica favorável (3 estrelas), como quem diz "ainda assim, é do melhorzinho que se vê por aí..."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De &lt;strong&gt;outro lado&lt;/strong&gt; temos os VC's de Portugal. Recalcitrantes críticos que se arrogam de um sempre elegante estatuto de desalinhado (em relação ao tal cinema comercial como ao seus colegas críticos). Vi recentemente o lindo filme "Um Homem Singular" que marca claramente o ano cinéfilo. O "rebelde" Câmara atribui-lhe 3 estrelas não percebendo que o fazendo o coloca ao nível do eficaz mas pouquíssimo ambicioso documentário "Bobby Cassidy". O seu padrão de crítica é sempre este, de uma pretensiosa e empolada independência aos cânones que me custa a suportar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Entrincheirado segue o cinema português. Para quando um Paul Thomas Anderson por cá. Um grande e independente contador de histórias, que APV tanto elogia (mas que aos seus pés nunca conseguirá chegar).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-289676304595370698?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/289676304595370698/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=289676304595370698' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/289676304595370698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/289676304595370698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2010/03/cinema-portugues-entricheirado.html' title='Cinema Português Entricheirado'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/S41BlSXfgSI/AAAAAAAAA5o/kuFZxxbmzeY/s72-c/ap.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-7511319725603154924</id><published>2010-01-25T05:13:00.000-08:00</published><updated>2010-01-25T05:56:57.280-08:00</updated><title type='text'>Nas Nuvens - Nascemos e Morremos Sozinhos</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/S12i2i0R6MI/AAAAAAAAA4s/3QhDmyUz-SM/s1600-h/nuvens.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430675783621404866" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 180px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/S12i2i0R6MI/AAAAAAAAA4s/3QhDmyUz-SM/s400/nuvens.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fui ver o "Nas Nuvens" e fiquei deliciado! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O filme debruça-se sobre o real/virtual das ligações humanas. O protagonista tem como profissão a espinhosa tarefa de comunicar habilmente despedimentos, suavizando a rutura e reduzindo gastos legais à empresa empregadora. Leva uma vida itinerante. Com ele (como no filme) o efémero é rei. A sua tarefa assim o exige: viver sem o fardo dos laços nem âncoras. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Numa cena notável, é com a distância acrescida de um despedimento via video-conferência que Clooney e a sua imatura estagiária mais se apercebem da angústia e fragilidade que a sua acção desencadeia. Como se na virtualidade tivessem um lampejo de realidade...de tão primárias são as emoções retratadas. De resto o filme é também um retrato cínico das virtudes das estratégias de motivação empresarial que querendo envolver, alienam. É um tema com um forte eco no pós &lt;em&gt;sub-prime &lt;/em&gt;em que vivemos!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As interações que a personagem principal estabelece com as personagens secundárias (bem vincadas sem serem bonecos ou caricaturas) faz com que ele se vá conscencializando de algumas lacunas na sua vida e vislumbre um novo rumo para a sua existência desalmada. Fá-lo gradualmente e sem epifanias. Mas o ponto de viragem, já com a "felicidade" no horizonte, é cru e precipita o filme para um fim amargamente irónico.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A história não "arredonda" a sua moral com a apologia redentora da família. É na relação que temos connosco próprios que reside um eventual "propósito de vida". Assim, o vazio pode existir numa vida de permanente exílio como num ambiente familiar. Parece ser essa a premissa dramática com a qual, de resto, me identifico plenamente. A metáfora das núvens isso transmite: é um estado de espírito.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É raro, mas que bom saber que um filme limpinho e formulaico nos possa trazer questões tão substanciais! Sem lamechices nem manipulações. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-7511319725603154924?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/7511319725603154924/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=7511319725603154924' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/7511319725603154924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/7511319725603154924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2010/01/nas-nuvens-nascemos-e-morremos-sozinhos.html' title='Nas Nuvens - Nascemos e Morremos Sozinhos'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/S12i2i0R6MI/AAAAAAAAA4s/3QhDmyUz-SM/s72-c/nuvens.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-721583165488418856</id><published>2010-01-25T04:22:00.000-08:00</published><updated>2010-01-25T04:25:24.435-08:00</updated><title type='text'>Moore Assume-se Guerrilheiro</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/S12NizBG31I/AAAAAAAAA4k/yfD6rCH1HoM/s1600-h/%C2%B4capita.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430652354628607826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 180px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/S12NizBG31I/AAAAAAAAA4k/yfD6rCH1HoM/s400/%C2%B4capita.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;“Capitalismo, uma história de amor” é, juntamente com “Larry and Me”, o filme mais honesto de Michael Moore. O realizador assume, desta vez, sem pudor o seu engajamento ao invés do papel de falso jornalista. A fronteira da propaganda satírica e informação é bem mais clara do que em Farenheit 9/11, por exemplo.&lt;br /&gt;É igualmente o seu filme mais pessoal. Fala com o seu pai e recorda a sua vivência no cenário pós-industrial de Flynt Michigan. O tema é o mesmo que explorou no seu filme inaugural que agora recupera: o declínio e indignidade do trabalho que o desiquilíbrio desregulado forças significou. O liberalismo fundamentalista como inibidor democrático é uma tese que dificilmente deixamos de aderir qualquer que seja a ideologia. E assim a credibilidade da tese que nos traz se aguenta bem melhor do que noutros dos seus filmes.&lt;br /&gt;A forma como Moore doseia documento com showbizz é, por vezes, perversa. Não perde legitimidade por isso. Mas as doses massivas de ironia com que o faz intoxicam, por vezes, o esforço de sistematização e recolha de imagens (no qual é mestre) sobre as quais a sua narrativa se constrói.&lt;br /&gt;Mas Moore quer chegar às massas. Nunca o escondeu. Incluir o clero no rol de anti-capitalistas mostra bem a preocupação constante que Michael Moore tem em adequar o produto final ao maior mercado possível. Utiliza, para esse fim, a legitimidade religiosa que tanto questiona...mas os fins justificam sempre os meios quando a lógica é de guerrilha.&lt;br /&gt;Não é um documentarista no sentido objectivo do termo. É assumidamente panfletário no seu simplismo. Tal como em “Sicko” insiste na redutora oposição EUA selvajaria liberal Vs. Europa cenário solidário e justo. BPN's e afins mostram-nos diariamente quão vulnerável é o poder político ao económico...lá como cá.&lt;br /&gt;Também neste filme assume a habitual pose narcisista, rebelde e libertadora (como a cena eficaz da selagem policial de Wall Street) mas fá-lo com mais parcimónia. Até na informação e recolha factual vai algo mais longe (na explicação sobre hedge funds, por exemplo).&lt;br /&gt;A eleição de Barack Obama é o mote de mudança e mensagem de esperança com que o filme e suas mensagens se concretizam (foi, de resto, a eleição do mesmo que guiou Moore na decisão do tema do filme). Um novo rumo, neste caso na condução de política económica e financeira dos EUA. É Moore e seu maniqueismo metódico: vemos os dois primeiros terços do filme (pré-Obama) como a era das trevas e o final como uma nova alvorada. Mas...de algum modo, neste filme o simplismo perdoa-se tal é a força do que nos mostra. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-721583165488418856?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/721583165488418856/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=721583165488418856' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/721583165488418856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/721583165488418856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2010/01/moore-assume-se-guerrilheiro.html' title='Moore Assume-se Guerrilheiro'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/S12NizBG31I/AAAAAAAAA4k/yfD6rCH1HoM/s72-c/%C2%B4capita.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-188065773309767885</id><published>2010-01-25T04:13:00.000-08:00</published><updated>2010-01-25T04:21:55.196-08:00</updated><title type='text'>Copolla no Estoril</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/S12Mr6l7sDI/AAAAAAAAA4c/wo4CtkaH4_k/s1600-h/tetro.bmp"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/S12L2HstFlI/AAAAAAAAA4M/jIMsmC7WJrQ/s1600-h/100_4220.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430650487574435410" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/S12L2HstFlI/AAAAAAAAA4M/jIMsmC7WJrQ/s400/100_4220.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Conferência de Imprensa&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Copolla diz que Tetro é o seu filme mais pessoal. Mas embora as afinidades com a sua vida pessoal e as gerações de criativos que a sua família seja evidente não assumiu ser autobiográfico. Ao contrário da dinâmica familiar de Tetro, na sua família sempre se encorajou a veia artística e a individualidade diz. A família de Tetro, por sua vez, é cruel e castradora.&lt;br /&gt;O realizador assumiu ter corrido um risco comercial com a opção das duas línguas e do preto e branco (tal como o inglês e o italiano coexistiam no Padrinho). Gosta da voz do actor na sua língua original. Os americanos são algo intolerantes com as legendas mas algo já mudou a esse respeito na nova geração. Veja-se Crouching Tiger e o sucesso retumbante que teve.&lt;br /&gt;Teve também que enfrentar reservas em relação à excentricidade de Vincent Gallo e eventuais dificuldades na colaboração. Entre as suas reputadas excentricidade sabe que vendeu o seu esperma por um milhão de dólares no seu site. Mas tudo correu de feição. Revelou-se cooperante e pleno de úteis sugestões como Francis gosta de dirigir.&lt;br /&gt;Francis auto-apelidou-se, curiosamente, de sloppy filmmaker no sentido em que tende a não stressar com pré-concepções de planos e filmagens. Mas diz em Tetro diz ter sido perfeccionista. Um filme do coração e feito com precisão (taylor made foi a expressão que utilizou quando o apresentou num lotado segundo visionamento).&lt;br /&gt;A sua ideia de cinema é dinâmica. Diz ter ainda muito que aprender sobre a sua arte. O cinema é uma linguagem que muda constantemente (conceptual e tecnologicamente). “Se assim não fosse ainda falariamos latim”. A vitória do digital sobre a película é apenas mais um passo dessa revolução permamente à qual, curiosamente, apenas os realizadores mais jovens resistem. Talvez, disse, por uma ligação simbólica a um suporte com o qual cresceram e que brevemente verão, pesarosamente, morrer. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Apresentação do Filme Tetro&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Francis fala do seu renovado período criativo como a segunda parte da sua carreira: projectos independentes auto-financiados pela sua produtora American Zoetrope (que recentemente transmitiu ao seu clã), ultra pessoais e mais próximos do cinema de autor de inspiração europeia.&lt;br /&gt;O filme que mais o realizou e aquele que é para os seus fans (para mim seguramente) o seu melhor de sempre O Vigilante (The Conversation) já era uma declaração de amor à liberdade narrativa pela qual várias correntes fílmicas europeias pugnaram.&lt;br /&gt;Mas O Vigilante e Tetro é dia e noite. Copolla quis pôr demasiado neste último. Da rivalidade fraternal e sua raíz familiar contrói um desmesurado jogo de referências trágicas clássicas e uma matiz quase bíblica e insuportavelmente ambiciosa do ponto de vista dramático. Nunca o tom do filme é convincente. Não nos transmite sequer o calor de Buenos Aires quando é o cenário e a sensação de deslocação um elemento emocional importante no filme.&lt;br /&gt;Copolla dizia no melhor making off da história do cinema Heart of Darkness – a Filmmaker's Apocalipse (sobre Apocalypse Now obviamente) que queria naquele filme ter ganchos e momentos de espanto regulares, queria jogar com as convenções de mercado para que tão politica e pessoalmente engajado filme chegasse às massas. Fê-lo preservando todo o seu potencial perturbador sem abdicar de simbolismos e subjectividade de leituras. Também se referiu no passado, quase desdenhosamente, a “O Padrinho” como um filme altamente comercial cuja grande utilidade pessoal foi a possibilidade financeira de embarcar em projectos mais pessoais.&lt;br /&gt;Mas foi neste período (o tal primeiro momento da sua carreira) que se afirmou como genial e brilhante realizador e argumentista. “O Vigilante” é um portento de limpeza e economia dramática. Todos os fragmentos estão lá por um motivo e a premissa dramática apresenta-se de forma gradual mas esmagadora. Tetro é muito mais abstracto mas é uma tentativa de “libertação” falhada.&lt;br /&gt;Parece-me pois ser no terreno das convenções e das regras de mercado que Copolla mais se liberta, por mais paradoxal que isto possa parecer. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-188065773309767885?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/188065773309767885/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=188065773309767885' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/188065773309767885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/188065773309767885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2010/01/copolla-no-estoril.html' title='Copolla no Estoril'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/S12L2HstFlI/AAAAAAAAA4M/jIMsmC7WJrQ/s72-c/100_4220.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-3059047506106774601</id><published>2010-01-25T04:06:00.000-08:00</published><updated>2010-01-25T04:11:36.536-08:00</updated><title type='text'>Juliette &amp; Eu</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/S12KMW0cbDI/AAAAAAAAA4E/26K6NVSzHDQ/s1600-h/100_4194.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430648670567296050" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/S12KMW0cbDI/AAAAAAAAA4E/26K6NVSzHDQ/s400/100_4194.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Tinha 15 anos. Num típico isolamento adolescente fui para o quarto ver televisão num sábado à noite enquanto a família estava na sala. Na era do monopólio público da televisão as opções eram escassas. Na Tv2 começava a rubrica “O Filme da Minha Vida”. A convidada da noite era a Catarina Portas. Apresentava “Les Amants du Pont Neuf” (1991) uma paixão que contraiu numa sua estadia em Paris. Lembro-me perfeitamente do efeito que teve sobre mim. Começava negro, com personagens marginais num típico clima existencialista do cinema francês. Naquela noite, tive o primeiro sentido de humanismo e sentido crítico ao ver televisão. Podem achar exagerado, mas foi uma experiência de crescimento.&lt;br /&gt;Era um adolescente reservado, taciturno e algo solitário. Foi nos filmes que me senti em comunhão com outras pessoas. As primeiras viagens à minha consciência e densidade fizeram-se com filmes e Binoche teve um papel quase inaugural nesse despertar.&lt;br /&gt;No meio de todo a miséria humana e disfunção emocional dos protagonistas do filme há imagens muito fortes e marcantes de espontaneidade e libertação que me marcaram. Julliete Binoche transmitia com seu olhar um enorme vazio mas também um férreo desejo de mudança. Transmitia tristeza e alegria com igual amplitude e comoção. Aliás, Godard descobriu-a e convidou-a para “Je vous salue, Marie” (1985) depois de ver uma foto sua. Nela Juliette mostrava o seu olhar penetrante. Descreve agora as circunstâncias da mesma. Estava no momento amuada com o seu primeiro namorado. Mas já lá estava o olhar, a presença e a sua vibrante fotogenia! Pude logo a seguir confirmar o tal ar inocente mas torturado num dos outros filmes da minha vida: “A Inustentável Leveza do Ser” de Phillip Kaufman. E depois a sua face mais visceral, sexual e obsessiva em “Damage” de Louis Malle. Estava feita a apresentação. Fiquei fascinado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não mais a perdi de vista. Pesquisei o seu percurso e percebi, com a sua precocidade (no Conservatório aos 15) e por ter nascido no teatro (ambos os pais actores), donde lhe vinha esta relação de entrega incondicional com a arte. A própria actriz diz no documentário Binoche sur Les Yeux, realizado pela sua irmã Marion (apresentado no Festival do Estoril), que cresceu a ver o pai excepcional em palco e a compulsão para o teatro da sua mãe. Assim, desde cedo e depois da primeiras experiências em palco encontrou o seu desígnio. Revelar emoções através da auto-descoberta – representar! Vem daí a paixão invulgar com que se entrega aos papeis. No seu livro “Portraits in Eyes” em que retrata subjectivmente os realizadores com que trabalhou nos seus 25 anos de carreira diz no prefácio: “in films I allways want to get closer, too close perhaps...”. Sendo a rodagem de um filme uma experiência à qual se entrega com toda a sua energia emocional é com naturalidade a importância que uma comunhão espiritual e ligação intensa com os realizadores seja tão fundamental. O cinema é, para Binoche, literalmente, uma obra de amor!&lt;br /&gt;Aprendeu para André Techiné a tocar violino com o mesmo amor que se entregou recentemente à dança numa digressão internacional de nome “In I” com o coreógrafo Akram Khan.&lt;br /&gt;Refere-se a técnica como algo atrás do qual se pode esconder. No bailado a sensação de nudez, da qual nunca fugiu na sua carreira, é total por não dominar essa técnica. Esse desafio permanente aos seus medos é o mote da sua vida.&lt;br /&gt;Deu-me filmes que perturbaram como “Bleu”, filmes que me passaram ao lado como a adaptação das Bronte em “O Monte dos Vendavais”, pirosices que me custaram a perdoar como “Jet Lag”, coisas simples e bonitas como “Chocolate”, excelentes como “Caché” ou medíocres como “Maria Madalena”…Mas a relação foi sempre de enorme proximidade com ela. Lembro-me de ir ver “Um Divã em Nova Iorque” duas vezes ao King, de tal maneira a sentia como antídoto ao tédio e solidão.&lt;br /&gt;A sua consagração pelo Paciente Inglês roubou-me da relação quase exclusividade que ambos tínhamos. Passa a ser a mais internacional das actrizes francesas. Longe de ser o seu filme mais brilhante. O óscar por Paciente Inglês não foi, admite, das suas mais ambiciosas transformações. Refere-se a ele como óscar de presença.&lt;br /&gt;Binoche disse na apresentação do referido documentário que há que perseguir os sonhos. Mas que a realização dos mesmos é um processo dinâmico. A vida pode-nos atirar novos a qualquer momento. Há que persegui-los auscultando a vida e suas insidiosas pistas. Mas um sonho permaneceu intacto desde que a vi no ecrã! Conhecê-la! Aconteceu no dia 6 de Novembro no Estoril Film Festival! As minhas mãos tremiam. Quando chegou a minha vez deixei que a costumeira discussão em torno do til no nome João disfarçasse o meu frisson. Depois foi ela mesmo com uma simplicidade e olhar directo desarmante que me perguntou “o que é que fazes?”. A conversa e a dedicatória seguintes (que guardo para mim) foram ambas curtas mas brutalmente significativas para mim.&lt;br /&gt;Na vida conseguimos mudar um pequeno número de coisas significativas se tentarmos com muita força. Mas há toda uma camada emocional que nos acompanhará para sempre. Vê-la transportou-me à tal noite de descoberta. Consegui vislumbrar, comovido, o que de puto solitário permanece em mim (em todos nós penso). É a transcendência da arte, como janela para o mundo e nós próprios que recupera sensações esquecidas.&lt;br /&gt;É a própria actriz que fala das viagens mais ou menos conscientes nas profundezas de si próprias que a câmara lhe permite...também eu vejo no cinema o meu privilegiado código de leitura da minha realidade. Exemplos de exposição temerária como os seus são, nesse capítulo, a minha matéria prima. Obrigado por existires Juliette!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-3059047506106774601?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/3059047506106774601/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=3059047506106774601' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/3059047506106774601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/3059047506106774601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2010/01/juliette-eu.html' title='Juliette &amp; Eu'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/S12KMW0cbDI/AAAAAAAAA4E/26K6NVSzHDQ/s72-c/100_4194.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-5290656815025757134</id><published>2010-01-18T08:27:00.000-08:00</published><updated>2010-01-18T09:03:56.281-08:00</updated><title type='text'>"Um Profeta" de Jacques Audiard - Filme Assombroso!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/S1SP51Ru6iI/AAAAAAAAA3s/akk33TYzUuA/s1600-h/270x198_0_edbe2540c385618cfffe060d3dee51f1_tmp_8d07f7f319096386.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 270px; DISPLAY: block; HEIGHT: 198px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428121674605062690" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/S1SP51Ru6iI/AAAAAAAAA3s/akk33TYzUuA/s400/270x198_0_edbe2540c385618cfffe060d3dee51f1_tmp_8d07f7f319096386.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Filme assombroso este "Um Profeta"!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Combina na perfeição o rigor sociológico com que compõe as suas personagens, a coerente análise da política e esquema de poder que os constrange e a poesia da experiência humana do seu protagonista.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É espantosamente credível como o desespero e angústia de ElDjebena (o protagonista) se converte, com as brutais lições de nihilismo a que é sujeito, em táctica e leitura arguta das rachas do sistema. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O indivíduo ressocializado e identitariamente massacrado obedece na prisão a uma lógica empedernida de sobrevivência. Mas o nosso anti-herói fá-lo egoisticamente a solo, fungindo ou manipulando as lógicas do jogo(grupo) por perceber a lógica falsamente solidária e implacável que as define (corporizada no arrepiante líder corso Cesar Luciani, magneticamente representado por Niels Arestrup).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tudo isto retratado com uma comovente honestidade! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tem cenas que ficam para a história...o tiroteio em slow motion no confinado espaço de um carro, a atropelamento profético de um viado...só vendo é que percebem do que falo!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vendo coisas como "Um Profeta" lembro-me confundido do lugar comum pseudo-cinéfilo: "hoje em dia parece que já não se fazem grandes filmes"...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-5290656815025757134?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/5290656815025757134/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=5290656815025757134' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/5290656815025757134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/5290656815025757134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2010/01/um-profeta-de-jacques-audiard-filme.html' title='&quot;Um Profeta&quot; de Jacques Audiard - Filme Assombroso!'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/S1SP51Ru6iI/AAAAAAAAA3s/akk33TYzUuA/s72-c/270x198_0_edbe2540c385618cfffe060d3dee51f1_tmp_8d07f7f319096386.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-1548629329891699414</id><published>2010-01-08T03:03:00.000-08:00</published><updated>2010-01-08T03:04:56.227-08:00</updated><title type='text'>Dia do Brasil no CinAlfama - Dia 10!</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: tahoma, 'Trebuchet MS', lucida, helvetica, sans-serif; font-size: 18px; color: rgb(85, 85, 68); line-height: 25px; "&gt;O CinAlfama vai dedicar um dia ao Cinema e Cultura Brasileiras no dia 10 de Janeiro na Adicense (como habitual;) a partir das 19:30. Haverá, para além dos filmes, outras manifestações culturais brasileiras desde a pintura, música, gastronomia...&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"    style="font-family:tahoma, 'Trebuchet MS', lucida, helvetica, sans-serif;font-size:180%;color:#555544;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 18px; line-height: 25px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"    style="font-family:tahoma, 'Trebuchet MS', lucida, helvetica, sans-serif;font-size:180%;color:#555544;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 18px; line-height: 25px;"&gt;Veja o programa completo em http://cinalfama.blogspot.com/&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-1548629329891699414?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/1548629329891699414/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=1548629329891699414' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/1548629329891699414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/1548629329891699414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2010/01/dia-do-brasil-no-cinalfama-dia-10.html' title='Dia do Brasil no CinAlfama - Dia 10!'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-7431562123465262799</id><published>2009-12-21T04:28:00.000-08:00</published><updated>2009-12-21T07:53:23.207-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estoril Film Festival'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cronenberg'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conferência de Imprensa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fama'/><title type='text'>Cronenberg no Estoril</title><content type='html'>Estive no Estoril Film Festival a cobrir algumas das conferências de imprensa. Deixo-vos algumas opiniões de um dos ilustres convidados da edição de 2009: David Cronenberg. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua &lt;STRONG&gt;relação com o seu perfil público e a fama &lt;/STRONG&gt;em geral.&lt;br /&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-6c0b66284bf377c1" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v3.nonxt6.googlevideo.com/videoplayback?id%3D6c0b66284bf377c1%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330414398%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D1A08138AB5B3E9B438E70FF0BFED40D185AC9080.1DB0B0FEF7BFEDD72A0D63A01725CCFCCE9ACF5A%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D6c0b66284bf377c1%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DDQNi-32_6Z239dBHLaIW5VhIvdo&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v3.nonxt6.googlevideo.com/videoplayback?id%3D6c0b66284bf377c1%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330414398%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D1A08138AB5B3E9B438E70FF0BFED40D185AC9080.1DB0B0FEF7BFEDD72A0D63A01725CCFCCE9ACF5A%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D6c0b66284bf377c1%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DDQNi-32_6Z239dBHLaIW5VhIvdo&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e uma muito interessante visão sobre o seu fluxo criativo e de como os seus filmes são expressão de um projecto filosófico de um percurso de interrogação pessoal:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-fcaa4f2582dac55d" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v9.nonxt1.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dfcaa4f2582dac55d%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330414398%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D243E9CC46B6D0B2F4CEC233388A3FFACC6506CF5.34D68D1A87930DDFA3AA4917E78D2B53C475C718%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dfcaa4f2582dac55d%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DOjRRAge-NVlVcrU8AfzdrBSxjv8&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v9.nonxt1.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dfcaa4f2582dac55d%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330414398%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D243E9CC46B6D0B2F4CEC233388A3FFACC6506CF5.34D68D1A87930DDFA3AA4917E78D2B53C475C718%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dfcaa4f2582dac55d%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DOjRRAge-NVlVcrU8AfzdrBSxjv8&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-7431562123465262799?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/7431562123465262799/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=7431562123465262799' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/7431562123465262799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/7431562123465262799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2009/12/cronenberg-no-estoril.html' title='Cronenberg no Estoril'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-4607789309567231752</id><published>2009-12-17T11:06:00.000-08:00</published><updated>2009-12-17T11:34:45.239-08:00</updated><title type='text'>Alguns dos Filmes da Minha Vida - nº3 - Network</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SyqGphxlvrI/AAAAAAAAA2A/ggHz6BgAzsI/s1600-h/215px-Networkmovie.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416289549865565874" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 215px; CURSOR: hand; HEIGHT: 331px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SyqGphxlvrI/AAAAAAAAA2A/ggHz6BgAzsI/s400/215px-Networkmovie.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Gosto muito do Sidney Lumet. Na sua obra encontro alguns dos meus filmes preferidos: "12 Angry Men", "Veridict" e este excelente e assustadoramente profético "Network".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É um filme de lindos e inusitados diálogos e monólogos, todos eles trabalhados e esculpidos no ritmo e musicalidade. É um filme de escrita virtuosa, pouco dado a economia de palavras. O que nalguns filmes seria sinal de falta de recursos visuais é, na vertigem de "Network", a base da sua dimensão. A trama essa é de uma ironia e mestria inesquecíveis.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Um recém-despedido repórter televisivo em esgotamento emocional liberta, em directo, a sua frustração acumulada numa tirada anti-capitalista que desconstrói o jugo corporativo ao qual a sua própria estação se rendeu. O que seria uma calamidade transforma-se num fenómeno de audiências explorado pela própria. É vendida a personagem do &lt;em&gt;profeta louco&lt;/em&gt; numa corrida louca aos shares de consequências imprevisíveis...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O alcance e olhar aguçado sobre o tão actual e sensível tema da concentração de capital nos media era em 1976 qualquer coisa de espectacular e é sem dúvida um dos filmes aos quais retorno com renovado gozo, tal é a sua dinâmica e finíssimo sentido de humor.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-4607789309567231752?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/4607789309567231752/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=4607789309567231752' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/4607789309567231752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/4607789309567231752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2009/12/alguns-dos-filmes-da-minha-vida-n3.html' title='Alguns dos Filmes da Minha Vida - nº3 - Network'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SyqGphxlvrI/AAAAAAAAA2A/ggHz6BgAzsI/s72-c/215px-Networkmovie.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-3768329978304300961</id><published>2009-11-25T08:51:00.000-08:00</published><updated>2009-11-25T09:05:46.071-08:00</updated><title type='text'>Blogoesfera Cinéfila nº 4 - Café 1935</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sw1h6jubhhI/AAAAAAAAA1o/qAhsBPtMbPk/s1600/cover_200911_final.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 207px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sw1h6jubhhI/AAAAAAAAA1o/qAhsBPtMbPk/s400/cover_200911_final.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408086386192123410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo-vos mais uma sugestão de blog. Este um mixed media de tributo a diversas fontes de inspiração, sobretudo filmes, publicidade e música de outros tempos. De realçar um carinho especial dedicado ao filme noir. É um blog muito bem pensado e cheio de substância e apelo visual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://cafe1935.wordpress.com/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-3768329978304300961?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/3768329978304300961/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=3768329978304300961' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/3768329978304300961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/3768329978304300961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2009/11/blogoesfera-cinefila-n-4-cafe-1935.html' title='Blogoesfera Cinéfila nº 4 - Café 1935'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sw1h6jubhhI/AAAAAAAAA1o/qAhsBPtMbPk/s72-c/cover_200911_final.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-5540588695054747566</id><published>2009-11-24T04:36:00.000-08:00</published><updated>2009-11-25T09:08:31.341-08:00</updated><title type='text'>Cenas das Nossas Vidas no CinAlfama</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sw1kh-dgegI/AAAAAAAAA14/ZEbGuSyhqbk/s1600/350px-Alfama-CCBY.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 350px; height: 156px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sw1kh-dgegI/AAAAAAAAA14/ZEbGuSyhqbk/s400/350px-Alfama-CCBY.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408089262407055874" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O cineclube CinAlfama tem o prazer de convidar todos os que queiram para no dia 4 de Dezembro pelas 21:30 aparecerem na Adicense para mais uma memorável noite!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta vez a ideia é que todos apresentem a cena das vossas vidas (enviem-me o link do youtube) e um comentário pessoal sobre a importância e significado pessoal e emocional da vossa escolha. Está associada a algum período ou episódio das vossas vidas? A alguma história curiosa? - enviem estes elementos para almeidagomes@netcabo.pt - garanto-vos a máxima discrição;))&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cenas irão ser projectadas e os comentários lidos por um leitor aleatório, preservando-se o anonimato das contribuições. &lt;br /&gt;A ideia é partilhar imaginários! Perceber territórios comuns mas também singularidades e, ao mesmo tempo, o que o cinema tem de revelador e auto-reflexivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso a festa continua com comida, bebida e música, com especial destaque para temas de filmes e bandas sonoras!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para info sobre o cineclube e sua localização ir, por favor, a http://cinalfama.blogspot.com/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-5540588695054747566?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/5540588695054747566/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=5540588695054747566' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/5540588695054747566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/5540588695054747566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2009/11/cenas-das-nossas-vidas-no-cinalfama.html' title='Cenas das Nossas Vidas no CinAlfama'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sw1kh-dgegI/AAAAAAAAA14/ZEbGuSyhqbk/s72-c/350px-Alfama-CCBY.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-8939413494032992643</id><published>2009-11-24T03:53:00.000-08:00</published><updated>2009-11-24T12:09:17.524-08:00</updated><title type='text'>As 20 coisas que mais gosto no Cinema</title><content type='html'>.&lt;span style="font-weight:bold;"&gt; a androgenia de Marlene Dietrich&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sww0BU-lcgI/AAAAAAAAAzA/U0K4OynTKlw/s1600/marlene_dietrich.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 290px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sww0BU-lcgI/AAAAAAAAAzA/U0K4OynTKlw/s400/marlene_dietrich.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407754449980846594" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;o final de "The Conversation" do Copolla&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sww0ye8X5WI/AAAAAAAAAzg/3E8RL30OVWo/s1600/conversation.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 273px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sww0ye8X5WI/AAAAAAAAAzg/3E8RL30OVWo/s400/conversation.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407755294469514594" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;. a fotogenia desarmante da Juliette Binoche&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sww0IYx5C4I/AAAAAAAAAzI/paAWoHP3qEo/s1600/breakingandenteringpic8.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sww0IYx5C4I/AAAAAAAAAzI/paAWoHP3qEo/s400/breakingandenteringpic8.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407754571260431234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;os olhos da Cate Blanchet&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sww2X80ZV9I/AAAAAAAAAzo/vn1QMBIw4FU/s1600/CateBlanchett1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 313px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sww2X80ZV9I/AAAAAAAAAzo/vn1QMBIw4FU/s400/CateBlanchett1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407757037655906258" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;o negrume da Jennifer Jason Leigh&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sww0PfQGorI/AAAAAAAAAzQ/8lNqBSeI3c0/s1600/jenniferjasonleighbottle.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 350px; height: 230px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sww0PfQGorI/AAAAAAAAAzQ/8lNqBSeI3c0/s400/jenniferjasonleighbottle.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407754693256848050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Brando&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sww2gSaF1EI/AAAAAAAAAzw/z9tW2mHT9Yc/s1600/brando_onthewaterfront_460.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 339px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sww2gSaF1EI/AAAAAAAAAzw/z9tW2mHT9Yc/s400/brando_onthewaterfront_460.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407757180890108994" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;a câmara e sua dança nos filmes do Scorsese&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sww2p4O5MzI/AAAAAAAAAz4/N0aAR_dZjyo/s1600/martin+scorsese.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 350px; height: 279px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sww2p4O5MzI/AAAAAAAAAz4/N0aAR_dZjyo/s400/martin+scorsese.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407757345662513970" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;fotografia nos filmes do Wong Kar Wai&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sww21GBGcZI/AAAAAAAAA0A/jT93w77Dqhs/s1600/inthemoodforlove-2jpg.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 330px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sww21GBGcZI/AAAAAAAAA0A/jT93w77Dqhs/s400/inthemoodforlove-2jpg.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407757538341319058" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Os zig zag's consequentes de Charlie Kaufman&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sww6M7xZc1I/AAAAAAAAA0I/LArR_6CCXuk/s1600/adaptation-6.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 262px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sww6M7xZc1I/AAAAAAAAA0I/LArR_6CCXuk/s400/adaptation-6.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407761246442845010" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;a perfeição feita filme no The Godfather&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sww8krMXVwI/AAAAAAAAA1g/klecBuGsMrk/s1600/al_pacino_godfather.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 321px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sww8krMXVwI/AAAAAAAAA1g/klecBuGsMrk/s400/al_pacino_godfather.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407763853332666114" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;tensão de James Dean&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sww6N-rzIbI/AAAAAAAAA0g/Lc_J5VO08jE/s1600/james_dean_1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 290px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sww6N-rzIbI/AAAAAAAAA0g/Lc_J5VO08jE/s400/james_dean_1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407761264404537778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;coragem e independência do The Wrestler&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sww6gdMcDjI/AAAAAAAAA1Y/YX5nmfMnbXM/s1600/wrestler_22.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 239px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sww6gdMcDjI/AAAAAAAAA1Y/YX5nmfMnbXM/s400/wrestler_22.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407761581832146482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;a velhice como idade da descoberta em Clint Eastwood&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sww6NtRR7cI/AAAAAAAAA0Y/USV8ldzDGFU/s1600/Clint_Eastwood.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 307px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sww6NtRR7cI/AAAAAAAAA0Y/USV8ldzDGFU/s400/Clint_Eastwood.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407761259729907138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;inquietude sem compromissos de Orson Welles&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sww6b4nZgwI/AAAAAAAAA1I/taW6J7FhFSA/s1600/welles-orson3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 283px; height: 360px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sww6b4nZgwI/AAAAAAAAA1I/taW6J7FhFSA/s400/welles-orson3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407761503293637378" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;eco eterno de um diálogo do Tarantino&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sww6bTVyJ_I/AAAAAAAAA1A/HEsqv2mUXwY/s1600/Pulp_Fiction_Mia.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 175px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sww6bTVyJ_I/AAAAAAAAA1A/HEsqv2mUXwY/s400/Pulp_Fiction_Mia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407761493287643122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;o espanto e mistério de um filme de Kubrick&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sww6NBg-S6I/AAAAAAAAA0Q/T8kGdfsvJaQ/s1600/2001-a-space-odyssey.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 218px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sww6NBg-S6I/AAAAAAAAA0Q/T8kGdfsvJaQ/s400/2001-a-space-odyssey.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407761247984569250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;a beleza na simplicidade em filmes como Lost in Translation&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sww6OLcPguI/AAAAAAAAA0o/deDKiTvRllU/s1600/lostintranslation.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 277px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sww6OLcPguI/AAAAAAAAA0o/deDKiTvRllU/s400/lostintranslation.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407761267828949730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;auto-ironia em geral, a exposta e sofrida de Woody Allen em particular&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sww6cFSUWwI/AAAAAAAAA1Q/-IF9IOCFXtw/s1600/woody_allen_pic.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 289px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sww6cFSUWwI/AAAAAAAAA1Q/-IF9IOCFXtw/s400/woody_allen_pic.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407761506694880002" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;galã que distila com subtileza seu magnetismo e sex apeal. Exemplo supremo:Paul Newman!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sww6bJfsJXI/AAAAAAAAA04/yufOlbCebX8/s1600/paulnewman480.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sww6bJfsJXI/AAAAAAAAA04/yufOlbCebX8/s400/paulnewman480.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407761490644837746" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;. filmes que atacam o vazio como Mystic River&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sww6a08mMOI/AAAAAAAAA0w/-3liz8EmOQI/s1600/mystic_river.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 325px; height: 226px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sww6a08mMOI/AAAAAAAAA0w/-3liz8EmOQI/s400/mystic_river.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407761485128937698" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-8939413494032992643?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/8939413494032992643/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=8939413494032992643' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/8939413494032992643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/8939413494032992643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2009/11/as-20-coisas-que-mais-gosto-no-cinema.html' title='As 20 coisas que mais gosto no Cinema'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sww0BU-lcgI/AAAAAAAAAzA/U0K4OynTKlw/s72-c/marlene_dietrich.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-6885667342411360527</id><published>2009-10-08T09:19:00.000-07:00</published><updated>2009-10-08T09:30:23.466-07:00</updated><title type='text'>CinAlfama - Novo Cineclube</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Ss4TKuVf7cI/AAAAAAAAAw4/9vHkGVjrShg/s1600-h/Alfama03.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Ss4TKuVf7cI/AAAAAAAAAw4/9vHkGVjrShg/s400/Alfama03.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390266878966885826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho um novo projecto que arrancou há um par de semanas que aproveito para divulgar! É o CinAlfama (http://cinalfama.blogspot.com)! É um Cineclube que criei na zona de Alfama. Vou tentar que ele se distinga pela sua originalidade temática e interactividade! Toda a gente pode sugerir ciclos e filmes! Vale tudo: “insanidade no cinema”; “esqueletos no armário”, tudo o que seja pessoal e original pode ser o fio condutor das nossas escolhas fílmicas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O arranque foi no dia 25 de Setembro com o tema "Viagens". Uma sessão em que foi projectada, ao ar livre, a intemporal curta de Georges Méliès "Viagem à Lua" acompanhada em sincronia por um guitarrista profissional da Hungria (www.sandormester.com) e completada com o excelente filme de Martin Macdonagh "In Bruges"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na próxima 4ªfeira dia 14, nova sessão e com dose dupla! Desta vez o tema é "Heróis Caídos em Desgraça"! "Rocky Balboa" e o "The Wrestler" são os filmes escolhidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam toda a info em &lt;strong&gt;http://cinalfama.blogspot.com&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-6885667342411360527?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/6885667342411360527/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=6885667342411360527' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/6885667342411360527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/6885667342411360527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2009/10/cinalfama-novo-cineclube.html' title='CinAlfama - Novo Cineclube'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Ss4TKuVf7cI/AAAAAAAAAw4/9vHkGVjrShg/s72-c/Alfama03.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-7940850708557436772</id><published>2009-09-29T07:51:00.000-07:00</published><updated>2009-10-07T09:02:45.110-07:00</updated><title type='text'>Convidado de Honra nº 5 - Jorge Vaz Nande e "As Portas"</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SsNsR7pns4I/AAAAAAAAAvo/FKhZhDwFqxo/s1600-h/n1806931377_3094.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 186px; height: 160px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SsNsR7pns4I/AAAAAAAAAvo/FKhZhDwFqxo/s400/n1806931377_3094.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387268634591081346" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jorge Vaz Nande &lt;/strong&gt;é colaborador das Produções Fictícias, onde, entre outras funções, gere os conteúdos do blog da empresa. É argumentista da empresa de conteúdos "Bode Expiatório". Fala-nos de várias questões relacionadas com o cinema e guionismo e, em particular, do seu último e original projecto "As Portas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Na tua colaboração com o Bode Expiatório: o trabalho que fazes tem sido feito sobretudo em equipa? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sim, num processo de colaboração e discussão que muitas vezes se estende da equipa criativa até às de produção e artística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quando trabalhas em equipa, como se gerem diferentes sensibilidades? Quando várias ideias estão na mesa qual costuma ser o processo de decisão?&lt;/strong&gt;É primordial que os participantes num brainstorm se dêem bem e tenham respeito mútuo pelas ideias de todos. A partir daí, a discussão das soluções criativas faz-se de comum acordo, tendo em conta a sua exequibilidade e eficácia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Existe alguma hierarquia criativa ou todas as vozes são iguais?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Todas as ideias boas são postas em prática, venham elas de quem vierem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O mercado de trabalho para guionistas como tem evoluído?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O surgimento no mercado de certos canais de cabo com programas sem argumento é um dos maiores incentivos ao reconhecimento da necessidade de argumentistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A técnica da escrita é algo que se interioriza e se torna segunda natureza, ou relembrá-la é ainda, para ti, uma necessidade?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O domínio da técnica, que vai do software informático próprio até ao conhecimento dos princípios da progressão dramática, é o que distingue um verdadeiro argumentista de um simples diletante, tal como em todas as profissões: eu posso conseguir resolver um problema no motor de um carro, mas se desconhecer o nome e funcionamento interno dos componentes, não souber usar ferramentas próprias e não for actualizando o meu conhecimento à medida que vão saindo novos modelos de automóvel, nunca serei um verdadeiro mecânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dá-me um ou dois filmes da tua vida.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"Talk Radio" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SsNsiF0EHBI/AAAAAAAAAvw/HSPlABB7TiU/s1600-h/talk.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 80px; height: 80px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SsNsiF0EHBI/AAAAAAAAAvw/HSPlABB7TiU/s400/talk.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387268912197147666" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O teu projecto As Portas: fala-nos um pouco dele. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"As Portas" foi um desafio de escrita e de produção. Qual a estrutura de uma série interactiva? Como se alia a progressão das personagens à possibilidade de o espectador construir a própria narrativa? Um projecto em que todos deram o máximo e, em tempo recorde, fizeram um excelente produto audiovisual.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-7940850708557436772?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/7940850708557436772/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=7940850708557436772' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/7940850708557436772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/7940850708557436772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2009/09/convidado-de-honra-n-5-jorge-vaz-nande.html' title='Convidado de Honra nº 5 - Jorge Vaz Nande e &quot;As Portas&quot;'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SsNsR7pns4I/AAAAAAAAAvo/FKhZhDwFqxo/s72-c/n1806931377_3094.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-7556378108889248163</id><published>2009-09-24T08:20:00.000-07:00</published><updated>2009-11-22T13:00:26.653-08:00</updated><title type='text'>O Dia da Saia e os Chicos-Espertos</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SruOC5lq63I/AAAAAAAAAvg/YGnGyLnFrao/s1600-h/jupe.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 120px; height: 160px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SruOC5lq63I/AAAAAAAAAvg/YGnGyLnFrao/s400/jupe.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385053959921265522" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “Dia da Saia” é um autêntico tratado de inconsequência e desonestidade intelectuais. Padece de quase todo o tipo defeito. É antónimo de subtileza e uma compilação de parvoices.&lt;br /&gt;Um filme do Adam Sandler, por exemplo, cumpre o seu propósito. É, invariavelmente, mauzinho (excepção ao Punch Drunk Love em que o seu &lt;em&gt;typecasting&lt;/em&gt; de retardado serve bem o filme) sem jamais se arrogar de ser bom. Mas depois há estes chicos-espertos que pensam poder agarrar em temas desta complexidade com o simplismo de um episódio da Rua Sésamo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma professora, de uma problemática escola suburbana de Paris, numa tentativa tresloucada de restaurar a sua autoridade e amor próprio apodera-se de uma arma que um aluno trazia na mochila. Recusando-se a devolvê-la impõe a sua lei e as suas, sempre desprezadas, regras pedagógicas. Os media extrapolam sobre a génese sócio-política deste tipo de episódio, os políticos perseguem as suas agendas pessoais, toda a gente diverge sobre o que se passa naquela sala sitiada, pondo a nú uma gama grande de tensões. &lt;br /&gt;O pano de fundo é o republicanismo francês e a quase “religiosa” laicidade do seu sistema escolar. Tudo é metido ao barulho neste filme! Um cocktail de clivagens étnicas e discriminação de género. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isabelle Adjani é, no papel de professora, das coisas menos credíveis que já vi. Numa tentativa de credibilizar o seu acesso de loucura, a dinâmica, as disfunções da turma e toda a tensão a que está sujeita são expostas a uma velocidade vertiginosa e de forma super- exagerada, quase caricatural. Todo aquele drama se confunde com a comédia, de facto!&lt;br /&gt;Os ganchos da história são de gritar. Um twist atrás do outro. Ora uma miúda argelina pega no revólver como catarse de uma pesada infância, ora um miúdo brutalizado faz o mesmo. As partes oprimidas são assim convidadas pelo guionista, com este dispositivo, a sairem da obscuridade expondo um rol de maleitas sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este filme combina todinhos os clichés dos &lt;strong&gt;filmes de escola &lt;/strong&gt;– com um autista tom de naturalismo e análise social; mas também dos &lt;strong&gt;filmes de reféns &lt;/strong&gt;– lá estão os negociadores divergentes, um deles o abrutalhado para quem “isto era chegar lá e entrar a matar” e um outro que por razões pessoais (tão estupidamente apresentadas) se identifica emocionalmente com a “terrorista”; os sensacionalistas media (o vox populi captado é de ir às lágrimas, lá está o chinesinho e a muçulmana a digladiarem-se com acusações de preconceito;); o maquiavélico político; o familiar demovedor...enfim...um festim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desafio-vos a ver este filme e a discordarem de mim quando digo que é do pior que vi em anos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-7556378108889248163?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/7556378108889248163/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=7556378108889248163' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/7556378108889248163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/7556378108889248163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2009/09/o-dia-da-saia-e-os-chicos-espertos.html' title='O Dia da Saia e os Chicos-Espertos'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SruOC5lq63I/AAAAAAAAAvg/YGnGyLnFrao/s72-c/jupe.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-2377817741275955558</id><published>2009-09-20T07:52:00.000-07:00</published><updated>2009-09-21T05:06:07.727-07:00</updated><title type='text'>A Música dos Diálogos no Mundo de Quentin</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SrZJ-KjZAYI/AAAAAAAAAvQ/5YTvhXKnNnA/s1600-h/inglorious-basterds.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 218px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SrZJ-KjZAYI/AAAAAAAAAvQ/5YTvhXKnNnA/s400/inglorious-basterds.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383571736901517698" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;David Lynch diz que cada papel terá 5 ou 6 actores que o podem fazer igualmente bem, mas que há sempre um ideal. Ou seja, que poderão existir 5 ou 6 excelentes potenciais performances mas que todas serão diferentes. Diz que, um pouco como na música, a mesma peça tocada com uma flauta ou com um trompete pode sempre oferecer algo de maravilhoso mas completamente distinto, duas direcções diferentes. Compete ao realizador escolher a sua via. &lt;br /&gt;Lembrei-me desta opinião quando ouvi Quentin Tarantino a falar do seu excelente filme Inglorious Basterds. O processo de casting, dizia ele, foi um desafio de muitos meses pois procurava não só a necessária fluência multilingue nos seus actores mas também a necessária poesia nessa fluência: a tal música que Lynch falava e que só um escritor de diálogos prodígio como Tarantino consegue antecipar aquando da escrita. &lt;br /&gt;O seu fetiche "dialoguista" enfatiza a tal musicalidade que se completa, porém, na vida própria que um determinado actor lhe empresta. A austeridade da língua alemã representaria um enorme desafio ao tal desejado "calor" rítmico das palavras. Solução: o já mítico Coronel Hans Landa representado pelo Christoph Waltz! Um tiro de casting miraculosamente certeiro: o tal homem que domina três idiomas e todos eles com uma graciosidade adequada à sua implacável mas cortês personagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o próprio actor que fala do seu enorme e bem sucedido desafio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Af0-9HBn5xM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Af0-9HBn5xM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A erudição dos Cahiers du Cinema classificou, sem desdém nem soberba intelectual, Tarantino de realizador inculto. Na medida em que as suas revisitações de géneros fílmicos são feitas com um enciclpédico conhecimento da história do cinema mas sem preocupações reflexivas. &lt;br /&gt;Na minha opinião Inglorious Basterds parece-me representar a expressão máxima da sua cinefilia. Já vai além do tal mergulho estético num dado universo de estilo ou a recuperação subversiva (mas respeitosa, quase com vénia) de um género ou época do cinema - é a própria problematização do cinema e seu poder. A imagem é o actor principal do filme. Mergulhar em  Riefenstahl e no culto da imagem no regime Nazi é do que mais ambicioso e problematizante fez. &lt;br /&gt;Mas se no conteúdo vai mais longe, é na sua forma que Tarantino se torna um pouco prisioneiro de si mesmo. Como inovar depois da vertigem e assombro de Cães Danados e Pulp Fiction?! O que consegue é mais alguns espantosos picos de qualidade que ficam para a história do cinema dos quais a primeira cena do filme é a mais marcante! Este filme está bem acima da auto-referenciação desinspirada de Death Proof mas também não é a pedrada no charco que outros foram. Mas também...a fasquia é muito alta;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-2377817741275955558?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/2377817741275955558/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=2377817741275955558' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/2377817741275955558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/2377817741275955558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2009/09/musica-dos-dialogos-no-mundo-de-quentin.html' title='A Música dos Diálogos no Mundo de Quentin'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SrZJ-KjZAYI/AAAAAAAAAvQ/5YTvhXKnNnA/s72-c/inglorious-basterds.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-2181871155561749016</id><published>2009-09-08T07:14:00.000-07:00</published><updated>2009-11-22T13:00:54.812-08:00</updated><title type='text'>Um Mundo Catita! O Real Caricatural</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SqZodynUtUI/AAAAAAAAAvI/6m5iurK6UUI/s1600-h/rdb_artigo_mundocatita.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 167px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SqZodynUtUI/AAAAAAAAAvI/6m5iurK6UUI/s400/rdb_artigo_mundocatita.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379101665952838978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manuel João Vieira (MJV) sempre me pareceu, ele próprio, uma caricatura, uma personagem de ficção. Sempre soube, com uma boa dose de auto-ironia, explorá-la (a personagem): o Manuel boémio e diletante; feio de olhos esbugalhados; estranho e desajeitado; o espalha-brasas; o palhaço triste! Esta série tem a orginalidade de prolongar essa sua dimensão caricatural. Como se fossemos convidados a ver, em filme, aquilo que seria a nossa percepção da sua vida e pessoa. O resultado: o burlesco no seu melhor!&lt;br /&gt;Há certas cenas, como a da actuação do MJV no Natal dos Hospitais, que estão uma delícia de estilo e de kitsch. Também o gag que evoca Bergman e o célebre jogo de xadrês com a morte (Sétimo Selo) está invulgarmente bem recriado para a habitual magreza de meios de uma produção televisiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ficção da televisão pública tem por estratégia associar a marca de “qualidade” a produções avultadas, geralmente reconstituições históricas ou adaptações de romances de grande visibilidade. Tudo muito inócuo e certinho, amarrado a uma noção quadrada de serviço público. De inovador e independente tem feito muito pouco. Mesmo a RTP2 tem, apesar de ser essa a sua vocação, muito pouco currículo na matéria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Objectos como o Mundo Catita, goste-se ou não, em que se aposta na visão própria de um autor de forma íntegra e não moralista é coisa rara. É, no mínimo, animador não ter personagens como MJV confinadas à sobrevalorizada incubadora criativa que é a Sic Radical&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-2181871155561749016?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/2181871155561749016/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=2181871155561749016' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/2181871155561749016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/2181871155561749016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2009/09/um-mundo-catita-o-real-caricatural.html' title='Um Mundo Catita! O Real Caricatural'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SqZodynUtUI/AAAAAAAAAvI/6m5iurK6UUI/s72-c/rdb_artigo_mundocatita.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-7891516444163649971</id><published>2009-09-05T08:52:00.000-07:00</published><updated>2009-09-05T09:36:58.987-07:00</updated><title type='text'>Música Narrativa - nº 5 - The Last Waltz de Old Boy</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SqKQ_3yPZkI/AAAAAAAAAvA/udda_HRAyjo/s1600-h/200px-Oldboykoreanposter.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 285px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SqKQ_3yPZkI/AAAAAAAAAvA/udda_HRAyjo/s400/200px-Oldboykoreanposter.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378020332014626370" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reparo, desde que comecei esta rubrica, que as bandas sonoras da minha vida correspondem quase sempre aos filmes da minha vida. Só prova que um filme tem que nos envolver para que a sua atmosfera musical marque a nossa viagem visual.&lt;br /&gt;Aqui vai mais um exemplo de um filme que fascina e cuja música amplia o seu impacto, marcando o seu tom emocional.&lt;br /&gt;Esta Last Waltz do apaixonante filme Old Boy (Grande Prémio do Júri em Cannes em 2004) é um tema quente e marcante. De tal maneira que vi o filme há 5 anos e ainda o conseguia cantarolar com clareza. &lt;br /&gt;O filme é uma história de vingança e tabus. A candura de uma valsa colide com a violência das emoções representadas, como se houvesse algo de poético na angústia. É um grande filme e uma grande banda sonora!&lt;br /&gt;A música Last Waltz foi composta pelo sul-coreano Jo Yeong-Wook e deve o seu nome ao &lt;em&gt;Rockumentary&lt;/em&gt; de Scorsese de 1978 (assim como todas as restantes músicas da OST devem seu título a filmes conhecidos, muitos deles &lt;em&gt;noir&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/LM1WEI6_rX4&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/LM1WEI6_rX4&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-7891516444163649971?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/7891516444163649971/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=7891516444163649971' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/7891516444163649971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/7891516444163649971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2009/09/musica-narrativa-n-4-last-waltz-de-old.html' title='Música Narrativa - nº 5 - The Last Waltz de Old Boy'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SqKQ_3yPZkI/AAAAAAAAAvA/udda_HRAyjo/s72-c/200px-Oldboykoreanposter.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-2765814169371478484</id><published>2009-09-02T13:52:00.000-07:00</published><updated>2009-09-02T14:02:21.755-07:00</updated><title type='text'>Lisbon Film Orchestra domingo no Parque Mayer</title><content type='html'>Vi em Dezembro de 2008, num São Jorge repleto, um espectáculo quase perfeito. Uma enorme e excelente orquestra tocava bandas sonoras míticas de vários clássicos do cinema com os mesmos a serem projectados em sincronia! Foi mágico! Senti-me um puto...contive-me várias vezes para não me levantar em apoteose com o Indiana Jones, Star Wars, ET...enfim...&lt;br /&gt;Este domingo a dose repete-se! Recomendo a todos: a Lisbon Film Orchestra vai estar no Parque Mayer este domingo, dia 6 de Setembro às 21:00. Os bilhetes custam apenas 5€. Encontramo-nos por lá!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo-vos com um aperitivo;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="560" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/rNyPu9cx4Vo&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/rNyPu9cx4Vo&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-2765814169371478484?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/2765814169371478484/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=2765814169371478484' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/2765814169371478484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/2765814169371478484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2009/09/lisbon-film-orchestra-domingo-no-parque.html' title='Lisbon Film Orchestra domingo no Parque Mayer'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-2726113857701959563</id><published>2009-09-02T06:21:00.000-07:00</published><updated>2009-09-02T06:39:54.946-07:00</updated><title type='text'>Blogosfera Cinéfila nº 3 - Cadernos do Daath</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sp51W_HxpjI/AAAAAAAAAu4/UAKk2E8Cz4A/s1600-h/david_callema06.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 278px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sp51W_HxpjI/AAAAAAAAAu4/UAKk2E8Cz4A/s400/david_callema06.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376864042888570418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escritor David Soares traz-nos um blog muito bem escrito e coerente. É um autor de registo fantástico e é esse o enfoque deste weblog. A sua actividade inclui a banda desenhada, contos, antologias do género, entre outras produções de romance e ensaios.&lt;br /&gt;Da literatura ao cinema, passando pela crónica e artigo de opinião, é com imaginação e humor que nos põe a par de tudo o que é novidade nas suas áreas de interesse e especialização, tendo o cinema papel de relevo.&lt;br /&gt;A título de sugestão: será ele a moderar o MasterClass com o realizador de Terror Stuart Gordon integrado no MotelX no Cinema São Jorge este sábado, 5 de Setembro, às 19:15. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://cadernosdedaath.blogspot.com/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-2726113857701959563?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/2726113857701959563/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=2726113857701959563' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/2726113857701959563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/2726113857701959563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2009/09/blogosfera-cinefila-n-3-cadernos-do.html' title='Blogosfera Cinéfila nº 3 - Cadernos do Daath'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sp51W_HxpjI/AAAAAAAAAu4/UAKk2E8Cz4A/s72-c/david_callema06.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-1588418396584387490</id><published>2009-08-28T03:17:00.000-07:00</published><updated>2009-09-01T04:44:46.677-07:00</updated><title type='text'>Questões Suspensas nº 2 - The Wire - O Cânone e o Mercado - Parte III</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Entre Bush e Obama! O que tem The Wire de tão Especial&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem ser a série preferida de Barack Obama, o que só diz bem da sua natureza. Se Bush tinha alguma preferência não deveria andar longe do “Walker, o Ranger do Texas” (para baixo). Este facto podendo parecer fait diver é, para mim,  quase uma confirmação – se dúvidas existissem sobre o enorme upgrade de carácter e riqueza de olhar injectados na Casa Branca…do palhaço para quem tudo é preto ou branco ao homem que tem profundo conhecimento dos cinzentos e respectivas gradações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SpewB77KsUI/AAAAAAAAAuw/Ql1nV8NJj9k/s1600-h/The+w5.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 100px; height: 100px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SpewB77KsUI/AAAAAAAAAuw/Ql1nV8NJj9k/s400/The+w5.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374958227602190658" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O enfoque da série é estrutural. Tenta mostrar como as instituições constrangem comportamentos pessoais mas também como certas opções individuais podem alterar jogos de poder. Tudo muito orgânico e intrincado. &lt;br /&gt;Mapeiam-se redes interpessoais com uma minúcia impressionante. Vemos um enorme e brutalmente realista sistema de vasos comunicantes e ficamos banzados com o arbítrio das circunstâncias que, na realidade, ditam as nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma série chata! Indigesta para quem nela não mergulha. Como poucas séries o conseguiram, rompe uma série enorme de formatações televisivas: as personagens são muitas, anti-glamour e anti-heroicas, tão idealistas quanto mesquinhas; apesar de crua a violência é ostensiva e pouco explorada; não tem um claro protagonista; as personagens são postas na ribalta e afastadas abruptamente (como Mcnulty na 4ª série) - a narrativa e personagens sempre ao serviço do gigantesco projecto de análise sócio-política que esta série representa,sempre ao serviço da &lt;strong&gt;estrutura&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma série tão cínica quão comovente e honesta. Uma personagem (não me lembro qual) fala do caldeirão USA como “the american experiment”. É uma frase ambivalente que sintetiza, de algum modo, o espírito de toda a série: fala da sedução da vertigem americana mas com desencanto, sem tréguas nem redenções ingénuas. Uma pequena/grande vitória é sempre seguida de novo e perturbante desafio. A lógica política é de paliativos e impotência. Uma ecologia urbana de frágeis equilíbrios e tensões étnicas e de classe.&lt;br /&gt;Neste sentido há tanto de americano como de global em The Wire. A propensão cíclica e estrutural para a convulsão – algo de estrutural na cidade americana e global.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Spev0pJYfmI/AAAAAAAAAug/pqDkebOWCkc/s1600-h/The+w4.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 100px; height: 100px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Spev0pJYfmI/AAAAAAAAAug/pqDkebOWCkc/s400/The+w4.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374957999223242338" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-1588418396584387490?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/1588418396584387490/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=1588418396584387490' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/1588418396584387490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/1588418396584387490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2009/08/questoes-suspensas-n-2-wire-o-canone-e.html' title='Questões Suspensas nº 2 - The Wire - O Cânone e o Mercado - Parte III'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SpewB77KsUI/AAAAAAAAAuw/Ql1nV8NJj9k/s72-c/The+w5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-1169819293848408119</id><published>2009-08-28T02:56:00.000-07:00</published><updated>2009-08-31T03:58:41.036-07:00</updated><title type='text'>Questões Suspensas nº 2 - The Wire - O Cânone e o Mercado - Parte II</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SpesAo5lJvI/AAAAAAAAAuI/1FEHifenp-Q/s1600-h/hbologohh.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 187px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SpesAo5lJvI/AAAAAAAAAuI/1FEHifenp-Q/s400/hbologohh.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374953807268882162" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dar às Pessoas o que Elas Querem&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dar às pessoas o que elas querem é um falso argumento. É o que se ouve em Portugal a torto e a direito para justificar a esterilidade da produção televisiva nacional. Ouvi, por exemplo, José Eduardo Moniz a descrever o TVI Jornal como um espaço de e para o povo, que veste os jeans, arregaça as mangas e vai à cata do autêntico e português que é o que as pessoas querem num telejornal (se não era isto era uma baboseira semelhante)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bitola e a exigência é um processo dinâmico e dialéctico. O oferta (está estudado) induz a procura. Não é a fatalidade de subdesenvolvimento cultural e estreiteza do mercado que dita a imbecilidade de quase tudo o que se produz na televisão portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Hbo vem prová-lo e é esse o seu legado. Demarcou-se, definiu a sua singularidade e é hoje uma enorme e global marca que, apesar de ter conteúdos muito desiguais no que à qualidade diz respeito, goza ainda, uma década pós-Sopranos, de uma conotação revolucionária. É esse perfil a que se agarra como se de um território próprio se tratasse. &lt;br /&gt;Com o seu rasgo, inovou também na própria comercialização dos seus conteúdos e respectivas plataformas tecnológicas que os veiculam: produz televisão e cinema, bandas sonoras, performances cómicas e lançamento de DVD’s; distribuição de satelites, está na vanguarda de sistemas de codificação e serviços de televisão digital e on demand. (fonte: HBO’s on going legacy de Jefrey Jones e GR Edgerton -http://www.flowconference.org/rt19jonesedgerton.doc)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resultado: é a mais rentável cadeia de televisão da história!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revolução HBO foi a de quebrar expectativas e a standardização do formato televisivo assumindo a vanguarda da narração e estilos de realização até então sempre muito moralmente amarrados à vocação natural de massas da televisão. Neste sentido a televisão suplantou, nalguns casos (repito, a qualidade e inovação dos seus conteúdos parece-me bem desigual) largamente muito do cinema por aí se faz.&lt;br /&gt;Libertou-se da sua preocupação de gerar consensos. Subverteu assim a própria de noção de público alvo, relativizando-a, problematizando-a.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando da tal desigualdade cito os meus 3 exemplos supremos de qualidade e rasgo que nos apresentaram na última década: Os Sopranos; Sete Palmos de Terra e…The Wire.&lt;br /&gt;A marca de irreverência foi tão forte que se gerou uma febre actualmente já um pouco reciclada e canibalizada pelo apetite que tão forte e fidelizado nicho de mercado gerou. Muitas séries da própria HBO se arrogam hoje de um estatuto de pedrada no charco bem duvidoso e exagerado. Toda a gente quer surfar a onda do televisivamente incorrecto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-1169819293848408119?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/1169819293848408119/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=1169819293848408119' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/1169819293848408119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/1169819293848408119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2009/08/questoes-suspensas-n-2-o-canone-e-o.html' title='Questões Suspensas nº 2 - The Wire - O Cânone e o Mercado - Parte II'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SpesAo5lJvI/AAAAAAAAAuI/1FEHifenp-Q/s72-c/hbologohh.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-895089432917806429</id><published>2009-08-07T20:04:00.000-07:00</published><updated>2009-08-28T03:02:33.672-07:00</updated><title type='text'>Questões Suspensas nº 2 - The Wire: O Cânone e o Mercado - Parte I</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SnzyBwsd-qI/AAAAAAAAAtg/XlEukTqFG1Y/s1600-h/252px-Season02_posterart.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 252px; height: 162px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SnzyBwsd-qI/AAAAAAAAAtg/XlEukTqFG1Y/s400/252px-Season02_posterart.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5367430967983995554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São quatro da madrugada numa sexta-feira. Acabei de ver o último episódio da 3ª temporada da série The Wire (A Escuta). Foi uma absoluta vertigem! A primeira série foi brilhante. Mas só agora passado um ano resolvi comprar as 2ª e 3ª séries. E assim se escreveu uma das páginas mais marcantes do meu percurso enquanto espectador. Sendo o cinema e a televisão (da boa) uma dos minhas principais janelas para o mundo, sinto que o meu olhar se refinou com a experiência. Vou ter em muitas situações futuras algo do The Wire no meu arquivo pessoal, ao qual vou, de forma consciente ou não, recorrer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os que paparam febrilmente e de enfiada as 5 séries poderão pensar "descobriu a pólvora o bacano!". Quem sou eu para discordar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver a série deu-me vontade de pesquisar sobre as condições do mercado televisivo americano que permitiram que uma série tão brilhante quanto indigesta tenha visto a luz do dia. Fazendo-o talvez possa tocar também tocar nas fragilidades do nosso meio televisivo.&lt;br /&gt;Premissa de partida que poderá suscitar crítica mas que para mim é axioma: um risco comercial (apesar do culto que gerou)  e que vai tão perturbadoramente fundo e de forma  tão  pouco TVcanónica jamais seria possível em Portugal. Nunca houve nem haverá tão cedo algo daquele calibre e arrojo para os nossos lados. Porquê? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais, em breve;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;só de pensar que ainda tenho 2 temporadas pela frente...o sentimento ambivalente: o deleite ainda não acabou mas só me ocorre...tal como ao  Robert Duvall no Apocalypse Now: "yeah...one day this show is gonna end...:("&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-895089432917806429?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/895089432917806429/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=895089432917806429' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/895089432917806429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/895089432917806429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2009/08/questoes-suspensas-wire-o-canone-e-o.html' title='Questões Suspensas nº 2 - The Wire: O Cânone e o Mercado - Parte I'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SnzyBwsd-qI/AAAAAAAAAtg/XlEukTqFG1Y/s72-c/252px-Season02_posterart.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-7158687574226227903</id><published>2009-07-31T08:46:00.001-07:00</published><updated>2009-07-31T09:40:08.482-07:00</updated><title type='text'>Frost/Nixon - ficcionar para fins dramáticos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SnMZZVfjX5I/AAAAAAAAAtA/feGgrKNlpO8/s1600-h/frost_nixon_ver2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 270px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SnMZZVfjX5I/AAAAAAAAAtA/feGgrKNlpO8/s400/frost_nixon_ver2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364659504185302930" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitei a habitual reposição dos melhores filmes de 2008 no King para ver Frost/Nixon. Estava curioso em saber qual tinha sido a estratégia narrativa para tornar dramatizável uma entrevista, por maior que fosse a sua relevância política e mediática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dita entrevista ocupa 1/3 do filme (percepção pessoal pouco rigorosa, admito). No restante período dedica-se exclusivamente ao &lt;span style="font-style:italic;"&gt;raising the stakes&lt;/span&gt;. O frívolo e diletante talk show host Frost vê no desafio a Nixon um irreversível passo maior do que a perna que lhe pode custar a carreira e o ex-presidente uma última oportunidade de regenerar historicamente a sua imagem de estadista. Tudo isto num fundo de enorme eco sócio-político que tal momento significaria.&lt;br /&gt;Não veria o sempre sensacionalista Ron Howard fazê-lo de forma diferente. Mesmo que o filme se baseie num argumento de Peter Morgan que adaptou para o ecrã a sua peça epónima. Mas quando se fica pelas emoções fáceis de "Mar de Chamas"(1991) ou o sentimentalismo comezinho de "Uma Mente Brilhante"(2001) é uma coisa, para pegar em matérias destas é outra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se utilizam como matéria prima acontecimentos reais a questão da fronteira do ficcionável para efeitos dramáticos é sempre uma questão sensível. Vários dos reais intervenientes do momento retratado vieram desconstruir, não apenas pormenores, mas elementos chave do filme: que a confissão culpa de Nixon não terá sido um momento emocional imponderado; que a relevância do debate esteve longe da dimensão "de mais importante da histórica política" que o trailer apregoa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impossível como é conhecer a total realidade dos factos descritos, não deixou de me parecer evidente alguma preocupação em &lt;span style="font-style:italic;"&gt;puxar&lt;/span&gt; a relevância do momento (e logo do filme). Preocupação que está particularmente patente nos flashbacks que o contextualizam através de comentários dos envolvidos. Estes momentos dão a clara sensação de que as premissas dramáticas e o que está em jogo tem que ser explicado. Deixa muito pouco à interpretação do espectador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim na dialética entrevistador/entrevistado poderia estar o ponto forte do filme: os diálogos são fortes e os actores conseguem ir além da mimética cópia de maneirismos e conseguem uma interessante química. &lt;br /&gt;Na minha opinião teria sido arrojado, isso sim, assentar toda a narrativa no período da entrevista, incidindo no "combate de boxe" (metáfora recorrente que faz referência à protecção do espaço vital e às nuances tácticas do ataque/defesa) e no que ele mostra do poder da imagem e som - das hesitações; trejeitos; tiques nervosos; inflexões de linguagem e em toda a  dialéctica referida. &lt;br /&gt;Perder-se-ia deste modo profundidade no conhecimento da personagem? Não me parece que o filme o consiga de qualquer modo. Umas pinceladas e vislumbres nos intervalos e reuniões de equipas poderiam ser muito mais interessantes do que a convencional e algo artificial história emocional que Peter Morgan engendrou. A ressonância dos factos históricos que o momento evoca seriam a sua riqueza e peso dramáticos e não apresentar a própria entrevista como algo que mudou a história.&lt;br /&gt;Se chegava ou não para uma longa metragem...isso também eu gostaria de saber. Mas, pelo que o filme tem de pior e melhor, não posso deixar de admitir que não lhe fiquei indiferente, longe disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.frostnixonthemovie.com/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-7158687574226227903?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/7158687574226227903/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=7158687574226227903' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/7158687574226227903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/7158687574226227903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2009/07/frostnixon-ficcionar-para-fins.html' title='Frost/Nixon - ficcionar para fins dramáticos'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SnMZZVfjX5I/AAAAAAAAAtA/feGgrKNlpO8/s72-c/frost_nixon_ver2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-1477309435718821630</id><published>2009-07-24T07:01:00.000-07:00</published><updated>2009-08-07T20:36:50.300-07:00</updated><title type='text'>Paradise Omeros de Isaac Julien - que surpresa!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SmnEeGNtT0I/AAAAAAAAAs4/_k4OMTp8yPY/s1600-h/GD9185909%40Artist-Isaac-Julien-i-8551.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 267px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SmnEeGNtT0I/AAAAAAAAAs4/_k4OMTp8yPY/s400/GD9185909%40Artist-Isaac-Julien-i-8551.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5362032852704513858" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SmnDDl84fUI/AAAAAAAAAsw/7MBkoDq3ghc/s1600-h/Paradise-Omeros-3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SmnDDl84fUI/AAAAAAAAAsw/7MBkoDq3ghc/s400/Paradise-Omeros-3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5362031297855782210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei esta semana pelo Guggenheim de Bilbao. Fiquei impressionado pela dimensão e escolhas artísticas do museu. Mas houve uma instalação de video de um senhor chamado Isaac Julien que me impressionou imenso! Não mais deixei de pensar no filme e assim que regressei googlei-o furiosamente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme de 20 minutos baseia-se num poema épico de Derek Walcot que teve, como o nome indica, inspiração no trabalho de Homero. O filme faz pois a associação da epopeia clássica às marcas emocionais de um percurso de emigração introduzindo uma intrincadíssma sucessão de alusões sóciais e étnicas num fundo de associação de imagens e memórias. Mergulhamos num jogo de mistérios e intriga emocional com  associações espontâneas e imagética subconsciente. É uma abstração profunda e sedutora que nos suga e maravilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isaac Julien é conhecido por ter desde o início da carreira o desígnio de desconstruir barreiras entre as diversas formas artísticas, conjugando-as ao serviço da narrativa visual. A negritude e identidade gay são os eixos problemáticos do seu trabalho. Tem como principal reconhecimento o prémio da Semaine de la Critique de Cannes em 1991.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua filmografia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fantôme Afrique (2005)&lt;br /&gt;True North (2004)&lt;br /&gt;Radioactive (2004)&lt;br /&gt;Baltimore (2003)&lt;br /&gt;Lost Boundaries (2003)&lt;br /&gt;Paradise Omeros (2002)&lt;br /&gt;Vagabondia (2000)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;consultem o seu trabalho em http://www.isaacjulien.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo-vos com uma crítica bem detalhada do New York Times e com uma versão (ultra) redux deste fascinante objecto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; http://www.nytimes.com/2003/07/11/movies/art-in-review-isaac-julien-paradise-omeros.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.lumeneclipse.com/gallery/04/julien/index.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-1477309435718821630?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/1477309435718821630/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=1477309435718821630' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/1477309435718821630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/1477309435718821630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2009/07/paradise-omeros-de-isaac-julien-que.html' title='Paradise Omeros de Isaac Julien - que surpresa!'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SmnEeGNtT0I/AAAAAAAAAs4/_k4OMTp8yPY/s72-c/GD9185909%40Artist-Isaac-Julien-i-8551.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-5496187140953644525</id><published>2009-07-24T05:23:00.000-07:00</published><updated>2009-09-08T07:55:41.572-07:00</updated><title type='text'>Shotgun Stories e o  território emocional</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SmmoYQBRLTI/AAAAAAAAAsg/gliAe-ALe2Y/s1600-h/sem+t%C3%ADtulo.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 279px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SmmoYQBRLTI/AAAAAAAAAsg/gliAe-ALe2Y/s400/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5362001965931900210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jeff Nichols traz-nos um olhar independente, sem restricções de economia narrativa, sobre o vazio e prisão emocionais que uma infância estragada traz. Várias cenas impressivas apenas lá estão para dar tom: de realismo e inexpressividade.Os olhos vazios e a vivência desalmada das personagens deste filme são marcantes. Cada uma delas procura um refúgio dum vazio impiedoso; a carrinha; o campo de basket; o lago e a pesca... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história do filme é a de uma disputa familiar. Três filhos negligenciados afrontam no funeral do pai a sua memória de homem bêbedo que os deixou ao arbítrio de uma mãe odiosa. Os filhos de mesmo pai de uma relação posterior insurgem-se, gerando-se uma trágica sucessão de retaliações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Histórias de Caçadeira são a de uma disputa que evoca o tema western da demarcação territorial. Mas de um território emocional. O da paternidade e da importância da mesma na construção identitária do indivíduo. A auto-noção é um código primário de vida que quando ameaçado e abanado na sua fragilidade activa um certo e violento instinto de sobrevivência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A câmara é neutra com esparsos travelings e panorâmicas. Todo o filme é totalmente vazio de artifícios. Não é a independência cool e excêntrica das personagens zombie à Wes Anderson, é uma que se radica na modorra e na sua curteza de horizontes. A música, a paisagem e a fotografia em geral e a lentidão da montagem concorrem na perfeição para a crua melancolia dos seus protagonistas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/F-2ehZ30ckY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/F-2ehZ30ckY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-5496187140953644525?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/5496187140953644525/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=5496187140953644525' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/5496187140953644525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/5496187140953644525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2009/07/shotgun-stories-e-o-territorio.html' title='Shotgun Stories e o  território emocional'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SmmoYQBRLTI/AAAAAAAAAsg/gliAe-ALe2Y/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-6189264864483126611</id><published>2009-06-25T07:30:00.000-07:00</published><updated>2009-06-25T07:54:13.599-07:00</updated><title type='text'>Convidado de Honra nº4 - Susana Romana e a Escrita de Humor</title><content type='html'>Susana Romana é autora associada das Produções Fictícias desde 2005. Entre os vários projectos que escreveu para televisão, teatro, imprensa, rádio, suportes multimédia e eventos, destacava o “Inimigo Público” (suplemento satírico do jornal Público), “À Procura do FIM” (espectáculo musical para crianças em cena no Tivoli), “Marcação Cerrada” (crónica humorística do jornal “A Bola”), “Portugalex” (rubrica de humor da Antena 1) e a série “Liberdade 21” (RTP). &lt;br /&gt;Esclarece-nos, com respostas muito interessantes e reveladoras, alguns aspectos e curiosidades sobre a escrita de humor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SkOMW-ChnHI/AAAAAAAAAsI/4lPRF71ZNBk/s1600-h/ipFacebook2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 73px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SkOMW-ChnHI/AAAAAAAAAsI/4lPRF71ZNBk/s400/ipFacebook2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351275108484881522" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SkONi8ljD7I/AAAAAAAAAsQ/hfijab6Abo8/s1600-h/logo.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 118px; height: 72px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SkONi8ljD7I/AAAAAAAAAsQ/hfijab6Abo8/s400/logo.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351276413764964274" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;São necessários certos traços de personalidade para escrever humor?&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;Mais do que outra coisa qualquer, eu diria que é necessário ser-se muito observador. Chegar mesmo ao ponto de ser chato e comichoso, de reparar nos detalhezinhos e tiques e manias todos. É isso que proporciona, por exemplo, ser capaz de ter uma abordagem fresca perante um tema da actualidade ou criar reconhecimento quando se está a fazer uma piada sobre o quotidiano (ao bom jeito Seinfeldiano). &lt;br /&gt;Ao contrário do lugar comum que se possa pensar, muitas vezes não são os “palhaços da turma” ou o tipo lá da empresa que berra umas anedotas sobre loiras à hora de almoço que dão os melhores humoristas – são os tipos observadores que fazem a coisa pela calada.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qual a % de inspiração e transpiração neste metier? Pode ser um ofício que se desenvolve com perseverança ou é indispensável talento?&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;Eu defendo que a criatividade é um músculo que se pode trabalhar e desenvolver, desde que se tenha o empenho e a persistência. Para mim, o talento é apenas o que vai distinguir um tipo razoável de um tipo brilhante (e digo “apenas” sabendo perfeitamente que é uma enorme diferença). A proporção de inspiração e de transpiração varia muito de acordo com os dias, infelizmente.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Parece existir um pós Herman-José no humor português que libertou muita energia criativa contida. Nesta enxorrada qual te parece ser a bitola qualitativa? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O que me parece mais interessante nesta enxorrada é a democratização do humor, seja do ponto de visto do público, seja do ponto de vista do humorista. Nunca existiram tantos meios e plataformas para mostrar trabalho e ideias (twitter, youtube, blogs, programas para descobrir novos talentos…), tal como existe uma sede nunca antes vista de conhecer coisas novas e não necessariamente ter de se limitar ao banal e croquete que passa nas televisões sabe-se lá a que horas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Herman tem falhado em preservar o seu peso e destaque. Porque razão? Que circunstâncias mudaram?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Bom, isso talvez tenhas de lhe perguntar a ele &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Existe um "humor português"? Qual a sua matriz?&lt;/strong&gt;O humor é sempre um espelho bastante fidedigno da sociedade que nos rodeia, e nesse sentido é claro que há um humor português, baseado nas nossas angústias e manias. Mas acho que não tem uma matriz assim tão imutável, vai-se adaptando aos dias que vivemos e às gerações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ris-te do que escreves?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Muito mas MUITO raramente. Às vezes acontece rir-me quando releio coisas que já não me lembrava de ter escrito – mas normalmente é uma gargalhada seguida de um “sou mesmo parva!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quais são as tuas supremas referências de humor?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Há nomes que são completamente incontornáveis e que são autêntico Património da Humanidade: os Monty Python, o Woody Allen, o Ricky Gervais, o Seinfeld… Dentro dos clássicos da literatura, adoro a acutilância do Mark Twain, do Oscar Wilde e do nosso Eça. Cresci a ver cinema e séries dos anos 80, pelo que coisas como o Quem Sai Aos Seus, o Aeroplano ou a Murphy Brown, mesmo estando hoje bastante datados, foram de uma grande importância. Sou completamente agarrada aos Simpsons e ao Calvin &amp; Hobbes desde os 9 ou 10 anos. Nas coisas mais recentes, acho a sitcom How I Met Your Mother genial, especialmente ao nível dos personagens e também adoro Flight Of The Conchords. E, por mais foleiro que isto possa soar, tenho a sorte de ter muitos amigos que têm um sentido de humor nato e desembaraçado e que me influenciam muito mais do que aquilo que algum deles possa calcular.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-6189264864483126611?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/6189264864483126611/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=6189264864483126611' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/6189264864483126611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/6189264864483126611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2009/06/convidado-de-honra-n4-susana-romana-e.html' title='Convidado de Honra nº4 - Susana Romana e a Escrita de Humor'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SkOMW-ChnHI/AAAAAAAAAsI/4lPRF71ZNBk/s72-c/ipFacebook2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-6603478257508460213</id><published>2009-06-17T08:26:00.000-07:00</published><updated>2009-06-29T06:37:08.996-07:00</updated><title type='text'>A Zona</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SkOPCP9O-RI/AAAAAAAAAsY/xOZIN83XDbY/s1600-h/A+Zona.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 234px; height: 341px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SkOPCP9O-RI/AAAAAAAAAsY/xOZIN83XDbY/s400/A+Zona.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351278051052157202" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Zona é um filme de instinto mas é igualmente um rigoroso exercício de acuidade visual. É onírico mas sensorial e táctil. Os pormenores captados: mãos; olhos; rugas; barba, são mais do que fisionómicos: de tão macro tornam-se abstractos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Zona pareceu-me evocar Cronenberg e a sua relação obsessiva com o corpo na sua dimensão plástica, perene e mutável. O seu realizador Sandro Aguilar, contudo, diz ter em David Lynch umas das suas principais referências. Só que se Lynch subverte a narrativa para lá do lógico (o Inland Empire já foi, para mim, para lá dos limites do suportável), neste filme a narrativa é secundária...ou pairamos sobre ela à procura de algo intangível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É de facto um convite arrojado este feito para a Zona. Poderá instigar intriga ou desprezo; análise ou sonolência. Não existe com este filme a possibilidade de um “não gostei nem desgostei” ou  o conforto de uma morna experiência domingueira. É esse o seu mérito, a sua radicalidade e inovação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um filme cinzento e frio. Fala de perda – uma Zona a que todos nós, por inerência de humanidade, pertence(re)mos. Fala do desconforto da dor mas do conforto que a sua universalidade nos transmite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/YCZboYx7R9o&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/YCZboYx7R9o&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-6603478257508460213?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/6603478257508460213/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=6603478257508460213' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/6603478257508460213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/6603478257508460213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2009/06/zona.html' title='A Zona'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SkOPCP9O-RI/AAAAAAAAAsY/xOZIN83XDbY/s72-c/A+Zona.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-7423681894264573307</id><published>2009-06-16T06:41:00.000-07:00</published><updated>2009-06-25T07:59:00.098-07:00</updated><title type='text'>Alguns dos Filmes da Minha Vida - nº2 - Lulu on the Bridge</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/phMCOxr-1z4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/phMCOxr-1z4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou um fã de Paul Auster. Como escritor e como realizador. Falando deste filme Auster citou o famoso dramaturgo e encenador Peter Brook: "I try to combine the closeness of the everyday with the distance of myth. Because, without the closeness you can’t be moved, and without the distance you can’t be amazed.“ Nenhuma citação poderia descrever tão bem o que este filme tem de belo e profundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SjerUcsMcMI/AAAAAAAAApY/bIwHZ2TAN18/s1600-h/lulu.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 262px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SjerUcsMcMI/AAAAAAAAApY/bIwHZ2TAN18/s400/lulu.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347931450313044162" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Lulu on the Bridge fala, em jeito de fábula, dos travões emocionais que connosco transportamos e do desejo que deles temos em libertar-nos. Nessa busca um homem mitifica, projecta desejos - neste caso numa mulher. &lt;br /&gt;Percebemos com este filme que libertação e o auto-conhecimento estão na entrega (a outra pessoa e riscos que acarreta). Sair do &lt;em&gt;eu&lt;/em&gt; atormentado é tarefa difícil. Há algo de ambiguamente confortável na resignação, uma camada de falsos equilíbrios que aparentemente amacia o nosso quotidiano. &lt;br /&gt;É uma mística pedra que Izzi encontra (elemento central do filme) que parece abrir um portal para uma ambicionada sensação de conexão. A personagem de Mira Sorvino diz, depois de a contemplar, "sinto-me ligada...a esta mesa, ao chão, ao ar desta sala...para qualquer coisa que não eu...a ti" (falando para Izzy a personagem de Harvey Keitel)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um filme de grande humanidade. O filme dentro do filme a o desfoque do real/ficção tão ao jeito do escritor Paul Auster estão ao serviço das personagens. É muito mais do que uma desfilar técnico das possíbilidades do drama. Não é puzzle nem um ardil para os caça-metáforas. É sobre algo muito simples que observado com paixão tocará a todos que o vejam. Neste sentido faço geralmente a distinção entre o complexo e o complicado: o segundo só faz sentido servindo o primeiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lulu on the Bridge é tudo menos linear mas balanceia muito bem o que tem de claro e narrativo com o que tem de aberto e entregue à leitura do espectador.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-7423681894264573307?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/7423681894264573307/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=7423681894264573307' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/7423681894264573307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/7423681894264573307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2009/06/alguns-dos-filmes-da-minha-vida-n2-lulu.html' title='Alguns dos Filmes da Minha Vida - nº2 - Lulu on the Bridge'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SjerUcsMcMI/AAAAAAAAApY/bIwHZ2TAN18/s72-c/lulu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-1941059274875254042</id><published>2009-05-26T08:15:00.000-07:00</published><updated>2009-05-26T11:46:25.760-07:00</updated><title type='text'>João Salaviza fala sobre "Arena"  - a badalada curta que venceu Cannes!</title><content type='html'>"Cinema português não deve reproduzir realidades que não as nossas. Filmar à americana é um fiasco." &lt;br /&gt;São afirmações que ganharam ecos de legitimidade com a surpreendente vitória de João Salaviza na competição de curtas em Cannes. O jovem realizador fala ao programa Fotograma sobre as suas opções e atitude em relação ao cinema, muito antes de sonhar possivel tal proeza em terras de França.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/MNRDvZH5uEo&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/MNRDvZH5uEo&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-1941059274875254042?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/1941059274875254042/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=1941059274875254042' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/1941059274875254042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/1941059274875254042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2009/05/joao-salaviza-fala-sobre-arena-badalada.html' title='João Salaviza fala sobre &quot;Arena&quot;  - a badalada curta que venceu Cannes!'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-7494376915341209072</id><published>2009-05-26T07:43:00.000-07:00</published><updated>2009-05-26T08:05:22.241-07:00</updated><title type='text'>Democratização do Cinema</title><content type='html'>A generalização da Alta Definição e as possibilidades de divulgação via net parecem querer levar o cinema por caminhos ainda pouco previsíveis. Mas já os arautos da tragédia agitam com a morte da cinefilia. Alegam que qualquer iletrado com uma handycam aspira hoje ao estatuto de criador. &lt;br /&gt;Também Chaplin dizia que com a morte do &lt;em&gt;mudo&lt;/em&gt; o cinema perdia a sua expressão mais nobre: a pantomínia. Bom...quanto a isto...é ver o "Luzes da Ribalta"!&lt;br /&gt;O fantástico vídeo que se segue, de Jason van Genderen, foi inteiramente gravado num telemóvel e ganhou o maior festival de curtas do mundo: o australiano Tropfest. (http://www.tropfest.com/home). 3 minutos e meio de puro deleite!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ZrDxe9gK8Gk&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ZrDxe9gK8Gk&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-7494376915341209072?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/7494376915341209072/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=7494376915341209072' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/7494376915341209072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/7494376915341209072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2009/05/democratizacao-do-cinema.html' title='Democratização do Cinema'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-4236347590840019114</id><published>2009-05-22T07:53:00.000-07:00</published><updated>2009-05-22T08:05:49.177-07:00</updated><title type='text'>Histórias de Cabaret (Go Go Tales) - O Desconforto de Ferrara</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sha9USvtCNI/AAAAAAAAAnw/v9WTEZMAO-8/s1600-h/go_go_tales.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 305px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sha9USvtCNI/AAAAAAAAAnw/v9WTEZMAO-8/s400/go_go_tales.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338662564621256914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste filme a mistura de tom é particularmente saborosa. Há uma espécie de choque entre a avidez e a rudeza do ambiente e da míngua que parece ter chegado para ficar ao Andys Paradise (Abel Ferrara dá sempre um enquadramento musical urbano e perturbador aos seus filmes) e a deriva vaudeville burlesca em que se converte o filme no seu último acto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa transição é excelente como excelentes são as bailarinas e todo o cast. William Dafoe não nos transmite gravidade mas a excentricidade natural da sua figura presta-se lindamente ao tal burlesco contexto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai-se vislumbrando inocência nas personagens, apresentadas como duronas e abrutalhadas. Essa dualidade: das personagens; do cabaret; da luxúria vs. inspiração, é credível. As mudanças de tom são um mecanismo movediço, que induz perturbação, a ser empregue com parcimónia e tacto. Abel Ferrara fá-lo sempre bem. Conhece profundamente as convenções dos géneros e nelas se move com uma independência muito vincada e estilo próprio. É sempre ele que escreve e realiza os seus filmes definindo a sua singularidade: às vezes de forma brilhante (Rxmas)- é espectacular a transição do "cor-de-rosa" familiar para o obscuro underground de NY neste filme -  outras apenas bem (O Funeral) outras nem isso (Maria Madalena) mas sempre com a coerente assinatura dessa perturbação e desconforto: algo de intangível que não nos deixa relaxar e reclinar na cadeira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-4236347590840019114?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/4236347590840019114/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=4236347590840019114' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/4236347590840019114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/4236347590840019114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2009/05/historias-de-cabaret-go-go-tales-o.html' title='Histórias de Cabaret (Go Go Tales) - O Desconforto de Ferrara'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sha9USvtCNI/AAAAAAAAAnw/v9WTEZMAO-8/s72-c/go_go_tales.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-6856835195878997911</id><published>2009-05-16T05:44:00.000-07:00</published><updated>2009-05-22T08:14:04.515-07:00</updated><title type='text'>Questões Suspensas - nº1 - Os Limites do Humor</title><content type='html'>Quero com esta rubrica lançar perguntas mais do que as responder. Relativizar mais do que fixar fronteiras teóricas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que tem piada? Eis a primeira pergunta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;sentido do que é humor &lt;/em&gt;é e será sempre determinado pelas nossas próprias fronteiras morais para as quais concorrem uma grande nuvem de factores. Não será nunca uma questão resolúvel determinar os seus limites. A fronteira do bom e do mau gosto; do subtil e do gratuito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São conhecidos e estudados os mecanismos do riso: as suas determinantes não têm uma raiz exclusiva: psicológica; social ou cultural. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descrevendo a minha reacção ao seguinte bit de Ricky Gervais (um dos maiores cultos televisivos da minha vida)sobre a Lista de Schindler acabo por explicar um pouco da confusão de espontaneidades e espartilhos que nos fazem rir ou não rir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/z9F6wAB-6pc&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/z9F6wAB-6pc&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu primeiro instinto foi rir. Um reflexo, uma espécie de regressão a um certo prazer infantil e sádico. Esse riso foi depois cortado por uma sensação de desconforto e culpa. &lt;br /&gt;Comecei com um riso instintivo e primário. Rir de traumas pessoais ou históricos sempre foi uma importante válvula de escape moral. Depois retraí-me...como se precisasse de algum tempo para digerir a piada. Este involuntário clique racional veio não sei bem de onde e constrangiu algo aparentemente (mas que nunca é) natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Determinar se me identifico, de que lado da tal fronteira se situa, com este momento humor é-me difícil. É altamente ambígua a minha (nossa) reacção aos ingredientes com que vários humoristas nos estimulam. Deixo-vos com alguns exemplos de humor bem avessos a consensos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Chris Rock sem dó nas &lt;em&gt;areias movediças &lt;/em&gt; do racismo com o bit blacks vs. niggers será sempre demais para alguns:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/s7b2oCYgfik&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/s7b2oCYgfik&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;o non sense e jogo de palavras bem básico em filmes como Aeroplano&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/mNRXJEE3Nz8&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/mNRXJEE3Nz8&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;uma das inversões mais célebres e sensíveis da história do cinema em &lt;em&gt;A Vida de Bryan dos Monty Python&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/WlBiLNN1NhQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/WlBiLNN1NhQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O pouco patriótico (na americana e obtusa acepção do conceito de pátria) e engajado Jon Stewart tem um influência óbvia no jogo bipartidário da política americana recorrendo à (genial) sátira e subversão permanente do clichés jornalísticos.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="560" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/M8Ns_uuMrn8&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/M8Ns_uuMrn8&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-6856835195878997911?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/6856835195878997911/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=6856835195878997911' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/6856835195878997911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/6856835195878997911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2009/05/questoes-suspensas-n1-os-limites-do.html' title='Questões Suspensas - nº1 - Os Limites do Humor'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-8989194829860911225</id><published>2009-05-16T04:26:00.000-07:00</published><updated>2009-05-16T06:44:02.481-07:00</updated><title type='text'>Alguns dos Filmes da Minha Vida - nº1 - Sideways</title><content type='html'>Os filmes que apresentar aqui não estão por ordem de preferência. Porque, na realidade, não a consigo determinar. Há muitos filmes que admiro e aos quais volto periodicamente. Todos eles têm camadas de encanto. Como se ao revisitá-los conseguisse encontrar novos detalhes: clandestinos e sorrateiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoro esta comédia. Sideways!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sg6ybzj9BEI/AAAAAAAAAnI/j8lFrnEe3Hg/s1600-h/122812__sideways_l.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sg6ybzj9BEI/AAAAAAAAAnI/j8lFrnEe3Hg/s400/122812__sideways_l.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336398799247836226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem uma propriedade que muito prezo nalguns filmes: nada de demasiado marcante acontece. Prova que nem sempre é necessário &lt;em&gt;puxar&lt;/em&gt; a tónica do conflito e da crise para que os personagens se revelem e acrescentar densidade dramática. O tom do filme é suave do princípio ao fim sem que isso signifique menor compreensão das personagens e dos seus manifestos ou latentes conflitos interiores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste filme existe uma cena fantástica à qual gosto também de voltar! Um diálogo cheio de momentos e mudanças emocionais. Miles (Giamatti) é uma personagem trémula profundamente mergulhada no seu lado obscuro e Maya (Madsen)alguém delicada com cicatrizes profundas de uma anterior e deceptiva relação. &lt;em&gt;Desatam&lt;/em&gt; ambos a falar da sua paixão pelo vinho: das suas nuances e sua vida própria. Através deste dispositivo fantástico acabam por falar, na realidade, de si mesmos, exteriorizando a sua realidade emocional. O vinho quebra o gelo e gera uma intensa, de tão subtil, carga erótica. O subtexto da cena é fantástico e fá-la voar (cena que levou Madsen direitinha à nomeação para o óscar). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sideways procura o extraordinário no ordinário. Sonda o que de mágico há nas suas aparentemente banais personagens. É essa propriedade que define a sua independência e originalidade. Saravá por isso aos seus guionistas Alexander Payne e Jim Taylor -  ambos justamente oscarizados!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/YS9ocP6FNvM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/YS9ocP6FNvM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-8989194829860911225?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/8989194829860911225/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=8989194829860911225' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/8989194829860911225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/8989194829860911225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2009/05/alguns-dos-filmes-da-minha-vida-n1.html' title='Alguns dos Filmes da Minha Vida - nº1 - Sideways'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sg6ybzj9BEI/AAAAAAAAAnI/j8lFrnEe3Hg/s72-c/122812__sideways_l.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-1986506084590250920</id><published>2009-04-29T09:09:00.000-07:00</published><updated>2009-04-30T08:16:55.557-07:00</updated><title type='text'>Música Narrativa - nº4 - Anton Karas e The Third Man</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SfiCHlkTUQI/AAAAAAAAAnA/O6niqxYsnvU/s1600-h/180px-Anton_Karas_%25281906-1985%2529.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 180px; height: 284px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SfiCHlkTUQI/AAAAAAAAAnA/O6niqxYsnvU/s400/180px-Anton_Karas_%25281906-1985%2529.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5330153225848049922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/te9fqm6rUPY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/te9fqm6rUPY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria deixar esta rubrica respirar um pouco...mas acabei de ver o filme The Third Man de Carol Reed! Bem sei que a quente tomam-se decisões precipitadas, mas é seguramente já um dos filmes da minha vida. Entre os múltiplos pormenores espantosos do filme (fotografia, argumento, em especial os diálogos...) tenho que destacar a banda sonora. Tal como o filme, este tema apresenta-se &lt;em&gt;gingão&lt;/em&gt; mas nem por isso alegre. É esse o tom do filme. É engraçadamente &lt;em&gt;noir&lt;/em&gt;, cheio de nuances e sensações contraditórias. A própria personagem de Orson Welles (o terceiro homem) atrai-nos com seu carisma e causa-nos repulsa com seu cinismo (como no fantástico Cuckoo clock speech, adição ao argumento original da sua própria autoria).&lt;br /&gt;Foi composto e tocado numa cítara por um vienense chamado Anton Karas descoberto pelo próprio realizador Carol Reed numa incursão noturna pela capital austríaca e foi gravado, por condição do músico, no seu quarto de hotel.&lt;br /&gt;A melodia é marcante, fica no ouvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até os Beatles, numa gravação artesanal, lhe prestaram seu singelo tributo:)&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/gqd1fDLGU-0&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/gqd1fDLGU-0&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-1986506084590250920?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/1986506084590250920/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=1986506084590250920' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/1986506084590250920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/1986506084590250920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2009/04/musica-narrativa-n4-third-man.html' title='Música Narrativa - nº4 - Anton Karas e The Third Man'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SfiCHlkTUQI/AAAAAAAAAnA/O6niqxYsnvU/s72-c/180px-Anton_Karas_%25281906-1985%2529.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-7084974774939916465</id><published>2009-04-27T09:00:00.000-07:00</published><updated>2009-09-08T07:55:18.937-07:00</updated><title type='text'>Patti Smith - Dream of Life</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SfXXCDZrlyI/AAAAAAAAAm4/UDOGEsIOMhQ/s1600-h/sem+t%C3%ADtulo.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 234px; height: 341px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SfXXCDZrlyI/AAAAAAAAAm4/UDOGEsIOMhQ/s400/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329402164335580962" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A biografia de Patti é condensada e despachada nos primeiros minutos e assim se dá o mote do filme libertando-o para a abstracção. &lt;br /&gt;A poesia do filme é algo encenada. A própria Patti Smith promove activamente o registo onírico, não é apenas um sujeito passivo que se deixa captar na sua intimidade. &lt;br /&gt;A atmosfera de sonho, o Dream of Life, casa muito bem com a poesia da autora que pontua e contribui, declamada ou cantada, para o seu tom. &lt;br /&gt;Está bem patente o grau de identificação do realizador com a artista e pessoa. A intimidade da câmara vem daí, do conforto que entre os dois se criou. Steven Sebring capta-a na sua multiplicidade. Patti assume o turbilhão espiritual que a levou de um meio rural e limitado para o mítico Chelsea Hotel em Nova Iorque. Esse turbilhão é deixado à solta numa reminiscência e associações espontâneas com que revisita o seu passado pessoal e musical. &lt;br /&gt;Contudo, o seu transe musical nos tempos de hoje pareceu-me algo reciclado. Assim ao documentá-lo o filme perde (visão muito pessoal assumo-o) um pouco a sua “vertigem”  Os seus discursos recentes em concerto são visivelmente mais literais e interventivos (como a tirada anti-Bush) do que os perturbadoramente introspectivos dos 70’s. O tal registo onírico e livre, por esse motivo, assenta bem melhor numas partes e parece algo forçado noutras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-7084974774939916465?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/7084974774939916465/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=7084974774939916465' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/7084974774939916465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/7084974774939916465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2009/04/patti-smith-dream-of-life.html' title='Patti Smith - Dream of Life'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SfXXCDZrlyI/AAAAAAAAAm4/UDOGEsIOMhQ/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-1067967381163126218</id><published>2009-04-27T07:46:00.000-07:00</published><updated>2009-04-27T08:44:26.262-07:00</updated><title type='text'>Música Narrativa - nº3 - Lennie Niehaus e Clint Eastwood em Unforgiven</title><content type='html'>Desde o filme Pale Rider (1985) que Clint Eastwood não trabalha com mais ninguém senão o seu colega de tropa, a lenda Jazz de Hollywood Lennie Niehaus. Diz-se de Clint ter um afinadíssmo sentido de ritmo e um excelente ouvido para a música, em particular para melodias simples como este "Claudia's Theme". Parte dessa intuição está nas suas bandas sonoras e a colaboração com Lennie tem sido sensível a esse &lt;em&gt;jeito pessoal&lt;/em&gt;. Foi Eastwood que "cantarolou" este minimal e magnífico Claudia's Theme espremido em diferentes registos em looping todo o filme: ora suave e insinuante (com um simples solo de guitarra no início do filme) ora intenso e dramático (com o arranjo mais completo nos créditos finais). &lt;br /&gt;O filme traz-nos personagens com cicatrizes demasiado profundas. Um passado demasiado presente para que a vida continue...uma redenção impossível. É um tema de uma tristeza e melancolia comoventes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/CXuQG2SwW0o&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/CXuQG2SwW0o&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-1067967381163126218?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/1067967381163126218/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=1067967381163126218' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/1067967381163126218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/1067967381163126218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2009/04/musica-narrativa-n3-lennie-niehaus-e.html' title='Música Narrativa - nº3 - Lennie Niehaus e Clint Eastwood em Unforgiven'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-9136695276131179024</id><published>2009-04-27T04:36:00.000-07:00</published><updated>2009-04-27T07:17:03.022-07:00</updated><title type='text'>Os Filhos de Eisenstein</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SfWaRbsit7I/AAAAAAAAAmw/IWMDkSgP4i8/s1600-h/contact.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 268px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SfWaRbsit7I/AAAAAAAAAmw/IWMDkSgP4i8/s400/contact.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329335358345885618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SfWaMz3NWWI/AAAAAAAAAmo/P21KkRz4DPU/s1600-h/eisenstein.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 258px; height: 394px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SfWaMz3NWWI/AAAAAAAAAmo/P21KkRz4DPU/s400/eisenstein.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329335278933727586" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo dia, um amigo com quem conversava sobre cinema, rotulava de “filme de compromisso” a fita Contacto, baseada no romance homónimo de Carl Sagan. Denunciava a análise exageradamente óbvia e polarizada da dialéctica fé/ciência, concretizada nas personagens do padre e da cientista que faria, em espirito de contrição, vergar o seu positivismo científico ao milagre do intangível e divino. Supostamente, o interlocutor veria nesta visão idílica a tradução directa da mediocridade e correcção política da fascizoide (foi a expressão utilizada) sétima arte americana.&lt;br /&gt;A delícia de Carl Sagan, era agarrar conceitos que existissem para lá do alcance da ciência. O filme em questão retrata, pelo contrário, a linha estreita e indefinível que separa a ciência da religião e não vejo nele qualquer simplismo ou compromisso ideológico.   &lt;br /&gt;Estudando numa faculdade de ciências sociais convivi muito tempo com esta vaga de originalismo das &lt;em&gt;elites liberais bem-pensantes &lt;/em&gt;que, irredutível, se traduz quase sempre num simplismo bem superior ao apontado por eles mesmos.&lt;br /&gt;Desse culto vanguardista a forma mais comum é a crítica ao processo de assimilação dos complexos culturais americanos, concretizado de forma fácil no vulgo “americanização”. Uma frase do actor Jeremy Irons simboliza a pretensão de profundidade e singularidade artística dos europeus: “o cinema americano é como uma puta, paga-se, usufrui-se e esquece-se no dia seguinte, o cinema europeu é uma mulher complexa, que requer sensibilidade, abstracção e que deixa uma marca indelével”. &lt;br /&gt;Existe uma pretensiosa negação do mainstream que arrasa qualquer objecto artístico massificado. A razão apontada até à náusea é a reprodução da hipocrisia e puritanismo americanos.&lt;br /&gt;Para Sergei Eisenstein, o cinema rege-se necessariamente por uma lógica fragmentária e constitui-se como um momento analítico intelectual por excelência, factor de libertação e invenção que torna o cinema num acto  de imaginação sem espartilhos ou lógicas causalistas, comum às narrativas. Ele via o cinema como um corte com o mundo, como uma autonomia mas achava, no entanto, que a &lt;strong&gt;produção americana &lt;/strong&gt;não realizava a modernidade do cinema, porque nunca se desprendia de um real representacional, isto é, que &lt;strong&gt;mais não fazia do que reproduzir  e perpetuar os padrões do mundo burguês&lt;/strong&gt;. Na verdade estas palavras inscrevem-se numa matriz ideológica também ela dialéctica. Assim, foi numa polarização que se fundou uma primeira tentativa de desvalorização do polarizado cinema americano.&lt;br /&gt;Na realidade, uma representação dual do mundo pode ser pertinente, desde que se alcance a compreensão dessa mesma dualidade. Gilles Deleuze, nos anos 80,  defendia que a lógica iconográfica não perde sentido se, o ícone tiver a capacidade de representar uma pura virtualidade, isto é, se for uma expressão de afectos localizados em conexão com a realidade.&lt;br /&gt;Assim, é numa leitura dual e igualmente comprometida, que se desdenha sem contemplações a fórmula americana, num raciocínio dicotómico que não consegue ir além do Complexo (Europa)Vs Superficial (E.U.A.). Estamos perante uma visão dualista da dualidade cinematográfica americana, que tem uma enorme afinidade, ainda que de forma inconsciente, com o raciocínio original de Eisenstein.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-9136695276131179024?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/9136695276131179024/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=9136695276131179024' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/9136695276131179024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/9136695276131179024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2009/04/os-filhos-de-eisenstein.html' title='Os Filhos de Eisenstein'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SfWaRbsit7I/AAAAAAAAAmw/IWMDkSgP4i8/s72-c/contact.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-8654052157710511917</id><published>2009-04-22T06:19:00.000-07:00</published><updated>2009-04-26T02:28:03.708-07:00</updated><title type='text'>Convidado de Honra nº 3 - José Soares da Revista Take</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Se8iSVMj6yI/AAAAAAAAAmY/KdpA-5TLRPM/s1600-h/Take_letras_pretas_fundo_transparente_300.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 128px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Se8iSVMj6yI/AAAAAAAAAmY/KdpA-5TLRPM/s400/Take_letras_pretas_fundo_transparente_300.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327514582525405986" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só uma firme paixão e convicção pessoais podem levar uma pessoa a criar de raiz, contando apenas com a sua firmeza, uma revista online de cinema. A Take celebrou em 8 de Fevereiro um ano de existência e vem gradual e solidamente ganhando o seu espaço junto dos leitores cinéfilos online. Hoje, cerca de 10.000 pessoas visitam a Take todos os meses e distribuiu já, na sua curta existência, mais de 1000 convites duplos para o cinema. O seu fundador fala-nos da sua motivação, dificuldades e votos para o futuro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Explique-nos o processo de criação da Take. O que o motivou? Que dificuldades encontrou?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A Take surgiu com a intenção de “dar cinema”. Em Setembro de 2007, com a notícia do final da Premiere, senti o impulso e o desejo de não deixar morrer uma publicação sobre esta arte que tantas emoções nos traz. Decidi então criar uma revista com os meios de que dispunha. Juntei uma equipa que partilhava esse ideal e partimos à aventura. Tratava-se de levar às pessoas, gratuitamente, um trabalho feito com respeito, dedicação e sempre com a maior paixão pelo cinema.&lt;br /&gt;A maior dificuldade encontrada, até aqui, é ao nível da divulgação do projecto. Para chegar a um maior número de pessoas teria de haver um investimento financeiro que, face às características do projecto, é inviável, pelo menos para já. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Se8idGAtMyI/AAAAAAAAAmg/DrMFYD1FBFs/s1600-h/Take14_300-1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 283px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Se8idGAtMyI/AAAAAAAAAmg/DrMFYD1FBFs/s400/Take14_300-1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327514767427711778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Planos para o futuro da Take?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Continuar a divulgar cinema e eventos ligados ao cinema, apoiar iniciativas e apostar num olhar particular, frontal, objectivo e independente. Tenho alguns objectivos específicos, que já vêm desde a criação da Take, mas que ainda necessitam amadurecer. Contudo, continuo a apostar na divulgação da Take, tentando fazê-la chegar ao maior número de pessoas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Qual a sua opinião sobre a crítica cinematográfica em Portugal?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Na minha opinião há crítica para todos os públicos e público para todas as críticas. Há que compreender que a crítica não é mais que uma opinião e não uma ciência. A arte é objecto de apreciação, envolve sentimentos e cada qual irá interpretar à sua maneira.&lt;br /&gt;Por outro lado, o modo como se transmite essa apreciação, o discurso, irá variar muito, ou pela idade, ou pela formação, ou pela experiência ou, ainda, pelo veículo de comunicação.&lt;br /&gt;Pelo que sei e observo, tende a existir um certo distanciamento entre o crítico e o público, como se se tratasse do professor e o aluno. Aquele professor que tudo sabe e que se posiciona num patamar acima do aluno. Porém, cada vez mais, é facto que o aluno está melhor informado e tem ao seu alcance ferramentas que lhe permitem aceder ao conhecimento como nunca antes aconteceu. Ora, isto cria “atrito” nesta relação de poder.&lt;br /&gt;Mas, como referi, a crítica é apenas uma opinião pessoal, naturalmente, informada. Há que saber respeitar essa opinião e não encará-la como uma verdade absoluta, alvo a atacar.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;E do panorama audiovisual português em geral?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Estamos a atravessar uma boa fase ao nível da criação audiovisual, aliás, sempre houve grande potencialidade criativa no nosso país, faltavam por vezes os meios.&lt;br /&gt;Hoje, com o acesso a tecnologia de qualidade a um preço cada vez mais acessível - câmaras HD por exemplo -, há maior possibilidade de criar com condições excepcionais, o que potencia, a meu ver, a vontade de produzir. Isto, associado à imensa capacidade de divulgação que existe na web, permite maior liberdade e autonomia no processo de criação e realização de projectos o que poderá dar muito bons resultados num futuro próximo.&lt;br /&gt;Para concluir, acresce louvar o trabalho dos festivais de “curtas” espalhados por todo o país, que permitem uma exposição e enquadramento a todos esses trabalhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;visite a Take em www.take.com.pt&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-8654052157710511917?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/8654052157710511917/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=8654052157710511917' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/8654052157710511917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/8654052157710511917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2009/04/convidado-de-honra-n-3-jose-soares-da.html' title='Convidado de Honra nº 3 - José Soares da Revista Take'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Se8iSVMj6yI/AAAAAAAAAmY/KdpA-5TLRPM/s72-c/Take_letras_pretas_fundo_transparente_300.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-1925045111154617948</id><published>2009-03-20T03:54:00.000-07:00</published><updated>2009-03-20T04:00:34.447-07:00</updated><title type='text'>Maradona – Diego o Punk!?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/ScN3Jz-0mII/AAAAAAAAAkw/oBfGcH_qsaA/s1600-h/maradona-2008.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 294px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/ScN3Jz-0mII/AAAAAAAAAkw/oBfGcH_qsaA/s400/maradona-2008.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315222995683547266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um documentário é sempre uma leitura emocional e pessoal de um determinado universo e as suas fronteiras são sempre relativas e pessoalmente construídas. Mas pede-se-lhe que seja fecundo no seu olhar para que seja consequente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A caricatural e cansativa incursão que o filme faz pelo culto da igreja Maradoniana casa bem com o tom geral do filme: todo ele é idólatra. Paira sobre o seu objecto de fascínio ao seu sabor, como se suas palavras fossem divinas, sem contraditório nem polémica.&lt;br /&gt;O deleite pueril com que documenta o seu ídolo faz também com que o eixo condutor seja cronológica e tematicamente altamente confuso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É com a leitura marxista da nobreza aristocrática dos pobres (na Argentina como nos Balcãs) que Emir se funde com a Diego O Insurrecto: “personagem” criada para este filme: Maradona o defensor da auto-determinação latino-americana (imagine-se!). Ambos excêntricos; dionisíacos (como referiu em Cannes); ambos ricos de espírito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, na realidade, é fastidioso ouvir o festival de “bocas” que já tantas vezes ouvimos a Diego (não é rapaz que se ouça com grande prazer). Na visita de ambos a Belgrado afinam as suas tiradas anti-imperialistas no cenário pós-bombardeamento NATO. O FMI, os golpes de estado patrocinados; a vitória contra a Inglaterra em 86 como vingança da agressão inglesa nas Malvinas... Esta última é descrita pelo menos 6 vezes no filme, com a repetição do “golo do século” e cartoons de Blair; Thatcher e Bush – tudo ao som dos Sex Pistols (mais uma pitoresca mas desinteressante colagem de personagens – Diego o Punk).&lt;br /&gt;Esta simbiose pessoal é transposta para os respectivos universos familiar, ambos expostos e reunidos no filme. Homens de causas comuns (faz inclusive a auto-citação dos seus filmes para falar de Maradona).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o filme é um desfile de momentos super batidos, que pouco acrescentam aos documentários televisivos já feitos, que nem o momento de homenagem de Manu Chao consegue disfarçar. É um filme egocêntrico: começa com a No Smoking Orchestra em pleno concerto e acaba com ela já com o compincha Maradona a ajudá-lo. “Maradona” aposta sobretudo na sensação e muito pouco na análise. O emocional do projecto domina-o e afasta-o de qualquer reflexão que vá para além do ridículo e generalista ensaio sobre o triângulo Maradona-Freud-Jung (que quer ele dizer com aquilo senhores?!).&lt;br /&gt;Fica a citação mais curiosa e marcante de todo o filme: “se não fosse a cocaína, imaginas o jogador que teria sido?!”. O seu génio, perfil mediático e seu percurso Céu/Inferno continuarão a magnetizar. Mas se alguma divindade se pode atribuir a Diego essa está confinada às quatro linhas, tudo o resto é uma espuma que Emir tentou a toda força sublimar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-1925045111154617948?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/1925045111154617948/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=1925045111154617948' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/1925045111154617948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/1925045111154617948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2009/03/maradona-diego-o-punk.html' title='Maradona – Diego o Punk!?'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/ScN3Jz-0mII/AAAAAAAAAkw/oBfGcH_qsaA/s72-c/maradona-2008.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-5593742563978904683</id><published>2009-03-09T09:24:00.000-07:00</published><updated>2009-04-26T02:29:18.177-07:00</updated><title type='text'>O Wrestler - realidade sem sumo</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SbVLEdQ7yzI/AAAAAAAAAko/FjnA0A_W7hY/s1600-h/sem+t%C3%ADtulo.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 234px; height: 341px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SbVLEdQ7yzI/AAAAAAAAAko/FjnA0A_W7hY/s400/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5311233875500583730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;De vez em quando aparece um filme assim, que nos deixa abananados! Aconteceu-me ontem! Fui ver O Wrestler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há raros e mágicos momentos em que o cinema e a vida se fundem. Neste caso a afinidade emocional entre o protagonista e Mickey Rourke é mágica. Faz um filme(já excelente) transcender-se. É um papel emocionante e corajoso o dele. De alguém que supera uma fase obscura da vida e decide culminar sua catarse à frente de todos. Mostra a sua cara o seu corpo desgastado. Mostra as suas fraquezas pessoais, assume os seus erros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está bem presente no filme o choque entre os dois papeis sociais do seu protagonista. Quando a sua vida íntima e familiar fracassa, refugia-se na &lt;span style="font-style:italic;"&gt;persona&lt;/span&gt; wrestler Randy the Ram (no filme recusa frequentemente que o tratem pelo seu nome civil). De resto, também a brutalidade das cenas de lutas colide com as expressões de carinho e respeito que merece dos seus colegas de profissão - a única constante afectiva da sua vida.&lt;br /&gt;Como se a realidade não tivesse sumo que chegue, decide levar até ao fim a sua revolta num climax dramático fortíssimo que mostra a sua negação do mundo e do seu papel nele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o filme, parece que a redenção está ao seu alcance mas... &lt;strong&gt;tal como na vida&lt;/strong&gt;, a mudança é um processo. Envolve dor, retrocesso e sucessos graduais e pequenos. Parece-me que mostrar inflexões numa personagem é quase uma obrigação narrativa tácita para todo o autor de cinema. Há sempre implícita uma viagem de transformação que nem sempre (ou poucas vezes) aconteceria na realidade. Há quem diga que o cinema é a sublimação da realidade, que deve ser melhor do que a vida. Não me parece ser esse um objectivo do cinema em si. Negar tão magistral filme com esse absolutista argumento seria seguramente injusto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-5593742563978904683?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/5593742563978904683/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=5593742563978904683' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/5593742563978904683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/5593742563978904683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2009/03/o-wrestler-realidade-sem-sumo.html' title='O Wrestler - realidade sem sumo'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SbVLEdQ7yzI/AAAAAAAAAko/FjnA0A_W7hY/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-1186494276177478977</id><published>2009-03-09T08:17:00.000-07:00</published><updated>2009-03-09T08:35:38.535-07:00</updated><title type='text'>Blogosfera Cinéfila nº 2 - Paixões e Desejos</title><content type='html'>A segunda sugestão blogista do Gimmicky é o Paixões e Desejos (http://paixoesedesejos.blogspot.com).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SbUzkRTFBFI/AAAAAAAAAkg/Ur8tGjuXqL4/s1600-h/sem+t%C3%ADtulo.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 219px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SbUzkRTFBFI/AAAAAAAAAkg/Ur8tGjuXqL4/s400/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5311208033765098578" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este blog traz-nos um universo mais amplo de recensão artística. A sua excelente frase de apresentação dá o mote: &lt;br /&gt;UM DESEJO CHAMADO CINEMA: A MEMÓRIA DA 7ª ARTE REVISTA ATRAVÉS DOS FILMES. OS CINEASTAS, OS ACTORES E AS CINEMATOGRAFIAS.MAS TAMBÉM OS LIVROS E A MÚSICA PASSAM A MORAR NESTA CASA CHAMADA PAIXÕES E DESEJOS, PORQUE SÃO ELES OS MELHORES AMIGOS DO NOSSO PEQUENO UNIVERSO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe há três anos e neste período conseguiu reunir uma enorme diversidade de análises de obras e cineastas tão variados como De Palma, Mizoguchi; Lean; Chabrol; Chaplin; Hawks; Tati...uma lista enorme de notáveis! Os seus autores dão-nos reflexões aprofundadas e enriquecedoras sobre cada um deles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo-vos um exemplo de um texto onde os autores introduzem de forma muito contextualizadora a obra de Howard Hawks "Hatari", pondo-a na linha de outras "odes a África" que colegas clássicos como John Ford (em "Mogambo") e John Huston (em "A Rainha Africana") também fizeram, nutrindo os três autores uma profunda admiração pela imensidão da sua paisagem e, em particular, pela caça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://paixoesedesejos.blogspot.com/search/label/Howard%20Hawks&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-1186494276177478977?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/1186494276177478977/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=1186494276177478977' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/1186494276177478977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/1186494276177478977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2009/03/blogosfera-cinefila-n-2-paixoes-e.html' title='Blogosfera Cinéfila nº 2 - Paixões e Desejos'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SbUzkRTFBFI/AAAAAAAAAkg/Ur8tGjuXqL4/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-2669790711705724806</id><published>2009-03-09T04:36:00.000-07:00</published><updated>2009-03-09T05:02:18.407-07:00</updated><title type='text'>Música Narrativa - nº2 - Stewart Copeland e Rumble Fish</title><content type='html'>Cumprindo a sua longa tradição de envolvimento familiar Francis Ford Copolla pediu ao seu filho que lhe recomendasse um artista rock da sua preferência para fazer a banda sonora de Rumble Fish (Juventude Irrequieta, de 1983). O escolhido foi Stewart Copeland, baterista dos Police. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francis queria dar um tom de urgência e claustrofobia ao filme. Queria percursões soltas, tic tac's de relógios...queria vertigem! A mesma que constrange os seus protagonistas Rusty James (Matt Dilon) e Motorcycle Boy (Mickey Rourke). &lt;br /&gt;Copeland, rookie nestas andanças, acertou em cheio! O filme é excelente: abstracto e poético! Mas não seria o mesmo sem a sua banda sonora. Mérito para o artista e para o visionário Copolla e seu fantástico golpe de asa. O tema principal é este quasi experimental "Don't Box me In".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/LGeViLRKqsQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/LGeViLRKqsQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-2669790711705724806?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/2669790711705724806/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=2669790711705724806' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/2669790711705724806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/2669790711705724806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2009/03/musica-narrativa-n2-stuart-copeland-e.html' title='Música Narrativa - nº2 - Stewart Copeland e Rumble Fish'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-8265648624918025419</id><published>2009-03-05T06:23:00.001-08:00</published><updated>2009-03-05T09:12:37.268-08:00</updated><title type='text'>Convidado de Honra nº2 - O Panorama do Guionismo e Cinema em Portugal - João Nunes, presidente da APAD</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sa_jYhXBlHI/AAAAAAAAAkI/QiyEMlPiR-o/s1600-h/sem+t%C3%ADtulo.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 267px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sa_jYhXBlHI/AAAAAAAAAkI/QiyEMlPiR-o/s400/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309712496104412274" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrevistei o guionista e actual Presidente da Associação Portuguesa de Argumentistas Portugueses, João Nunes. Falamos do guionismo e cinema portugueses, dos seus (pequenos) sucessos e limitações. Trata-se de um testemunho importante e muito franco de alguém com uma vasta experiência e conhecimento do meio (guionista desde 1998).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como vai o guionismo em Portugal no que à sua evolução técnica diz respeito?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Acho que tem vindo a melhorar muito consideravelmente, essencialmente por três razões: em primeiro lugar, porque começa a haver um grupo considerável de profissionais que vivem exclusivamente desse trabalho, sendo pagos (embora não muito bem) para escrever. Isso inevitavelmente conduz a um apuramento técnico. A segunda explicação, quanto a mim, está relacionada com a primeira, e tem a ver com o reconhecimento da importância desse trabalho. Escrever o argumento já não é só uma coisa que os realizadores vão fazendo quando não estão a trabalhar. Cada vez mais os produtores reconhecem a importância de ter nas mãos um guião sólido, nem que seja para conseguir aceder com mais facilidade aos financiamentos que hoje, como se sabe, são cada vez mais dispersos e sujeitos a critérios mais exigentes. A terceira razão é a maior disponibilidade de fontes de informação, sejam sites, revistas, livros, cursos ou workshops. As sementes vão sendo lançadas e aos poucos alguma coisa vai nascendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É possível viver-se de forma financeiramente estável escrevendo guiões em Portugal? E se restringirmos a questão ao cinema apenas?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Como referi na pergunta anterior, já há bastante gente a viver como guionista. A realidade, contudo, é que a maior parte do trabalho vem da área da televisão. Escrever para cinema continua a ser, em muitos casos, um hobby. Eu posso considerar-me uma excepção - já vendi mais de dez guiões de longas-metragens, quatro das quais foram produzidas e outras duas estão em desenvolvimento ou pré-produção. Apesar disso, se for fazer as contas, é à escrita para televisão que fui buscar a maior parte do dinheiro que recebi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É possível inovar numa indústria tão acanhada como o cinema português? Como é encarado o risco no panorama audiovisual português?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os portugueses, de forma geral, são avessos ao risco. No caso do cinema, contudo, têm uma atitude completamente bipolar. Ou buscam o risco pelo risco, enveredando por um cinema muito elitista, absolutamente despreocupado com o grande público; ou vão pelo menor denominador comum e se deixam reger por fórmulas comerciais que de fórmulas têm muito pouco, pois até agora têm acertado tanto nos sucessos de bilheteira como eu tenho na lotaria. A inovação possível, do meu ponto de vista, seria uma "terceira via", que alguns autores, em alguns momentos, têm começado a trilhar. Uma terceira via que passará, inevitavelmente, pelo primado das histórias sobre as histerias, sejam elas artísticas ou comerciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A propalada barreira entre cinema de autor e cinema comercial existe? E em Portugal é particularmente visível?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Como diz a canção, "Tudo isso existe, tudo isso é triste" mas nem tudo isso tem de ser fado. Portugal é, segundo o último relatório do Observatório Europeu para o Audiovisual, o país da Europa em que menos cidadãos veem o seu próprio cinema. Só 2,5% dos bilhetes vendidos em Portugal em 2008 foram para filmes portugueses. A seguir a nós vem a Bulgária, com o dobro. Em países como Espanha, por exemplo, esses números foram muito superiores, rondando os 15%, o que significou 15 milhões de espectadores contra os 400.000 que viram filmes portugueses em Portugal.&lt;br /&gt;Qual a razão deste estado de coisas? É óbvio que décadas de uma política cinematográfica de autor, em que os "autores" diziam coisas como "Quero que o público se f---!" (João César Monteiro) ou "Não faço filmes para as audiências de hoje, mas para as daqui a 100 anos" (João Mário Grilo) não ajudaram a criar um cinema popular. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sa_oHseJReI/AAAAAAAAAkY/sIkVTnVqwKo/s1600-h/images.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 109px; height: 150px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sa_oHseJReI/AAAAAAAAAkY/sIkVTnVqwKo/s400/images.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309717704587429346" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mas as fórmulas comerciais de "cus e mamas" também não têm conseguido inverter o descalabro. A solução passa, como já disse antes, por encontrar um cinema de espectadores  que fuja à banalidade dos códigos televisivos e assente no primado das histórias .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como descreveria o actual panorama do apoio financeiro público para escrita de curtas e longas metragens?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz-se muito menos do que se deveria fazer. O ICA deveria apostar claramente nessa área, que faz parte do núcleo das suas competências mais estritas (ou então não sei que competências são essas) e aumentar quer o número total quer o valor dos apoios concedidos à escrita de longas metragens, e criar programas de incentivo à escrita de curtas. Mas não deveria ficar por aqui. Por que não diversificar os apoios, criando, por exemplo, concursos de apoio à escrita diferenciados para profissionais e para estreantes? Ou lançando concursos para premiar guiões já escritos mas ainda não comprados por produtoras, de forma a promovê-los e divulgá-los? Mais importante ainda, deveria haver uma política de continuidade no trabalho. Guiões cuja escrita tivesse sido apoiada pelo ICA poderiam, por exemplo, ter um subsídio directo à produção, independentemente do resultado dos concursos. Há muita coisa para fazer nesse campo.&lt;br /&gt;Mas há outras áreas a estimular. O FICA deveria também investir mais nos apoios directos ao desenvolvimento. Se o Fundo se quer posicionar como uma produtora ou, mais correctamente, como um mini-estúdio, tem de entender que será necessário investir em muitos argumentos para, por um processo darwiniano de selecção natural, conseguir chegar à produção de apenas uns quantos - os mais fortes, mais capazes, mais atrativos.&lt;br /&gt;Finalmente, as entidades privadas como as televisões ou até as distribuidoras poderiam ter um papel mais importante. Apesar das polémicas que na altura decorreram, ainda hoje muita gente  recorda com saudade a primeira série de telefilmes da SIC, que serviu de rampa de lançamento para vários novos autores (entre os quais eu próprio, com o "Mustang"). Mas para isso é preciso acreditar na importância das histórias; não se consegue criar nada de bom (ou só muito raramente se conseguirá) a partir de argumentos escritos em meia dúzia de dias, como os "Casos de Vida"  da TVI tão bem demonstram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quanto ao FICA, qual tem sido o seu impacto? São já visíveis sinais de mudança?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Penso que a opinião generalizada do mercado é que ainda não se começou a sentir realmente o impacto do FICA. Isso não me surpreende nem preocupa particularmente; é necessário tempo para ver resultados. As pessoas que estão à frente do FICA também têm de passar por um período de aprendizagem. O audiovisual é uma indústria de pessoas, no que isso tem de bom e de mau. É preciso aprender a conhecer os parceiros, perceber os mecanismos do negócio, entender o que funciona e o que não funciona, rever as expectativas e afinar o rumo. Acredito que o FICA de daqui a dois anos será muito diferente do FICA de hoje, e que inevitavelmente dará uma contribuição positiva para reverter a situação insustentável de que falava à pouco. Basta fazer as contas: se em Portugal se vendem anualmente cerca de 15 milhões de bilhetes de cinema, bastaria que atingíssemos os 15% de bilheteira espanhóis (já nem falo dos 40% franceses) para passar dos 2 milhões de bilhetes em filmes portugueses. Com 15 filmes produzidos anualmente, dos quais alguns continuarão naturalmente a não ter uma vertente comercial, e outros, tendo-a, serão fracassos, haverá mesmo assim lugar para dois ou três sucessos de bilheteira reais. Se isso acontecer o cinema português ficará mais perto do seu público o que penso que é o objectivo final do FICA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qual, para si, o melhor argumento cinematográfico do ano em 2008?&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destaco 2 entre os que vi e/ou li: o excelente "Dúvida", do John Patrick Shanley, e o divertido " In Bruges", de Martin McDonagh. São filmes que conseguem aquele equilíbrio perfeito entre enredo e caracterização de personagens que tanta inveja me faz. Não foram grandes sucessos de audiências, mas também não foram falhanços comerciais, longe disso - encontraram os seus públicos, à medida das suas dimensões, e deram imensa satisfação a quem oos soube ir ver. Em Portugal gostaria de destacar o "Call Girl" do Tiago Santos e António-Pedro Vasconcelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sa_nOknJGpI/AAAAAAAAAkQ/4ZZRdxvJTLU/s1600-h/inbruges.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 266px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sa_nOknJGpI/AAAAAAAAAkQ/4ZZRdxvJTLU/s400/inbruges.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309716723225139858" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-8265648624918025419?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/8265648624918025419/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=8265648624918025419' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/8265648624918025419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/8265648624918025419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2009/03/convidado-de-honra-n2-o-panorama-do.html' title='Convidado de Honra nº2 - O Panorama do Guionismo e Cinema em Portugal - João Nunes, presidente da APAD'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/Sa_jYhXBlHI/AAAAAAAAAkI/QiyEMlPiR-o/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-5913232556034168682</id><published>2009-02-27T08:30:00.000-08:00</published><updated>2009-02-27T08:47:27.850-08:00</updated><title type='text'>Música Narrativa - nº1 - Neil Young e Dead Man</title><content type='html'>Seria impossível o Gimmicky passar ao lado da música nos filmes. Procurarei na minha selecção os melhores exemplos de narratividade musical. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui fica o primeiro exemplo. Do inqualificável "Dead Man" de Jim Jarmusch chega-nos esta fantástica banda sonora composta e tocada por Neil Young. As citações do filme patentes no vídeo dizem bem da simbiose perfeita entre o ritmo, tom e a música das imagens. Arrastada, austera mas com vida própria! Enjoy!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="295"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/n6aCMgy0ES4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/n6aCMgy0ES4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="295"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-5913232556034168682?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/5913232556034168682/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=5913232556034168682' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/5913232556034168682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/5913232556034168682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2009/02/musica-narrativa-n1-neil-young-e-dead.html' title='Música Narrativa - nº1 - Neil Young e Dead Man'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-6782286259656755180</id><published>2009-02-25T06:47:00.000-08:00</published><updated>2009-02-27T08:50:00.940-08:00</updated><title type='text'>Blogosfera Cinéfila nº 1 - Grindhouse</title><content type='html'>Resolvi mergulhar a fundo na blogosfera cinéfila. Tenciono conhecer e apresentar aqui no Gimmicky alguns exemplos de interesse, qualidade e originalidade desse enorme e crescente universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SaVhiXgySCI/AAAAAAAAAkA/MIkdRUucs-8/s1600-h/grindhouseposter.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 263px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SaVhiXgySCI/AAAAAAAAAkA/MIkdRUucs-8/s400/grindhouseposter.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306754978980972578" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro destaque vai para o blog Grindhouse - cinema da meia-noite.(http://grindhousetheater.blogspot.com/). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de não ser particular adepto do género que dá nome ao blog dei por mim a pesquisar atentamente os seus conteúdos: sinal evidente do seu interesse. Os blogs "especializados" como este são envolventes por falarem de um interesse muito particular, de uma paixão do seu criador. Respondendo aos que (como eu) tenham uma visão estereotipada e simplista do género fílmico alguns dos seus textos arrasam as inconsistências estruturais de alguns filmes gore deixando bem vincado que este tipo de objectos não é narrativamente primário, impondo o devido respeito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A génese e evolução sócio-política do &lt;em&gt;horror e exploitation&lt;/em&gt; está muito bem documentada em interessantes e aprofundados artigos. Trata-se de um blog, criado em 2006 e infelizmente "descontinuado" em 2007, que vai bem para além da superficial janela de bitaites que geralmente são a esmagadora maioria dos blogs de cinema portugueses.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-6782286259656755180?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/6782286259656755180/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=6782286259656755180' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/6782286259656755180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/6782286259656755180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2009/02/blogosfera-cinefila-n-1.html' title='Blogosfera Cinéfila nº 1 - Grindhouse'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SaVhiXgySCI/AAAAAAAAAkA/MIkdRUucs-8/s72-c/grindhouseposter.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-7760526329253966513</id><published>2009-02-09T07:16:00.000-08:00</published><updated>2009-02-25T07:30:33.263-08:00</updated><title type='text'>Convidado de Honra nº1 - A Distribuição Cinematografica e o Guionismo - Entrevista a Jorge Dias da Vitória Filmes</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SZBMQ-i5-iI/AAAAAAAAAj4/omuF4jINwcg/s1600-h/cinemacolorido.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 280px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SZBMQ-i5-iI/AAAAAAAAAj4/omuF4jINwcg/s400/cinemacolorido.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5300820615966095906" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedi a Jorge Dias da Vitória Filmes para nos descrever um pouco a sua visão sobre  contexto actual do audiovisual português com especial enfoque da relação do sector da distribuição com o guionismo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De que formas vos são propostos filmes a distribuir? Com que frequência tomam a decisão na compra dos seus direitos com base num guião? &lt;/strong&gt;Os filmes são nos propostos em várias fases da sua produção, desde a fase em que só existe um guião, até à última fase, em que o filme está pronto para ser exibido. A decisão na compra dos direitos com base num guião ocorre por diversas vezes, sempre nos mercados que se realizam para o efeito, sendo os principais, Berlim, Cannes e Los Angeles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Nos casos em que isto acontece, que critérios concorrem para a respectiva selecção? Que procuram num guião?&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;O principal critério que temos em conta ao ler um guião prende-se com a qualidade do mesmo. Apesar de ser um critério bastante subjectivo, fundamentamos as nossas escolhas recorrendo a análises do histórico dos filmes desse argumentista, e dos respectivos resultados em Portugal. Além disso, quando já existe um realizador e/ou actores associados a esse projecto, procedemos ao mesmo tipo de análise para confirmar se a relação custo/benefício é encorajadora. Também existem casos, poucos mas acontecem, em que a qualidade do guião por si só é suficiente para arriscarmos a sua compra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Já se inventou tudo para chamar espectadores às salas de cinema? Que mais se pode fazer? &lt;/strong&gt;Nunca podemos dizer que já tudo foi inventado, e que os espectadores de cinema já viram tudo o que tinham para ver, mas na minha opinião a falta de originalidade e criatividade é a grande pecha de muito cinema, causadora do afastamento de muitos espectadores. Hoje em dia, o cinema concorre com inúmeras formas de entretenimento e só se conseguem levar as pessoas às salas de cinema com filmes que sejam capazes de as surpreender. Desde que se consiga manter uma distribuição plural, sem descurar os filmes independentes que muitas vezes conseguem extrapolar os seus nichos de mercado e alcançar bons resultados, os espectadores surgirão. É tudo uma questão de oferta e procura, consoante os gostos cinematográficos de cada um. Se a oferta for boa, tendencialmente a procura também o será.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Onde residem as principais limitações ao sucesso comercial do cinema português? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O principal problema reside no reduzido número de produções portuguesas. Em 2007 estrearam 17 filmes portugueses nas salas de cinema. É muito pouco. Independentemente do carácter comercial ou de autor, se não houver um número de produções cada vez maior, o público não tem opções para ver cinema português. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Que mudanças no audiovisual português significou já a criação do FICA? &lt;/strong&gt;A criação do FICA pode e deve levar a um aumento significativo no número de produções nacionais a chegarem aos ecrãs. Esta é a grande mudança. Mesmo levando em conta que o FICA procura nos projectos que aprova uma vertente mais comercial que o ICA, acho que todos vão ficar a ganhar. Não conheço nenhum país cuja cinematografia se baseie apenas em cinema comercial ou somente em cinema de autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Perspectivas dos efeitos da crise no sector do cinema em geral e da distribuição em particular?&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;A crise financeira tem afectado transversalmente o sector do cinema. Desde a produção, com projectos a serem cancelados ou adiados indefinidamente devido a falta de financiamentos bancários, até á promoção e respectivas receitas de bilheteira. Existe um fosso cada vez maior entre os filmes mais vistos e os restantes, pois o entretenimento é das primeiras coisas de que se abdicam quando a crise aperta, e em vez de 2 ou 3 idas ao cinema por mês, passa-se a ir só 1 ou deixa-se mesmo de ir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-7760526329253966513?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/7760526329253966513/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=7760526329253966513' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/7760526329253966513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/7760526329253966513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2009/02/distribuicao-cinematografica-e-o.html' title='Convidado de Honra nº1 - A Distribuição Cinematografica e o Guionismo - Entrevista a Jorge Dias da Vitória Filmes'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SZBMQ-i5-iI/AAAAAAAAAj4/omuF4jINwcg/s72-c/cinemacolorido.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-1761433442061122957</id><published>2009-01-26T03:39:00.000-08:00</published><updated>2009-01-26T04:45:09.684-08:00</updated><title type='text'>Charlie Kaufman de volta!</title><content type='html'>O grande Charlie Kaufman (Eternal Sunshine of a Spotless Mind; Adatpation...) descreve-nos as suas ideias sobre a escrita e a vida... Refere o cinema como um "media morto": se as nuances e inflexões são a quintessencia do teatro, já ao cinema, enquanto objecto estático, é-lhe exigida a introdução de camadas de informação que ofereçam diferentes experiências a cada visionamento. É essa a sua batalha e a sua singularidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Uy14g1jtW9M&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Uy14g1jtW9M&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;introduz-nos ao seu mais recente trabalho, Synecdoche, agora como escritor/realizador, e fala das dificuldades que este novo estatuto lhe apresentou: lutando para que o pragmatismo do realizador não espartilhasse o fluxo criativo e imaginação do escritor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/oxps3oouNiQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/oxps3oouNiQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kaufman é dos mais intelectualmente desafiadores guionistas americanos. Em diversas entrevistas, como a que acabamos de ver, refere a dificuldade cultural do escritor em derrubar convenções narrativas e uma determinada e monolítica estrutura do "filme americano". Em Adaptation (um dos meus filmes preferidos) é permanente esse diálogo entre a liberdade e as regras - a luta ao tal "media morto". Charlie Kaufman (aqui representado por Nicolas Cage) quer representar personagens densas, reais, na sua banalidade, sem twists nem epifanias...mas encontra pela frente, num seminário de guionismo, o formulaico guru Robert Mckee (brilhantemente representado pelo seu facsimile Brian Cox). O resultado é esta fantástica cena:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="295"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/JHVqxD8PNq8&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/JHVqxD8PNq8&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="295"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-1761433442061122957?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/1761433442061122957/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=1761433442061122957' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/1761433442061122957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/1761433442061122957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2009/01/charlie-kaufman-de-volta.html' title='Charlie Kaufman de volta!'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-2926401704898466469</id><published>2009-01-24T12:32:00.001-08:00</published><updated>2009-01-24T12:43:07.205-08:00</updated><title type='text'>Veneno Cura - tom negro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SXt8VhhhaXI/AAAAAAAAAjg/kKCKhNkLEFY/s1600-h/Veneno.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 234px; height: 341px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SXt8VhhhaXI/AAAAAAAAAjg/kKCKhNkLEFY/s400/Veneno.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5294962496122218866" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Personagens limite com tom negro e existencialista ou filme comercial americanado e muito mau – parece ser esta sina polarizada (egocêntrica ou publicocêntrica) do cinema português. Permanece a lacuna: filmes bons que falem ao público.  &lt;br /&gt;Veneno Cura foca o lado sofrido e obscuro das suas desesperadas personagens sem uma noção de história. Entrega-se antes a uma pretensiosa veia negra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tema é a filiação. A asfixia existencial que começa e acaba na maternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a fraqueza dos diálogos e dos actores não possibilitam que a alta pretensão artística do projecto chegue a bom porto. A falta de verosimilhança não permite uma verdadeira adesão emocional ao filme. De tal forma que os momentos mais poéticos e (supostamente) impressivos do filme não marcam nem resultam (nem mesmo a interessante catarse musical da cena de ópera o consegue).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pormenor positivo é a banda sonora, bastante densa e interessante. De resto alguns esparsos momentos de algum apelo estético e sensorial é o que de menos mau tem este filme.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-2926401704898466469?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/2926401704898466469/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=2926401704898466469' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/2926401704898466469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/2926401704898466469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2009/01/veneno-cura-tom-negro.html' title='Veneno Cura - tom negro'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SXt8VhhhaXI/AAAAAAAAAjg/kKCKhNkLEFY/s72-c/Veneno.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-6805113931505047049</id><published>2009-01-24T12:31:00.001-08:00</published><updated>2009-01-26T07:32:03.137-08:00</updated><title type='text'>Clint Eastwood – A Idade da Sageza</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SXt9KfyDKlI/AAAAAAAAAjw/FrWVyHEI85E/s1600-h/img_noticia_73558026.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 215px; height: 178px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SXt9KfyDKlI/AAAAAAAAAjw/FrWVyHEI85E/s400/img_noticia_73558026.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5294963406187735634" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe habitualmente associado à velhice um mito da sageza na idade. A sedimentação de certezas e uma relutante gestão da dúvida geram visões e narrativas pessoais definitivas. Costuma ser a fase, por excelência, da rejeição do provisório patente em expressões de senioridade: “já vi tudo”; “já passei por muito”. Clint Eastwood parece chegar à sua sétima década num desencanto desconstrutivista, no auge da sua frescura perceptiva, próprios de quem ainda tem muito que aprender e provar como, de resto, o afirma explicitamente em entrevistas que concede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por esse motivo aprendi a admirar um realizador que contribuiu para a minha vida com alguns dos melhores filmes que já pude presenciar. De todas as suas pérolas, três dizem-nos bem deste Clint cartesiano disfarçado de clássico:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Unforgiven parece assumir despudoradamente o quão longínuquo lhe soa a sua fase coboiada. O improvável trio de assassinos expõe-se nas suas fraquezas, na latência da sua relação com o passado e na fragilidade da gestão do presente. Cada bala e assassinato têm o peso que nunca assumiram em filmes de Sergio Leone. O anti-herói age por si e contra si, sem moralismos, num anti-maniqueísmo metodológico. O relativismo moral que desfoca a linha entre a lei e a moralidade redunda na dúvida metódica (na fabulosa personagem de impiedoso agente da lei de Gene Hackman; como na falta de plausibilidade na parte final da trama de Mystic River, como na confusão de valores que a violência da vida pode gerar em questões como a eutanásia: “sinto que ao mantê-la viva a estou a matar” é a frase que Clint afirma em confissão no final de Million Dollar Baby).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/4Df0KtJ01Ew&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/4Df0KtJ01Ew&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Mystic River mete a nu as explicações fáceis e estratégias societais de punição.  O elo mais fraco (um perturbado mental vítima de abusos sexuais por um padre enquanto criança) é, no filme como na realidade americana, instrumental no seu papel expiatório e suporte do frágil equilíbrio de valores. A explicação para um assassínio numa trivial disputa de afectos entre adolescentes parece relegar-nos para a dimensão ontológica: mostra-nos o quão assoberbante é a realidade para que a possamos contemplar na sua essência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/HX17GMs_0lk&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/HX17GMs_0lk&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Million Dollar Baby um conjunto de personagens tenta contrariar as respectivas &lt;em&gt;odds&lt;/em&gt; sociais. Entre estas, a protagonista vence uma série de obstáculos naturais ao seu sucesso como pugilista, sendo o mais óbvio a sua avançada idade. A teimosia do boxeur, descrita pela absorvente voz-off de Morgan Freeman, só é vencida pela falibilidade dos seus sentidos e a personagem do treinador (o próprio Clint) personifica essa obstinação mas de forma amargurada e contraditória, frequentando eucaristias sem razão pessoal aparente. Mas o final trágico da aprendiza remete para uma outra e irresolúvel questão – a eutanásia – e relega-nos para uma relatividade e uma linearidade inalcançável, geralmente insuportáveis para homens da idade e estatuto de Clint Eastwood.&lt;br /&gt;Quantos de nós não gostariamos de envelhecer assim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/WHgPJjub790&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/WHgPJjub790&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-6805113931505047049?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/6805113931505047049/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=6805113931505047049' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/6805113931505047049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/6805113931505047049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2009/01/clint-eastwood-idade-da-sageza.html' title='Clint Eastwood – A Idade da Sageza'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SXt9KfyDKlI/AAAAAAAAAjw/FrWVyHEI85E/s72-c/img_noticia_73558026.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-1095361806232677431</id><published>2009-01-24T12:28:00.000-08:00</published><updated>2009-01-24T12:43:42.073-08:00</updated><title type='text'>CAOS Calmo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SXt80qxn5-I/AAAAAAAAAjo/Ln9JdliqRR0/s1600-h/Caos.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 305px; height: 203px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SXt80qxn5-I/AAAAAAAAAjo/Ln9JdliqRR0/s400/Caos.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5294963031181617122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dispositivo encontrado para o tal Caos Calmo é um pátio em que o pai, ausente no momento da morte da sua mulher, espera diariamente, em contrição, à porta da escola da sua filha que ela termine as suas aulas. É nesse pátio que uma série de interacções urbanas e impessoais se vão gradual e credivelmente estreitando. Ali tudo se passa devagar longe de um quotidiano triturador que não dá tréguas. Ali vai Moretti tentar enfrentar os seus fantasmas, digerir o fim abrupto de uma relação. Não o consegue de imediato. Encontra uma inesperada dificuldade em deixar que a tristeza se impregne.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele luta com um “luto encravado”, uma tentativa de fuga à dor e à dureza do “seguir em frente”, criando manias e um universo pessoal de segurança – o tal pátio e a proximidade constante da filha. A excelente cena com Roman Polanski e a surpreendente atitude libertadora e comovente da filha dão, no final do filme, o mote para a aceitação da dor…como começo, como vida, como elemento vital de progresso pessoal. A dialéctica pai-filha nesta busca de respostas é elemento central do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos elementos mais interessantes do filme é facto de a relação de Moretti com a sua falecida mulher permanecer todo o filme relativamente pouco explicada. Não há flashbacks nem grande exposição da sua dinâmica. A culpa e o luto são, assim, trazidos por si à lupa. A personagem da sua cunhada (Valeria Golino) acentua ainda mais essa dúvida com uma leve sugestão de adultério cuja credibilidade é traída pela revelação da sua personalidade neurótica.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dúvida surgiu: será um filme morettiano? Completamente! Família, perda, culpa, dor. Todos os seus elementos estão lá (é seu o argumento). A questão surgiu pela abstrusa e polémica cena de sexo que suscitou enorme controvérsia (que incluiu, para publicidade “caída do céu” uma firme reacção do Vaticano). Abstrusa por referência à sua persona de “realizador da família”. Essa cena é, contudo, um elemento essencial no filme assim como a sexualidade é um facto pessoal total: presente em tudo, ciclos afectivos e na dinâmica familiar incluídos, na morte, na culpa. A cena, por esse motivo, não é gratuita e a sua crueza assenta bem no trajecto pessoal de interrogação do protagonista e não destoa, sequer, do tom geral do filme. A este respeito apenas os momentos de descompressão musical sejam talvez um pouco exagerados e algo manipuladores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Excelente e emocionante filme que consegue ser dramaticamente profundo sem perder um saboroso tom de inocência e melodrama.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-1095361806232677431?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/1095361806232677431/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=1095361806232677431' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/1095361806232677431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/1095361806232677431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2009/01/caos-calmo.html' title='CAOS Calmo'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SXt80qxn5-I/AAAAAAAAAjo/Ln9JdliqRR0/s72-c/Caos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-5491686692368658446</id><published>2008-12-29T12:18:00.000-08:00</published><updated>2009-01-26T07:41:53.287-08:00</updated><title type='text'>Uma História de Violência - Tentação Criminológica</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SVkx1-EIeZI/AAAAAAAAAhU/HAIoFdXmSjo/s1600-h/B00005JOHR.01.LZZZZZZZ.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 270px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SVkx1-EIeZI/AAAAAAAAAhU/HAIoFdXmSjo/s400/B00005JOHR.01.LZZZZZZZ.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5285310440959146386" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do paradigma freudiano ao modelo bio-médico e à reflexão sociológica, algumas afinidades  conceptuais emergem na teoria da violência: autoridade e conformidade e desvio, identidade… &lt;br /&gt;Contudo, o filme “Uma História de Violência” não tenta uma abordagem genética da violência nem se arroga de qualquer polemização criminológica. Fosse essa a intenção e a análise de background e a flashbacks contextuais seriam recursos impreteríveis. &lt;br /&gt;O primeiro terço do filme dá-nos mitologia harmónica da ruralidade, uma conformidade às normas frugal e semi-western. O retrato de harmonia reproduz-se no ambiente familiar com uma definição clara de papeis – potenciado pelo minimalismo positivo do registo musical.  &lt;br /&gt;O incidente central e respectivas consequências remetem-nos para uma análise do universo identitário da personagem. O tema recentra-se então numa busca pessoal – a preservação do sentido atribuído à auto-noção da personagem e a todo o inerente processo de construção das suas referências de conformidade (os clichés e estereótipos que povoam a primeira parte do filme têm desta realidade um papel ilustrativo: desde o papel convencional de chefe de família extremoso e marido apaixonado, ao emprego auto-criado e ao papel de cidadão exemplar exaltado pela comunidade). Neste diálogo identitário reside a riqueza do filme. O arsenal conceptual associado à teoria da violência está lá, sem que seja mobilizado para um mergulho do terreno movediço da causalidade do comportamento desviante.&lt;br /&gt;Nessa causalidade e repescagem de passados e infâncias reside, em muitos filmes, o principal obstáculo à verosimilhança. Intuo que "Uma História de Violência" não seria o grande filme que é se tivesse sucumbido a tão comum tentação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-5491686692368658446?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/5491686692368658446/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=5491686692368658446' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/5491686692368658446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/5491686692368658446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2008/12/uma-histria-de-violncia-5-estrelas.html' title='Uma História de Violência - Tentação Criminológica'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SVkx1-EIeZI/AAAAAAAAAhU/HAIoFdXmSjo/s72-c/B00005JOHR.01.LZZZZZZZ.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-1390838097307968202</id><published>2008-12-29T12:12:00.000-08:00</published><updated>2009-01-25T09:28:00.354-08:00</updated><title type='text'>Zidane - Um Retrato do Século XXI</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SVkwADTamhI/AAAAAAAAAg8/eKi1Vkitnt4/s1600-h/200px-Zidane-movie.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 279px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SVkwADTamhI/AAAAAAAAAg8/eKi1Vkitnt4/s400/200px-Zidane-movie.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5285308415140862482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão antiga quanto a humanidade é a necessidade de dar sentido ao real. Dramatizamos uma série de eventos impessoais empregando o exagero, ironia, inversão: ferramentas dramaturgicas que lhes conferem significado emocional. É assim numa banal descrição meteorológica como numa narração futebolística. Ela é mitológica e provida de princípio/meio/fim.&lt;br /&gt;A descontextualização espacio-temporal que o filme nos oferece é uma atitude: a negação dos artifícios do drama que torna o futebol um produto inteligível, logo consumível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme sugere,  através de citações do próprio atleta, que a memória é fragmentária e frágil. Ora é nessa fragilidade que assenta o monstro mediático – e toda a produção, dramatizada, de significados e concepções mitológicas do desporto. Acelerando a sucessão de "princípio/meio/fim´s" fazem das recordações espuma. Uma, logo outra e mais outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poder-se-ia sugerir que o objectivo do filme seria igualmente bem cumprido com uma montagem de meia-hora sem nos sujeitar ao fastídio de um jogo em tempo real. Mas se o filme quer dar luta a essa transbordância de significados, só poderia, em coerência com o tom de humanização, incluir o jogo na sua integralidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; É também a profissão futebolística que é brutalmente desmistificada. Não se vê interacção jogadores\público. As imagens transmitem dureza, crueldade. Zidane limpa o suor, cospe inúmeras vezes para o chão, mostra esgares permanentes de dor e de esforço…&lt;br /&gt;Os artifícios da montagem de imagem e de edição sonora servem igualmente esse propósito (artistas foley inventam efeito sonoro do embate entre dois jogadores que jamais soaria assim).&lt;br /&gt;A fotografia dessaturada e granulada transmite um pessimismo cromático também ele significativo e que choca com as imagens intensas dos replays televisivos mostrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música pontua o filme em dois registos distintos. Um minimalismo melancólico que vai ganhando carga emocional com o chegar da decisão com o clímax na expulsão do atleta – expoente máximo da sua humanidade (expulsão que neste sentido este acaso foi uma bênção para o projecto). Neste pico dramático da música reside uma das poucas incongruências do filme.&lt;br /&gt;Todo o filme é também um autêntico ensaio sobre a percepção visual. O plano ao nível do relvado transmite uma noção visual de vulgaridade atlética. O plano no topo do estádio intensifica a noção de pequenez cuja desconstrução icónica do projecto quer atingir. O plano oblíquo que assiste às transmissões televisivas é o instrumento produtor da magia futebolística – noção sobre a qual assenta todo o negócio em toda a sua extensão e especialização.&lt;br /&gt;Fui ao cinema com a ideia pré-concebida que o filme teria uma dimensão de ode plástica ao futebol. Nada mais falso. O atleta é filmado na sua vulgaridade. Não são visíveis nos planos (que cortam muitas vezes a bola) traços inegáveis de genialidade. A frouxidão do chamado trabalho sem bola de Zidane amplia essa ilusão de banalidade desportiva.&lt;br /&gt;Dar 5 estrelas a um filme conceptual filme seria para mim uma negação das possibilidades do cinema. Mas fiquei com a sensação clara de ter visto arte. Nunca menos de 3,5 estrelas.&lt;br /&gt;Este filme vai perdurar…e como algo de experimental sem ser pretensiosamente vanguardista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-1390838097307968202?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/1390838097307968202/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=1390838097307968202' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/1390838097307968202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/1390838097307968202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2008/12/zidane-um-retrato-do-sculo-xxi.html' title='Zidane - Um Retrato do Século XXI'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SVkwADTamhI/AAAAAAAAAg8/eKi1Vkitnt4/s72-c/200px-Zidane-movie.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-710540258291153924</id><published>2008-12-29T10:05:00.000-08:00</published><updated>2009-01-27T03:47:00.498-08:00</updated><title type='text'>Dupla Face da Lei - Lendas Vivas?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SVkSguKrx6I/AAAAAAAAAg0/MAnlVi3Baz4/s1600-h/PH6yC7a7Ejgg8e_m.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 268px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SVkSguKrx6I/AAAAAAAAAg0/MAnlVi3Baz4/s400/PH6yC7a7Ejgg8e_m.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5285275991053944738" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo se passou com Al Pacino. Quem o viu com admiração a transformar-se no zombie Corleone e sua expressão gélida e vazia já não suporta o histriónico e sobrevalorizado actor em que se transformou nas últimas décadas (não estranha que tenha tido no fraco “Perfume de Mulher” o típico Óscar fora de tempo). Também De Niro se entregou a um sem número de papeis planos. Este estado de economia artística a que chegaram tem em “A Dupla Face da Lei” o seu clímax e fica provado que a um argumento idiota e estereotipado nenhuma lenda viva pode acorrer e salvar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme explora a temática dos limites morais do polícia com os instrumentos míticos fetiche: o capitão cauteloso e castrador; os internal affairs metediços e burocratas e o obrigatório psiquiatra de serviço. A deriva moral e justiceira do bom polícia é muito mal fundamentada e é um dos pormenores (porventura o mais grosseiro) que mais fere de morte a credibilidade de toda a trama. Até os diálogos e a troca de bitaites espirituosa e vernacular que dá sempre algum colorido ao género policial é altamente forçada e muito pouco convincente neste filme. Um twist final absurdo e sem ponta de sentido é a cereja num bolo bem amargo. O realizador tenta dar ao filme um tom dramático à Michael Mann (não é para todos) com protagonistas encostados às cordas na ténue fronteira entre bem e mal: o final é, de todas, a mais vã tentativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UD: finalmente se premeia a sua preguiça artística de décadas: Al Pacino foi finalmente nomeado para os Razies que prestigia as piores actuações do ano (e logo com duas nomeações). Por tudo quanto nos tem dado é-lhe totalmente devida tal homenagem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-710540258291153924?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/710540258291153924/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=710540258291153924' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/710540258291153924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/710540258291153924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2008/12/dupla-face-da-lei-lendas-vivas.html' title='Dupla Face da Lei - Lendas Vivas?'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SVkSguKrx6I/AAAAAAAAAg0/MAnlVi3Baz4/s72-c/PH6yC7a7Ejgg8e_m.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-184018509588635965</id><published>2008-12-29T09:53:00.000-08:00</published><updated>2008-12-29T10:13:19.324-08:00</updated><title type='text'>Stephen Frears - O Artesão</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SVkQ3lK8GjI/AAAAAAAAAgs/IcuUwLUzAQU/s1600-h/298.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 101px; height: 124px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SVkQ3lK8GjI/AAAAAAAAAgs/IcuUwLUzAQU/s400/298.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5285274184752831026" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive no Festival de Cinema do Estoril com Stephen Frears. Digo “estar com” porque ser essa a sensação que transmite: acessível; modesto e auto-irónico. &lt;br /&gt;Preocupou-se em se destituir de uma mágica intuição. Tem um metier que aperfeiçoou que tenta cumprir com rigor e respeito pelas regras. Evocando o Studio System e a preponderância que produtores assumiam no resultado fílmico final assumiu que nenhum dos seus projectos foi pensado de raiz por si. Sempre baseou a escolha em propostas concretas e leituras de guiões. &lt;br /&gt;Assumiu alguma “magia” (entenda-se intuição) em fases como esse momento de decisão pessoal na escolha de projectos; apresentou também a colaboração técnica como um processo não pensado ao milímetro, o enquadramento é decidido no próprio dia num diálogo técnico multidisciplinar que faz do realizador a síntese e não o capataz artístico num processo em que a espontaneidade criativa tem papel de relevo.&lt;br /&gt;Mas abordado por um casal de apaixonados noivos que lhe agradeceram a oportunidade que um visionamento de Alta Fidelidade proporcionou ao seu amor com correspondente convite para a boda respondeu (rindo):”Muito obrigado! Mas não me venham pedir contas se der em divórcio.” Na realidade ao alcance poético e imaginário de algumas das perguntas respondeu com a simplicidade de quem conhece a limitação do seu médium. “Se na minhas escolhas de realização está plasmada uma premissa de vida, um desígnio maior? Acabei de juntar duas pessoas, que mais posso eu querer?! Já é bem bom!” - de volta ao realismo.&lt;br /&gt;Também é esse o registo da sua obra. Filma o lado obscuro das suas personagens. Pessoas ordinárias em circunstâncias extraordinárias (Estranhos de Passagem de 2002; Anatomia de um Golpe de 1990; Mary Reilly de 1996), mas também retrata “um rapaz que está a crescer” (assim se referiu à personagem de John Cusack em Alta Fidelidade), rapazes que não sabem como crescer (pareceu-me ser esse o tema do inédito Bloody Kids, de 1979, projectado antes da conferência). Expõe-nos cruamente à inconsistência dos seus protagonistas e contextos duros em que se inserem mas fá-lo sempre com a sobriedade e “pés-na-terra” que definiram a sua carreira – a forma quase telefílmica e equidistante (quase bondosa) como dissecou o “par” Blair-Rainha Elisabeth (2006) é coerente com esse desígnio: uma forma muito própria de perturbar sem repugnar, &lt;br /&gt;de ser politicamente incorrecto dentro dos limites da correcção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frears parece ser daqueles realizadores que parece querer fugir à auto-reflexividade própria da retrospecção de uma carreira de décadas. Na realidade deve ser difícil num processo que tem tanto de espontâneo como de aparentemente aleatório definir coerências e um fio condutor a obra de uma vida. Ele descreve as suas escolhas como meros contratos de trabalho decididos conforme o humor do momento e ao potencial intrínseco dos projectos que lhe chegam às mãos. Deixo-vos com uma citação bem sintética e ilustrativa de tão pragmático, quanto singular, realizador:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A friend asked me why I thought I’d been able to direct films for 30 years and I really didn’t have an answer,” he says. “It is a very difficult industry and grinds up talent unmercifully. I don’t know if this explains anything, but I recently caught the last part of The Hit on television and my reaction was a kind of puzzlement as to why I hadn’t made more films like that, in style and attitude.&lt;br /&gt;Here’s basically what happens. Through the process of working and getting a variety of experience, your craft is going to improve. You know what has to be done and what’s involved in getting it on film and you take a professional pride in the work. When you’re starting, what you chiefly have is energy and passion and that will go a long way to cover a certain amount of funkiness in how you tell a story. But you’re never going to make a film late in your career the way you made it at the beginning and to try to is insane.” (fonte: http://www.moviecitynews.com/Interviews/frears.html )&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-184018509588635965?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/184018509588635965/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=184018509588635965' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/184018509588635965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/184018509588635965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2008/12/estive-no-festival-de-cinema-do-estoril.html' title='Stephen Frears - O Artesão'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SVkQ3lK8GjI/AAAAAAAAAgs/IcuUwLUzAQU/s72-c/298.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-3746065648813740022</id><published>2008-12-29T09:42:00.000-08:00</published><updated>2009-01-26T05:13:54.733-08:00</updated><title type='text'>4 Noites com Ana – A Solidão…incomunicável.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SVkOD6OvAHI/AAAAAAAAAgk/hUJxPV_5T3A/s1600-h/1717.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 255px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SVkOD6OvAHI/AAAAAAAAAgk/hUJxPV_5T3A/s400/1717.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5285271098029441138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme retrata a história de um funcionário de um crematório que cultiva um fascínio voyeurístico por uma enfermeira que vive à sua frente. Trata-se de um fascínio algo infantil e sem malícia mas obsceno na sua forma. Nesta contradição de tom está a riqueza desta obra.&lt;br /&gt;O realizador dizia em entrevista que havia no filme uma ambiguidade moral: que se ao mesmo tempo vemos como condenável a intrusão na intimidade de Ana também compreendemos a solidão e motivos emocionais do protagonista. Eu não vi essa equidistância moral. O tom trágico e o centro exclusivo da narrativa no mesmo e o retrato de austeridade e crueldade da punição levam-nos claramente para o lado de Okrasa. A este olhar libertário não é alheio creio, o percurso de dissidência e exílio políticos do realizador Jerzy Skolimowski na reprimida Polónia comunista em que estudou Belas Artes. &lt;br /&gt;Mas este não é uma limitação do filme mas antes a sua grande virtude. Vivemos por dentro a solidão do homem, as suas obsessões. Num cenário de muros e paredes: (belíssima cena final) a incomunicabilidade da dor é total. &lt;br /&gt;O filme sugere essa rotina de vácuo emocional com a repetição de planos e situações. Não é um filme estetizado. Cada imagem está lá para transmitir a solidão: a paisagem e a fotografia monocromáticas (é de facto um filme sem “cor”) e os cenários são também eles rudes e desprovidos de optimismo; a profissão é insensível; assim como a paisagem; a punição cruel; o protagonista estigmatizado e violentado. &lt;br /&gt;Ainda assim apesar dos elementos de fealdade enumerados é difícil não atribuir espontaneamente alguma beleza e candura aos gestos de protecção e pura devoção a uma imagem (Ana e sua vida visível da janela) que se apresenta real e em carne aos olhos do protagonista.&lt;br /&gt;O filme tem pouquíssimos diálogos. Conta uma história com avanços e recuos mas acima de tudo dá-lhe tempo, deixa-a respirar. A trama é simples e é na sua força simbólica que o filme se concentra. &lt;br /&gt;As incursões nocturnas da casa da vizinha ocupam são deliciosamente coreografadas. A dedicação e hesitações de Okrasa jogam com os suspiros e as pulsões da Ana no seu profundo sono. Como se ambos tivessem num jogo de desejo e repressão. &lt;br /&gt;A cena de confronto final entre os dois mostra que são as balizas da normalidade (entenda-se defesa formal da esfera privada) que impõem a sua lei vencendo o sofrido mas sincero idealismo. A este propósito o alcance metafórico e alegórico da história, (das janelas, portas, árvores, gradeamentos que amiúde preenchem o primeiro plano, por exemplo) é óbvio tendo, por esse motivo, o filme evitado contextualizar cronológica e espacialmente a sua acção (excepção feita aos despojos dos kholkozes polacos).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-3746065648813740022?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/3746065648813740022/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=3746065648813740022' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/3746065648813740022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/3746065648813740022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2008/12/4-noites-com-ana-solidoincomunicvel.html' title='4 Noites com Ana – A Solidão…incomunicável.'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SVkOD6OvAHI/AAAAAAAAAgk/hUJxPV_5T3A/s72-c/1717.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-1496017106336493170</id><published>2008-11-19T12:34:00.000-08:00</published><updated>2008-11-19T12:38:08.992-08:00</updated><title type='text'>3 boas histórias: Inspiradoras...</title><content type='html'>&lt;embed id="VideoPlayback" src="http://video.google.com/googleplayer.swf?docid=-3827595897016378253&amp;hl=en&amp;fs=true" style="width:400px;height:326px" allowFullScreen="true" allowScriptAccess="always" type="application/x-shockwave-flash"&gt; &lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discurso proferido por Steve Jobs, CEO da Pixar e da Apple, para os formandos da faculdade de Stanford, na Califórnia, no ano de 2005. Com legendas em Português do Brasil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-1496017106336493170?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/1496017106336493170/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=1496017106336493170' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/1496017106336493170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/1496017106336493170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2008/11/sobre-vida.html' title='3 boas histórias: Inspiradoras...'/><author><name>Kairos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03895103086217303030</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-6636666594985501035</id><published>2008-11-19T07:46:00.000-08:00</published><updated>2008-11-19T08:31:59.103-08:00</updated><title type='text'>Paris</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SSQ3aC8FqeI/AAAAAAAAAbU/bPAEtcLP2Gk/s1600-h/g_Paris.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 132px; height: 144px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SSQ3aC8FqeI/AAAAAAAAAbU/bPAEtcLP2Gk/s400/g_Paris.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5270398384535349730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme evoca Paris recorrendo aos dois pesos pesados do cinema francês (os que mais exigem e que mais rendem). Fá-lo com a pretensão de a problematizar: indefinida entre a sua história e a modernidade.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas essa pretensão esbarra nas suas personagens: banais e pouquíssimo exploradas (o que não é, de todo, sacrilégio da sua estrutura em mosaico). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como Babel, Paris é um “filme-postal” que se perde irremediavelmente na sua desmesurada ambição ensaística.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ler o artigo na íntegra em http://www.take.com.pt/ (edição de Novembro de 2008)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-6636666594985501035?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/6636666594985501035/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=6636666594985501035' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/6636666594985501035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/6636666594985501035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2008/11/paris.html' title='Paris'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SSQ3aC8FqeI/AAAAAAAAAbU/bPAEtcLP2Gk/s72-c/g_Paris.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-2249171075389467813</id><published>2008-10-23T06:20:00.000-07:00</published><updated>2008-10-23T06:40:55.816-07:00</updated><title type='text'>Divorce: Albanian Style</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SQB-4QHkVQI/AAAAAAAAAaE/JbfbjqVLbbo/s1600-h/divorce_albanian_style.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 110px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SQB-4QHkVQI/AAAAAAAAAaE/JbfbjqVLbbo/s400/divorce_albanian_style.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5260343869633221890" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Fui ver ontem este filme do Doc Lisboa. A minha primeira escolha foi o badalado "A Turma - Entre les Mures", mas fui tarde demais. Só posso dizer que fiquei bastante preenchido por um documentário bastante original. Narra a história de 3 histórias de amor, em que 3 homens escolheram esposas estrangeiras, abruptamente interrompidas pela paranóica ditadura marxista de Enver Hoxa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No filme o "amor" pode ser uma força inabalável e redentora mas também pode não chegar. Realismo e lirismo combinam aqui muito bem. Não há um final uplifiting e redentor. A união de um dos casais resiste ao exílio; já outra das relações se converte em repúdio violento... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme resiste (quase sempre) à tentação óbvia da sensacionalização que o tema do amor vs opressão clama. Também a duração (66') assenta bem no que o filme quer transmitir. Não sendo um documentário político também não é uma análise micro e pessoal: é uma pincelada emocional muito bem enquadrada sem ambições desmedidas e feito com grande sensibilidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-2249171075389467813?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/2249171075389467813/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=2249171075389467813' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/2249171075389467813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/2249171075389467813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2008/10/divorce-albanian-style.html' title='Divorce: Albanian Style'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/SQB-4QHkVQI/AAAAAAAAAaE/JbfbjqVLbbo/s72-c/divorce_albanian_style.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-5446028330896545535</id><published>2008-03-25T18:06:00.000-07:00</published><updated>2008-03-29T05:29:53.755-07:00</updated><title type='text'>I'm Not There - Todd Haynes - Soberbo!!</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/CZGseissqX8&amp;hl=en"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/CZGseissqX8&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;Jude Quin (a soberba Cate Blanchet) diz a certa altura que “as pessoas que distinguem o bem do mal estão, geralmente presas em cenas”. É esta a premissa dramática do filme na minha opinião. Só as ideias resistem ao desgaste da natureza e estas são, contudo, incomunicáveis...não são dramatizáveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A canção de intervenção perde assim o seu propósito. Não mobiliza nem move vontades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas estão numa luta constante contra prescrições de vida acabando por cair contraditoriamente num “certain way of life”. Assim a viagem (vida) perde o seu móbil de auto-descoberta. “De manhã à noite sou diferentes pessoas” – like a rolling stone. &lt;br /&gt;A vida e a sinuosa, mas não incoerente, carreira musical de Dylan são, por este motivo, o pretexto ideal para um mosaico de alter-egos que não chega a ser concreto mas que preserva camadas de interpretação e de poesia estética. O filme é puro deleite visual. As camadas de abstracção reflectem-se na alterações de fotografia e na montagem alternada que torna difícil a leitura cronológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É retomada a subversão do estilo documental de Veneno e tal como em Velvet Goldmine o velado biografado é morto. Em ambos os casos parece tratar-se de uma morte mitológica. De um eterno descanso que criar algo parece vedar. A criação mutila a auto-determinação. O objecto criado é apropriado e nas suas múltiplas digestões vira-se contra o criador que, acossado, parece ter a obrigação de o validar constantemente. Para o resto da vida. “Eu só posso dizer aquilo que vocês quiserem que eu diga” é a frase de Quin (Dylan na sua fase eléctrica e pós-idealista) que revela isto mesmo. &lt;br /&gt;Mas como reza a lenda Billy the Kid (Richard Gere no filme) não morreu às mãos de Pat Garret. Sobreviveu e já não de peito aberto aberta mas em guerrilha permanece disposto a lutar contra algum tipo de tirania.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infinitas reflexões se poderiam acrescentar sobre um objecto artístico desta poesia e sensibilidade. Cinco Estrelas!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-5446028330896545535?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/5446028330896545535/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=5446028330896545535' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/5446028330896545535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/5446028330896545535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2008/03/im-not-there-todd-haynes-soberbo.html' title='I&apos;m Not There - Todd Haynes - Soberbo!!'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-1966538159199856899</id><published>2008-03-18T04:34:00.000-07:00</published><updated>2009-01-28T06:04:56.852-08:00</updated><title type='text'>Cohen falam sobre No Country for Old Men</title><content type='html'>Os dois &lt;strong&gt;Senhores&lt;/strong&gt; falam sobre a estrutura da história, suas personagens e opções de realização, em particular das escolhas no processo de adaptação do romance de Corman Mccarthy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/pAbyC7UFllE&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/pAbyC7UFllE&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podem fazer o download do guião completo desta obra-prima em&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.miramaxhighlights.com/pdfs/No%20Country%20for%20Old%20Men.pdf"&gt;http://www.miramaxhighlights.com/pdfs/No%20Country%20for%20Old%20Men.pdf&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-1966538159199856899?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/1966538159199856899/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=1966538159199856899' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/1966538159199856899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/1966538159199856899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2008/03/cohen-falam-sobre-no-country-for-old.html' title='Cohen falam sobre No Country for Old Men'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-64835894576871151.post-1101844863237100839</id><published>2008-03-17T09:13:00.000-07:00</published><updated>2008-03-17T09:25:08.383-07:00</updated><title type='text'>The Lovebirds até Domingo!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/R96a1hl6LmI/AAAAAAAAAMU/hUhYw6Ain-4/s1600-h/testposter.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5178746865863765602" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/R96a1hl6LmI/AAAAAAAAAMU/hUhYw6Ain-4/s400/testposter.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O filme The Lovebirds estreou esta semana nos cinemas El Corte Inglês e Alvalaxia. Trata-se de uma &lt;em&gt;micro-produção&lt;/em&gt; realizada por Bruno Almeida e que contou, na sua construção, com a carolice de muitos: actores (entre os quais os habituais &lt;em&gt;Sopranos&lt;/em&gt; Michael Imperioli e John Ventimiglia) e produtoras. É, portanto, um raro projecto de convicção pessoal com todos os riscos comerciais que tal acarreta.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Contudo, se não tiver contabilizado 1500 espectadores até o próximo domingo será imediatamente retirado de cartaz!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Cito e partilho o apelo do realizador:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"sim...é assim tão frio! São os tempos que vivemos...as leis do mercado.(...) se conseguirmos uma segunda semana o boca-a-boca já se espalha e o filme terá hipóteses de existir num mercado onde quase tudo são filmes de Hollywood. Apoiem o nosso cinema. Espalhem a notícia, digam aos amigos, levem a família. Conto convosco!"&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/64835894576871151-1101844863237100839?l=gimmicky.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gimmicky.blogspot.com/feeds/1101844863237100839/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=64835894576871151&amp;postID=1101844863237100839' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/1101844863237100839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/64835894576871151/posts/default/1101844863237100839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gimmicky.blogspot.com/2008/03/o-filme-lovebirds-estreou-esta-semana.html' title='The Lovebirds até Domingo!'/><author><name>João Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17491403747262811624</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_V9pWh-xOH-s/R96a1hl6LmI/AAAAAAAAAMU/hUhYw6Ain-4/s72-c/testposter.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
